Blog do Geraldo José - Espaço do Leitor
Vale do São Francisco - 26 de Junho de 2019
|
Redação: (74) 3613-3479

Espaço do Leitor

publicado em 17 de Julho / 2011 às 15:00

133 ANOS DE JUAZEIRO

O meu nome é Lucien Paulo, sou de uma cidade, às margens direita do rio São Francisco, no interior da Bahia, chamada Juazeiro. Eu já estava cansado de ouvir falar que a melhor coisa de minha cidade era a vista de outra com seus prédios altos. Não suportava mais ouvir nos veículos de comunicação o quanto a vizinha pernambucana era perfeita, suas avenidas largas, seu shopping majestoso, seus políticos dedicados.

Cansei de ouvir: O River é o shopping, o Águas Center é o Junior. Olhava para o rosto do povo do outro lado e via neles tanto ou mais progresso do que na face de nós juazeirenses. Centro de Convenções, suntuosos viadutos, biblioteca futurística, belíssima orla, avenidas lindas, enormes projetos de irrigação, aeroporto internacional, universidade de medicina, além de outras, e para completar um são joão monumental.

Juazeirense visceral, resolvi passar uns dias nessa quase metrópole para ver de perto essa desigualdade que tanto nos incomoda. Pensei até em me mudar para o torrão pernambucano. Peguei a barquinha e fiz a minha travessia quase turística, desembarquei na casa de um amigo, na Avenida Souza Filho. Era uma segunda-feira e passei o dia caminhando pelas ruas cheias de gente que eu não conhecia, me senti um anônimo veneziano.

 Durante a semana visitei a maioria das suntuosas obras que tanto enaltece a grande cidade, percebi que a noite era uma tortura, depois das 22 horas, era um deserto. Onde estaria o povo que faz dessa cidade uma das mais populosas do Pernambuco?

Na sexta-feira cheguei à orla quase as cinco da tarde e percebi que o por do sol era diferente, olhei para Juazeiro e o meu coração ficou aos pulos, não conseguia entender que angústia me tomava e comecei a enxergar uma Juazeiro que poucas pessoas conhecem, mas que involuntariamente mora na minha alma senti arrepios.

Como vou viver sem meus amigos? Sem as pessoas que me cumprimentam? Sem as lembranças de Gustavinho e as tiradas de João Doido? Sem o acarajé de Neidinha, sem os freqüentadores de plantão do Bar de Manelão, sem a efervescência da orla, sem os acordes de Xibiu e seu 5.0. Como viver sem a alegria do Armazém Café, e o por do sol no Buraco de Calú? Como viver sem as brigas políticas e o Hino de Nossa Senhora das Grotas? Sem a Ilha do Rodeadoro e as peripécias de Seu Né e Zé Nilton? Como iria viver sem os comentários maliciosos de desafetos no Blog do Geraldo José? Sem as matérias do Jornal de Paganini, do Ação Popular e da Folha do São Francisco? Não poderia viver sem o povo mais bonito e mais alegre do País? Em Juazeiro as ruas são feitas de gente e não de concreto, em Juazeiro a terra produziu filhos em outros lugares, em três décadas a minha terra mandou três grandes desportistas para o mundo (Luiz Pereira, Nunes e Daniel Alves), e aqui continuam brilhando em todas as constelações as estrelas de Dozinho, Artur Lima, Caboclinho, Feijão, Damião, Baé, Carlitão e o maestro da bola, Bengalinha que deram vida ao nosso estádio AdautoMorais.

Foi saindo de Juazeiro que Ivete deu acordes de magia à música do mundo, e João criou a bossa, como vou viver sem ouvir Mauriçola em parceria com Assunção cantar que É Imperativo Amar, mesmo a Preta Pretinha de Luiz Galvão. Sem O forró de Sérgio, Raimundinho, Tinho, Wanderlei e Flávio Baião.

