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ESPAÇO DO LEITOR: CRACK PROBLEMA CRESCENTE EM JUAZEIRO

publicado em 22 de Setembro / 2011 às 10:30 | Espaço do Leitor

Duas correspondências foram enviadas ao blog tratando de um mesmo problema crescente em toda Juazeiro, como no restante do País: O consumo de crack. Em ambos os emails, os leitores solicitam providências dos organismos de segurança pública. Confiram:

Geraldo,

Meu nome é Poliana Almeida e sou estudante de Psicologia. Estou morando em Juazeiro desde o ano passado e tenho observado que é crescente no município o número de usuários de crack por toda a cidade.

O problema está ganhando grandes dimensões e se não houver uma postura de reação da sociedade civil e das instituições que compõem o Poder Público, muito em breve o problema se tornará insustentável.

O crescimento do número de usuários que fizeram do terminal rodoviário urbano da cidade um local de consumo, por exemplo, é assustador! Moro nas imediações do terminal e confesso que sair e voltar para casa têm sido complicado. Com o passar dos dias os usuários de drogas se amontoam, em condições precárias e nada é feito por eles. Seria de grande importância que instituições públicas e privadas, órgãos de saúde pública e a Academia se unissem para oferecer melhores condições de vida a esses cidadãos, ao invés de marginalizá-los e tratá-los como um problema de segurança pública.

Este post é um convite para que a sociedade se proponha a ver os usuários de drogas com novos olhos e encarar os problemas que verdadeiramente envolvem essa questão.

Poliana Almeida

.x.x.

Amigo Geraldo José,

Conto com você para pedir socorro aos nossos governantes, às Polícias Militar e Civil, também a todas as entidades representantes do Poder Público de Juazeiro sobre a questão do consumo de Crack em nossa cidade. Recentemente, um fato me fez deixar a silenciosa indignação e fazer valer o meu direito de cidadão em cobrar segurança para mim, minha família e para todos os pais, mães e filhos das famílias juazeirenses. Por favor, publique a carta que segue e, se possível, colabore com a resolução de um drama crescente em nossa cidade. Desde já, agradeço.

Um forte abraço,

Claudionor Sena

Carta aos órgãos de Defesa Pública de Juazeiro

Dia 15 de setembro de 2011, mais precisamente às 06:30 da manhã, estava indo para o trabalho quando me deparei com uma cena que eu jamais vou esquecer: Cerca de 20 ou 25 pessoas, amontoadas feito bichos, sujas e esqueléticas brigavam, dormiam, transavam, bebiam e fumavam crack abertamente em uma calçada, na Avenida Oscar Ribeiro.

Um suposto ponto comercial, que na verdade é um ponto de tráfico e consumo de drogas, situado próximo nos fundos uma loja de móveis e eletros que não merece ter seu nome associado ao fato, se instalou ali há tempos e é conhecido por toda a população local. Mas atualmente, o número de freqüentadores e o volume da droga consumida por eles já não cabe no suposto ponto comercial e eles invadiram a rua por completo, as esquinas das ruas vizinhas e até mesmo o terminal rodoviário urbano, ameaçando a população que necessita deixar suas casas cedo para trabalhar ou estudar e que só retorna tarde aos seus lares.

Por muitas vezes já vi pessoas serem assaltadas e furtadas por freqüentadores deste espaço, também já soube de casos em que mulheres sofreram tentativas de estupro ou se viram ameaçadas por verdadeiros zumbis que tomaram conta do centro da cidade.

Eles hoje ocupam a Avenida Oscar Ribeiro, o Terminal, os Arcos da Ponte Presidente Dutra e cada ponto debaixo dela, a Orla quase por completa, incluindo os bares e até mesmo o Vaporzinho e o Casarão do ainda em construção Centro-Gastronômico.

Não entendo porque a população conhece esses fatos, mas os órgãos públicos parecem ignorar o que está acontecendo, digo isso porque não há segurança nessas ruas, nem mesmo no Terminal durante os horários de pico.

Já denunciei a existência desse ponto de tráfico e diversos fatos ocorridos na área, mas nada acontece, pois o socorro tarda demais a chegar ou ele se quer vem. Sei que a cidade é grande e que os problemas são muitos para que a polícia sozinha dê conta de resolvê-los, mas não acredito que remanejar parte daqueles tantos policiais que ficam no perímetro bancário, no comércio, nas praças e órgãos públicos para áreas residenciais que estão completamente desprotegidas e ameaçadas comprometa a segurança desse outros lugares.

Queria saber por que a guarda municipal, que atua de maneira tão eficiente multando o cidadão quando ele comete infrações de trânsito, não faz blitz no centro da cidade para combater o tráfico como quase todo dia tem em outros bairros, como o Dom José Rodrigues e João Paulo II?

Não sei por que, mas estamos deixando essa gente ocupar os espaços de nós que somos cidadãos, estamos nos trancando em casa enquanto eles estão à solta, porque temos de escoltar nossos filhos e esposas para que a violência não os alcance. Onde nós vamos parar? Socorro!

Gostaria que, na dúvida, minhas denúncias fossem averiguadas, e, que na comprovação daquilo que eu digo, as entidades se organizem, que intensifiquem a fiscalização, que realizem operações de combate ao tráfico também no centro da cidade, que aproveitem as informações da população para identificar e prender os criminosos, para fechar esses pontos de tráfico e prostituição. Conclamo que seja feito um mutirão em prol de nos oferecer paz e segurança, pois parece que o caos resolveu se instalar por aqui.

Claudionor Sena

Foto Ilustrativa Google

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