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ESPAÇO DO LEITOR: A INOCÊNCIA DA PREFEITURA REFLENTINDO NO SAAE

publicado em 09 de Março / 2012 às 12:10 | Espaço do Leitor

Sem interesse monetário e sem buscar visibilidade, sempre, desde o curso ginasial, tomei como hábito passar para impressa, de forma jornalística, aquilo que penso e sinto, sem ofender ninguém. Um dos meus últimos artigos publicado em um dos blogs da cidade deu muito o que falar, repercutindo, inclusive, no seio de minha família, e que constou de algumas intervenções  de leitores, acobertados pelo anonimato, dirigindo ofensas á minha pessoa, coisas que acho que não mereço. Diante do exposto prometi a minha mulher que não mais me prestaria a escrever para jornais, rádios e blogs.

Hoje, vou abrir uma exceção, e vou fazer o ultimo artigo para expor algumas criticas ao equivocado SAAE, que se orienta por um estatuto revisado em 1955..., do século passado.

Vou lhe contar um problema que acontece comigo e deve estar acontecendo com alguém, isso envolvendo o impotente SAAE e suas famigeradas faturas de consumo de água.

Todos sabem que contas de água e luz servem de comprovantes residenciais. Atente para o que vou tentar expor: tenho uma casa na Rua Formosa n.º 1-A, no bairro D. Tomaz. Na fatura de consumo de água, e por obra e graça de algum “inteligente” da Prefeitura, o endereço está acintosamente grafado, rua Olavo Bilac, antiga Rua Formasa, n.º 1-A; durante dois anos tentei resolver essa anomalia junto a prefeitura e la, eles sempre alegavam que o problema só poderia ser resolvido pelo SAAE. Fui ao famigerado SAAE e nunca pude resolver esse simples problema. Recentemente voltei ao órgão municipal e para minha surpresa constatei que a gerente e uma moradora do bairro a onde moro; atenciosa e educada, ela me informou que dentro da limitação do seu espaço gerencial, tentou resolver, sem êxito meu problema. Algum “inteligente” da Prefeitura (sou eu quem está nominando esse  incapaz funcionário) informou-lhe que não existia na cartografia municipal a citado Rua Formosa. Como na sala da executiva tem um mapa urbano do município, chamei a gerente para mostrar-lhe que na verdade, a rua Formosa, la estava grafada no mapa urbano da cidade. Ela ficou surpresa, com a veracidade do fato. A síntese de tudo isso, é que na Prefeitura, com raras exceções, ninguém quer se aprofundar nos problemas levantados e reclamados pela população, por mais simples que sejam.

Para minha surpresa, fui informado que o executivo maior do SAAE, era um agrônomo, do quadro da UNEB, professor, com qual tenho boa relação. Solicito portanto na oportunidade uma atenção especial  do diretor geral, na solução desse esdrúxulo problema. Na também problemática Coelba, meu endereço, felizmente está correto.

O SAAE, como todos sabem, é um órgão subordinado à Prefeitura, entretanto, por muito tempo, ficou nas mãos de um conhecido engenheiro, que sempre ignorou o mando dos vários prefeitos. Somente Bandeira, na sua primeira gestão, teve a coragem de demitir o citado engenheiro, estabelecendo a autoridade do Prefeito, envolvendo o famigerado SAAE.

Hoje o órgão está vinculado ao município, porem continua com as mesmas mazelas. Falta água constantemente nas áreas periféricas, apesar da existência do rio São Francisco, porem os  “inteligentes” explicadores do inexplicável, continuam dizendo pela impressa que o problema da interrupção da água, normalmente só acontece no versão, com o aumento da demanda.  A coisa parece lógica, mas perde sua veracidade, quando citamos Manaus, cidade de clima quentíssimo durante todo ano e que não enfrenta tal escassez de água.

Todos devem estar lembrados, do grande apagão de água no penúltimo carnaval. O bairro de Itaberaba, por exemplo, está acostumado a passar até dez dias sem o precioso líquido. Em síntese podemos dizer: a inocência da prefeitura está sendo refletida no SAAE.

Joselino de Oliveira Comentarista e Escritor, membro da Academia de Cultura da Bahia.

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