Onde vou encontrar a inteligência de tantos jovens que derramam saber? Como suportarei a ausência de um carnaval que iguala todos os homens na crítica e na alegria? Ainda sinto o vibrar dos tambores e repiques da Cacumbú, Voz do São Francisco, Piratas Rei do Samba, Pirados do Alto e Imperatriz Juazeirense, nos intervalos desfile dos blocos, Os Inofensivos, Pacíficos da Vila, Tombantes, Turma do Bêco da Porrada e Se Cair Fica.

Revolvo as cinzas e encontro a irreverência de Mato Grosso, Nêgo Dedê, Hilton Bolão e seu Sax, além dos carros alegóricos que faziam de Juazeiro o quinto carnaval do Brasil.

Como viver sem os questionamentos com Negão do Edson, Adalberto Mariano, Geraldo José e Cida, Wilson Duarte (O Brocoió) na orla sob o olhar distante do  Nêgo D’agua, edificado pelo artista juazeirense Lêdo Ivo?

Não é possível, viver sem os acordes de Targino, a poesia de Manuca, o Grupo Juá multicultural, o teatro de Hertz Felix e Devilles! Nem pensar. Não agüentaria deixar de discutir com meus pares a lembrança de Orlando Pontes meu quase pai, Ermi Ferrari, Edilberto Trigueiros, Edson Ribeiro, Jorge Duarte, Zé Custódio, Gilberto Bandeira, Ultanor Biquiba Guarani, Raimundo Medrado Primo, Saul Rosa, Pedro Raimundo, Chico Romão, Agostinho Muniz, Edésio Santos sinônimo de Amor e Canção, José Mauricio (Diadorim) e saber que eles e outros continuam vivos nas nossas discussões.

Esses poetas, escritores, professores e compositores orgulharam e orgulham a história de todos os juazeirenses. Viver sem a lembrança dos festivais da AUJ não é viver. Sem as Carrancas, os congos, o Reis de Boi, O Auto da Liberdade a Paixão de Cristo, Penitentes, o Samba de Veio, os Ternos da Professora Dinorá, as apresentações no Centro de Cultura João Gilberto, a genialidade de Neto e Mundinho e o cantar de João Sereno entre tantas outras manifestações que fizeram e fazem de Juazeiro um manancial inesgotável de crenças e cultura.

Não poderia viver sem estar perto do meu Colégio Rui Barbosa onde tanto aprendi com Eusébio Medrado, Edilson Monteiro, Valni, Professora Perpetinha e Wanda Guerra, Alberto Mariano entre tantos mestres do saber, sem passar quase todos os dias pelas calçadas do Colégio Dr. Edson Ribeiro e também reverenciar o Paulo VI e a sua fanfarra magistral, como viveria sem a presença de Antonilio e Antogildo, principalmente de Bebela filha e mãe da educação e cultura da minha terra?

Viver sem a proteção das Carrancas e a visão do Vaporzinho, não é viver. Então senti que vivo no melhor pedaço do Brasil.

A FLOR QUANDO CAI DO GALHO, MORRE DE SAUDADE DA RAIZ. 

Entendi o porquê da minha angustia e enxugando lágrimas de alegria, entrei na barquinha e voltei para Juazeiro, o grande amor da minha vida. Comemorarei todos os dias o seu aniversário até o último dos meus dias.

Lucien Paulo

publicado em 16 de Julho / 2011 às 23:00

ARTIGO: BRASILEIROS ENDIVIDADOS

Mais de 40% das famílias brasileiras declararam não ter condições de quitar as suas contas atrasadas. Estão endividadas e sem confiança. O encarecimento do crédito e a inflação alta provocando aumento dos juros pelo Banco Central estão deixando muitos brasileiros cada vez mais pessimistas com relação ao atual cenário sócio econômico do país e à capacidade de pagar suas dívidas.

