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Violência é tema de Audiência Pública em Casa Nova

publicado em 02 de Junho / 2010 às 15:00 | Política

Em virtude do elevado índice de violência que vem acontecendo no município de Casa Nova, a Câmara de Vereadores atendeu ao pedido da sociedade e realizou sexta-feira (28), Audiência Pública esclarecendo quais medidas estão sendo adotadas para melhorar a segurança pública no município. De março a maio deste ano já ocorreram treze homicídios em Casa Nova. O delegado da cidade, Rogério Medrado, diz que apesar do número assustador, as estatísticas apontam que o município encontra-se na média, ele explica que o número está centralizado em março, abril e maio. “Todas as medidas legais já foram tomadas e mais de 70% dos casos já foram esclarecidos. Com a atuação conjunta da Polícia Civil e Militar, houve uma diminuição em 60% do número de furtos e roubos”, esclarece.

O delegado explica para a comunidade que apesar da ajuda que recebe da prefeitura municipal, com a alimentação dos agentes, manutenção de veículos e abastecimento da frota a polícia não tem um efetivo humano suficiente para garantir a segurança da população casanovense. De acordo com o comandante da 25ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), Jaime Malvar, a 25ª CIPM não atende somente Casa Nova, mas também os municípios de Pilão Arcado, Campo Alegre de Lourdes e Remanso. O major Malvar elucida que a Polícia Militar realiza ações preventivas para impedir que delitos aconteçam. “Em 2008 aconteceram 31 homicídios no município, em 2009, 17 e em 2010, 13, estamos dentro das estatísticas. Sabemos que a violência não vai acabar, mas trabalhamos para mante-la sobre controle, temos inúmeras dificuldades em decorrência da grande extensão territorial do município”.

Durante a Audiência Pública a família do jovem de 24 anos, assassinado em uma festa por um policial militar, Marcos Silva, clamava emocionada por justiça. O Juiz de Direito da Vara Crime e da Infância e da Juventude da Comarca de Casa Nova, Eduardo Ferreira Padilha, fala que apesar da diminuição da violência na cidade, comparada ao aumento do índice na Bahia, as estatística não aplacam a dor de amigos e familiares de vítimas. Ele afirma que o grande problema da cidade está relacionado ao tráfico e uso de drogas ilícitas. “Dos 13 assassinados ocorridos, 10 dessas vítimas estavam envolvidas com drogas. Precisamos pensar na gênese da violência, pois ela se constrói também dentro de nossas casas ao permitirmos que nossos jovens consumam álcool e drogas”, solicita o magistrado.

Ações preventivas

Considerando os alarmantes níveis de criminalidade e violência existentes em Casa Nova, em razão do consumo de drogas ilícitas na região, além do consumo exagerado e indiscriminado de bebidas alcoólicas, o Juiz da Comarca de Casa Nova, Eduardo Padilha, publicou a portaria nº.01/10, proibindo a venda, entrega ou fornecimento de bebidas alcoólicas e cigarros a menores de 18 anos. A portaria proíbe, também, a permanência de menores em bares e similares após as 22h e, em qualquer horário, se estiver usando fardamento escolar, e para viabilizar a fiscalização pelas autoridades competentes, os estabelecimentos onde a ingestão de bebidas alcoólicas ocorrem no local, funcionarão de domingo a quinta-feira até às 23h. Nas sextas-feiras, vésperas de feriados e sábados, os bares poderão funcionar até as 2h do dia seguinte.

Lidiane Cavalcante - Ascom/PMCN

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