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Paulo Souto reage à acusação de limpeza étnica e social no Pelourinho

publicado em 17 de Maio / 2010 às 08:39 | Política

“Limpeza étnica e social quem está promovendo é o atual governo pela sua omissão, que permite um verdadeiro holocausto de milhares de jovens, principalmente, pobres e negros, executados diariamente nas periferias das cidades baianas”, reage o presidente estadual do Democratas, o ex-governador Paulo Souto, à acusação do secretário estadual de cultura Márcio Meireles de que a reforma do Pelourinho, realizada por governos passados, teria promovido uma limpeza étnica e social no local.

Para Souto, o atual governo assiste de braços cruzados ao extermínio dos jovens baianos. “A omissão governamental diante desta tragédia coloca a Bahia na triste condição de ter cinco cidades baianas entre as 15 brasileiras de maior vulnerabilidade da juventude à violência, conforme o Índice de Vulnerabilidade Juvenil (IJV), desenvolvido pelo Fórum Nacional de Segurança e Ministério da Justiça”.

O presidente estadual do Democratas observa que a gravidade do problema pode a qualquer momento levar o estado da Bahia ao banco de réus de algum tribunal internacional de direitos humanos. “Não será nada engrandecedor ver a terra de Rui Barbosa, o “Águia de Haia”, ser denunciada pelo extermínio de seus jovens no Tribunal Internacional de Justiça de Haia, na Holanda”.

Na avaliação de Souto, o abandono a que foi relegado o Pelourinho pelo governo Wagner deve seguir a mesma diretriz política revelada pelo deputado federal Bassuma quanto à descontinuidade do programa de segurança social “Viva Nordeste”, implementado na gestão passada no Nordeste de Amaralina, bairro de alto índice de criminalidade. Em entrevista recente à Rádio Metrópole, o ex-petista e pré-candidato ao governo estadual pelo Partido Verde afirmou que perguntara ao governador Jaques Wagner a razão do fim do “Viva Nordeste” e ouvira que era coisa do outro governo e, por isso, foi encerrado.

“O fim do ‘Viva Nordeste’, um conjunto de ações integradas numa área de risco escolhida como projeto modelo, é o exemplo claro da mesquinhez deste governo, que, dessa forma, só faz prejudicar a população baiana”, assinala Souto, destacando que o descaso governamental com o Pelourinho tem reflexo internacional por se tratar de um patrimônio da humanidade, tombado pela Unesco.

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