As taxas de inadimplências registraram alta pelo quinto mês consecutivo, ultrapassando o mesmo período de 2010, em quase 10%. Segundo o SPC/Brasil, a inadimplência em 2011 já acumula alta de quase 4%, fatos que inibem a economia de curto prazo, refletida principalmente nas compras de itens de supermercado. A insegurança com relação ao emprego também colabora com a mudança de humor dos domicílios, muita gente perdeu o emprego depois da posse da Presidente Dilma Rousseff que suspendeu a liberação de recursos para muitas obras importantes, a exemplo da Transposição do Rio São Francisco, da Ferrovia Transnordestina e, ainda, recursos do Orçamento Geral da União, referentes a emendas parlamentares.

Apesar desses sinais negativos, as autoridades do governo animam o comércio com informações de que neste segundo semestre que começou agora, vai ter dinheiro do Tesouro para reiniciar todas as obras do Programa de Aceleração do Crescimento, bem como dos restos a pagar, até o mês de setembro.

Deputado Federal Gonzaga Patriota (PSB-PE)

publicado em 16 de Julho / 2011 às 21:00

JUAZEIRO CIDADE QUERIDA!



Tú completas 133 anos!
Terra de muitos talentos,
Do por-do-sol mais lindo do mundo,
E da lua enamorando sempre o " velho chico",

Terra do sol, do samba e do futebol,
rodeadouro, ilha do fogo, dos congos e carnaval,
penitentes, Nêgo D'agua, do nosso Rio São Francisco,
minha vida, minha terra cultural!

Tantas histórias, 
Tantos amores...
Juazeiro, meu amor por ti é eterno,
Minha amada cidade, meu berço natal,
Como este amor flui a cada dia,
Amo cada viela, cada beco, cada rua, cada esquina,
Adoro o rio de barbas brancas anunciando um novo dia,
Terra de Nossa Senhora das Grotas, 
Que teu povo tanto te exalta,
Abençoa teus filhos amados,
Choro de emoção quando a lua te beija,
Energizando o coração dos poetas,
Que a cada dia se apaixonam por este berço fenomenal.
Minha cidade, minha fada, meu amor, minha sina e meu caixão,
minha terra, meu refúgio, meu canto, meu eterno lar!

JUAZEIRO! TERRA AMADA, LUTAREI POR TEU PROGRESSO.

Valterlino Pimentel (Pinguim) - Assessor Parlamentar

publicado em 15 de Julho / 2011 às 23:20

DE JOAZEIRO A JUAZEIRO

Nesta data tão importante para nossa cidade, quero homenageá-la com este vídeo, contendo fotografias obtidas na internet, bem como algumas de minha autoria com fundo musical de Dilermando Reis – “Abismo de Rosas”.

O vídeo mostra o Juazeiro de ontem e o de hoje. Aqui meu pai nasceu, Euvaldo Almeida, o Protético, bem como todos os seus filhos. Fomos privilegiados por nascermos e permanecermos moradores da beira do Rio, o Velho Chico.

São mais de 100 anos, a família Almeida morando no mesmo lugar. Tivemos como vizinhos, Dona Patú, mãe de João Gilberto, Dr. Humberto Pereira, o médico e Sr. Piroca - Hoje não mais presentes, mas que deixaram suas marcas. Juazeiro tem muita historia para ser contada. É uma terra bela que produziu grandes talentos na poesia, na musica, no teatro e no futebol. É principalmente, a terra das Marias e dos Joãos, daqueles desconhecidos que fazem a cidade crescer e se destacar nacionalmente.

PARABÉNS JUAZEIRO, PELOS SEUS 133 ANOS.

Suely Almeida

publicado em 15 de Julho / 2011 às 19:10

Se eu hoje falasse pessoalmente com Deus

 

Agradeceria pessoalmente pela preciosa cidade que temos, e que amamos!

