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Secretaria de Saúde apóia pesquisa da Moscamed de combate a dengue

publicado em 22 de Maio / 2010 às 17:01 | Política

Além de Juazeiro registrar apenas 24 casos de dengue este ano, o que significa uma redução de mais de 80% com relação ao mesmo período do ano passado (2009), a Secretaria de Saúde continua se esforçando para manter o clima de tranquilidade na cidade, e através dos agentes de endemias está acompanhando e apoiando pesquisadores que estudam outra estratégia de combate à doença. A pesquisa está sendo realizada na região do Vale do São Francisco numa parceria entre a Moscamed, o Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB/USP), Faculdade de Higiene e Saúde Pública (FSP/USP) e a Oxitec (Universidade de Oxford/U.K).
 
O trabalho está sendo desenvolvido em conjunto visando criar um método de controle da transmissão da dengue. De acordo com a Moscamed, é a técnica de mosquitos transgênicos, ou seja, manipulados geneticamente para desenvolver características específicas. Neste mês de maio, agentes de endemias da Secretaria de Saúde de Juazeiro, os pesquisadores Aldo Malavasi e Jair Virgínio (Moscamed), Margareth Capurro (ICB/USP), Mauro Marelli (FSP/USP) e Andrew Mckemey (Oxitec) visitaram os possíveis sítios, áreas onde o mosquito transmissor da doença está presente, para a liberação do inseto transgênico.
 
 “Somado ao trabalho diário de visita a todos os quarteirões da cidade para controle e tratamento focal, os agentes de endemias também estão acompanhando os pesquisadores para dar informações fundamentais para a execução da pesquisa. A dengue não pode ser prevenida com vacina, mas atividades preventivas e de conscientização da comunidade para eliminação dos criadouros são de suma importância, por isso continuamos alertando a população com relação aos devidos cuidados. Toda ajuda é essencial na luta contra a dengue e vamos permanecer atentos para que Juazeiro fique longe de uma epidemia”, assegurou o secretário de saúde de Juazeiro, Ubiratan Pedrosa.
 
O projeto que envolve a participação de quatro instituições científicas do Brasil tem como objetivo produzir A. egypti utilizando a Técnica do Inseto Estéril – TIE, e possibilitar um nível seguro de manutenção de baixas densidades populacionais do mosquito. Segundo informações da Moscamed, os insetos transgênicos de A. aegypti carregam um gene que impede as fêmeas de voar. Quando atingem a fase adulta, elas têm dificuldade em sair da água, não conseguem se reproduzir e se alimentar de sangue. Terminam morrendo sem deixar descendentes. Já os machos podem voar normalmente, mas no cruzamento com as fêmeas passam o gene que as impede de voar, ocasionando a diminuição do mosquito.
 
“Essa é uma biotecnologia que deve ser usada com outras abordagens e é também uma metodologia alternativa de controle do mosquito para lugares que ainda não se têm acesso”, ressalta Capurro. Por se tratar de uma espécie exótica, que não faz parte do ecossistema brasileiro, os mosquitos transgênicos produzidos pela Moscamed não irão causar impactos negativos no meio ambiente, nem nos seres humanos, segundo informações da empresa.

ASSCOM/JUAZEIRO

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