Em minhas orações falo com Deus e agradeço por tudo, principalmente por Juazeiro e pelo seu povo, sua cultura, crenças, religião, esporte etc.

Juazeiro de cantos e encantos de sonho e realizações!

Há Juazeiro! Do descanso do tropeiro e de tantos que se afagam em seu seio...

Se eu pudesse faria de vós esplêndido canto da sereia e junto da rainha das águas entoava em voz alta para todos ouvirem da minha alma o amor que tenho por ti.

Juazeiro de grandes artistas e grandes políticos que fizeram de vós cidade de respeito e alto conhecimento artístico e desenvolvimento sustentável.

Juazeiro de prefeitos que desenvolveram papel importante em sua historia, que hoje felicitam no céu por seres linda e maravilhosa  como Durval Barbosa, Américo Tanuri, Arnaldo Vieira e tantos outras que festejam sua importante data; Es também dos que ainda anda sobre vos de olhos árduos de encantamentos, como Jorge khoury, Misael Aguilar, Professor Rivas, Joseph Bandeira e Isaac Carvalho que juntos hoje comemoram sua existência e sua vitoria.

Juazeiro da mãe rainha a mãe das grotas que com seus anjos e santos te abençoam todos os dias.

Juazeiro do rio são Francisco que com suas águas lhes dá mais beleza e força para seu povo deste sertão viver.

Juazeiro!  Juazeiro de minha historia e infância do meu passado e do meu futuro poderia aqui falar muito de ti! E comentar fatos e casos que marcaram e marcam sua historia, mas me silêncio em meu coração e com ele falo com Deus que te proteja e cure tuas feridas daqueles  que te fazem mal e que lutam contra ti.

E do meu coração e do coração de todos os seus filhos explodem alegrias de lhes ter sempre em nós.

Tão sublime cidade, te adoramos, te amamos e te desejamos felicidades pala passagem de mais um ano de existência.

Feliz aniversario Juazeiro terra amada.

Carmonilton Leopoldo do Carmo

publicado em 15 de Julho / 2011 às 14:40

ADOLFO VIANA PARABENIZA JUAZEIRO

O Deputado Estadual Adolfo Viana (PSDB) enviou email ao blog parabenizando a cidade de Juazeiro e seus habitantes pelos 133 anos de elevação à categoria de cidade, desenvolvimento econômico e conquistas do seu povo.

Ascom Deputado Estadual Adolfo Viana
publicado em 15 de Julho / 2011 às 14:00

CANTO POR JUAZEIRO. O MEU SONHO É AQUI!

Nasci em Juazeiro – Bahia, no dia 29 de maio de 1981, são trinta anos de histórias!!! Estudei no CSU e no Instituto Imaculada Conceição – lembro como se fosse hoje – da sala que nasceu o tão falado João Gilberto, irmão da minha Diretora “Vivinha” e das aulas de educação física na Praça da Bandeira. Muitas recordações.

Edson Ribeiro, orgulho dos professores e do mestre Antonílio da França Cardoso, ao qual, dedico parte da minha educação. Pude construir belas fábulas, de amizade, de companheirismo, de amores. A gincana com suas equipes verde vida e satisfashion, quem não lembra? Escuto o som do Hino Nacional e do Hino de Juazeiro, todos em fileira na quadra do colégio.

Desde aquela época já ouvíamos falar sobre as “lavadeiras do Angary”, de “João doido”, e do “pé de Juazeiro” onde nasceu a nossa cidade, lá depois do São Geraldo. Realizamos muitas apresentações sobre a história de Juazeiro, suas crenças, religiões, políticas. Conhecemos os penitentes, o carnaval e até a festa do melão. Quanta riqueza nossa terra tem. Ilha do Rodeadouro, Ilha do fogo, cada uma com seu brilho especial.

Quem nunca parou pra ver o por do sol na beira do cais? Eu já namorei muito lá (rsrsrs). Certamente todos construíram suas histórias. Todos com seus destinos, rompidos pelos objetivos de cada um. Belas histórias teremos para contar aos nossos filhos, pois a vida é aqui, com o nosso Rio, levando as belas águas correntes, vendo o por do sol e deixando pra traz o que um dia fez mal. Estejamos certo que somos felizes com a nossa terra, rica em agricultura, rica em gente.

O tempo passa a cada instante e estamos aqui hoje parabenizando a nossa cidade por mais um ano de vida. Recorro a Juazeiro e peço calor humano, paz e harmonia entre as pessoas. Respeito ao próximo, aos mais velhos, aos mais carentes, aos especiais. Peço esperança aos olhos que lacrimejam e com fé acredito que o dia de amanhã sempre será melhor do que o que já passou, pois se estamos vivos, podemos continuar lutando por dias melhores.

Juazeiro precisa de gente que goste de cuidar de gente. De classes sociais, de “gays”, de “mulheres da rua”, “mendigos” e “trombadinhas”. Juazeiro precisa de PAZ! Abracem Juazeiro e vamos agradecer por termos chegado até aqui hoje com nossas belas histórias, certos de que faremos de nossa cidade um mundo melhor para se viver.

PARABÉNS JUAZEIRO!!!!!! TERRA QUE TEM GENTE!!!!!!

Lorena Pesqueira – Pedagoga e Acadêmica do curso de Psicologia (UNIVASF)

publicado em 15 de Julho / 2011 às 11:40

Juazeiro pode muito mais

Bruno Reis*

Existem datas que são referências para comemorações especiais: o nascimento de um filho, o casamento, o aniversário de alguém muito querido ou o dia da formatura, por exemplo.Os 133 anos de emancipação política de Juazeiro, comemorados nesta sexta-feira (15), são uma grande oportunidade para pensarmos e discutirmos a cidade que queremos viver e deixar de legado para os nossos filhos e netos.

            Quem circula pelas ruas e avenidas de Juazeiro, uma das mais importantes cidades da Bahia e do Nordeste, quem frequenta o comércio e os círculos sociais ou apenas caminha para admirar a beleza do rio São Francisco percebe que a autoestima dos juazeirenses precisa melhorar. E muito. E isto somente vai acontecer quando projetos que foram iniciados ou prometidos saírem do papel, quando os governos federal, estadual e municipal realizarem obras de infraestrutura na cidade que acompanhem o seu ritmo de crescimento e desenvolvimento e, principalmente, quando houver mais planejamento.

            É de conhecimento público que muitas obras no Brasil começam e não terminam por corrupção, falta de verbas ou até mesmo porque os projetos simplesmente são ignorados por políticos que chegam ao poder e são adversários dos que ocupavam os mesmos cargos anteriormente. Em Juazeiro não é diferente. Obras importantes, que poderiam impulsionar o desenvolvimento deste belo município, simplesmente estão paradas ou caminham em ritmo muito lento.

            Os exemplos estão à vista de todos. O Projeto Salitre, quando foi lançado, em 1996, parecia a redenção para todos os colonos, uma revolução para a agricultura daquela localidade. Passados 15 anos, praticamente nada saiu do papel. A promessa de entregar 32 mil hectares completamente agriculturáveis para os colonos e empresários simplesmente não aconteceu. Em maio do ano passado, o presidente Lula e a ex-ministra e então candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, estiveram em Juazeiro e anunciaram a conclusão de 5.000 hectares do projeto.

Mas, infelizmente, tudo não passou de mais um estelionato eleitoral, já que aproximadamente apenas 100 hectares, de fato, foram entregues. Técnicos da Codevasf  alegam que os agricultores têm dificuldades para trabalhar com tecnologia avançada, mas a realidade é bem diferente. O que os agricultores sentem falta é de uma assistência mais efetiva, de projetos e programas que lhes proporcionem melhores condições de vida.

            Outro fato que derrubou a autoestima dos juazeirenses e causou enormes prejuízos à cidade e, principalmente, aos comerciantes, foi a demora na conclusão das obras de um dos principais cartões postais da cidade, a ponte sobre o rio São Francisco, que liga o município à cidade de Petrolina, que já se estende por quase uma década. Durante quase dois anos, atravessar os 142 metros do lado baiano da ponte tem sido um verdadeiro martírio. Todos os dias uma parte da pista estava sendo interditada para ampliação, causando irritação nos motoristas e perda de divisas para a cidade. Em meio ao impasse quanto à definição do acesso, o DNIT aproveitou as verbas colocadas no Orçamento da União e realizou obras de infraestrutura no lado pernambucano da Ponte, para desespero da população de Juazeiro.

            Como principal eixo de ligação entre o Norte/Nordeste e o Sul/Sudeste do país, além do crescimento da cidade e o aumento espantoso do número de veículos que circulam pela Ponte, é consenso que este problema somente será resolvido com a construção do anel viário, projeto orçado em R$ 100 milhões, dos quais R$ 26 milhões foram alocados num esforço suprapartidário à disposição da obra, através de emendas de bancadas. Mesmo que este valor tenha sido contingenciado em razão do corte de gastos pelo governo federal, é preciso que os responsáveis pela administração municipal, os vereadores, a sociedade e todos os deputados estaduais e federais da Bahia trabalhem em conjunto para que esta importante obra possa ser realizada.

            Finalmente, ainda dentro das ações de infraestrutura, defendo a conclusão das obras e instalação dos equipamentos do Porto de Juazeiro. Engana-se quem acha que a construção da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL), ainda embrionária, vai “matar” o nosso Porto porque as principais exportações baianas sairiam por Ilhéus. Quem pensa o futuro de uma grande cidade como Juazeiro precisa sempre encontrar alternativas para os seus problemas. E uma das formas para dar viabilidade ao porto é colocar a hidrovia em operação.

Dentro de minha concepção, essa hidrovia, além da utilização que vem tendo, podemos oferecer também outras destinações, como, por exemplo, viabilizar a instalação de um parque agroindustrial no Núcleo Oeste do Distrito do São Francisco para beneficiamento de grãos e frutas ou servir ainda para escoar a produção de veículos fabricados no Sudeste e no Centro-Oeste, transformando Juazeiro numa verdadeira plataforma logística de distribuição destes produtos, já que estamos em localização privilegiada em relação aos grandes centros consumidores do Nordeste.

A localização estratégica de Juazeiro, certamente atrai novos investimentos, desde que as obras de infraestrutura sejam realizadas e os seus administradores pensem a cidade do futuro. Apesar de todos os problemas, Juazeiro é uma cidade encantadora, hospitaleira e linda. Quem teve o privilégio de nascer na cidade ou de conhecê-la sabe o que estou dizendo, sabe da inspiração provocada pelo rio São Francisco ou pelo passeio na orla, sabe da força e da coragem do seu povo, sabe dos encantos de fazer uma travessia em uma balsa e, mais do que nunca, sabe que Juazeiro merece sempre muito mais do que nós podemos oferecer. Parabéns à minha Juazeiro pelos seus 133 anos... 

*Bruno Reis, deputado estadual - Sempre à serviço de Juazeiro

publicado em 15 de Julho / 2011 às 09:40

Juazeiro, Juazeiro

Juazeiro, a gente vê só de pedacinho. Não adianta querer comer tão somente um acarajé ao lado dos antigos correios. Há que beber também toda uma paisagem de ponte, pernas e rios, que sensualmente passam pra lá e pra cá quando é de tardezinha. Juazeiro, a gente nunca ouve de pouquinho. Em qualquer silêncio, sobrevive um grito de esperança. O cais cheira à música antiga e o poeta, às mulheres que tiveram com ele. A vida assim, tecida em prosa, agulha, verso, linhas, retalhos e rendas. Em fios de luz, 133 anos trespassados. Juazeiro, a gente nunca sabe com que roupa. Irreverente e indomável, a cidade não sai da moda; despida de frescura e arrodeios.

Quando ainda menino imberbe, Juazeiro já via longe, muito mais além da copa, muitos mais adiante da “passagem”. Quando ainda menina, pois Juazeiro é menino e menina, homens e mulheres acordaram de um sonho barrento e saíram pelos campos a semear melões, uvas, melancias, cebolas e mangas. Irrigantes telúricos fecundaram o chão a apontaram o caminho de um novo tempo de perseverança e chances para todos.  De promissão, desde Itamotinga até o salitre, feito projeto. Juazeiro, a gente nunca sente todo. Mesmo o artista mais cuidadoso atenta para que as pinceladas últimas sejam invariavelmente as primeiras de um imutável painel sem fim. 

E, pode crer, o quanto  se pinta pela manhã nas ilhas, nem sempre é o que se viu ao amanhecer no Rodeadouro. Porque, ao entardecer, Juazeiro, em sua geometria caprichosa, é puro som e surpresas. Há quem jure ter visto um luar prateado da cor de Ivete no fundo da bacia das lavadeiras do Angari. E não é de hoje esse negócio de visão. Pela esquina e encruzilhadas do Quidé, saltitam, à luz do dia, acordes dissonante de um Edilberto  Triqueiros em Edésio Santos. Ou vice-versa. Nos becos e arruados todos desta terra joãogilbertiana é certo que repousem suavemente, entre os quatros cantos e outros tantos, pontos, virgulas, e as aspas do poeta Pedro Raymundo. Aquele do pássaro que criou raízes. Gal-vão, Be-be-la, Mau-ri-ço-la, Co-e-lhão, Ma-nu-ca, Lu-ci-en, Si-be-le, Tar-gi-no. Juazeiro, a gente nunca pronuncia de uma vez só. É um canto, espaço e lugar que traz em si todos os nomes, tempos, temperos e emoções.

E quando é Carnaval então, Juazeiro também dança num mágico jogo de fantasia e alegria pós-tudo. Na quaresma, penitência ao repicar das matracas, fé e tradição, ao pé do madeiro. Cadeiras na calçada e novena no mês de maio. Miudezas de um tempo onde a rua Sete de Setembro se chamava da Alegria e a Francisco Martins Duarte era tão somente das Flores. Tempero de um povo meio terra, meio água que vive sob a proteção de Nossa Senhora Rainha das Grotas e as bênçãos de São Surubim. Gente que acredita em Nego D’água e em Carrancas que gemem três vezes nas curvas do rio inesperado. Contam as mesmas lendas da Mãe D’água que um certo barqueiro Ermi tinha certeza que havia nascido no dia em que viu o rio. O mesmo afluente interno onde os homens banham-se de dia para de noite, adormecerem sob o manto da mulher amada. Juazeiro, a gente ama por inteiro. 

Carlos Laerte

PS: A crônica Juazeiro, Juazeiro foi publicada originalmente no livro Rio que Passa (2008), e corrigida apenas a data do aniversário para 133 anos. Para quem acha que Carlos Laerte é de Petrolina, um lembrete: Ele nasceu em Juazeiro, na Pró-matre e foi registrado como juazeirense. Seus dois filhos: Lara nasceu em Petrolina e Pedro, em Juazeiro, registrado baiano como o pai. Uma forma de demonstrar o sentimento de amor às duas cidades.

Foto: Priscila V. Borges
publicado em 15 de Julho / 2011 às 07:40

A Cidade (entre outras mil, és tu Juazeiro Bahia Brasil)

* Paulo Carvalho (SPO)

Cidade, palco de muitas coisas,
De muitos causos, de autos,
E atos e palavras atadas,
Vetadas, votadas, devotadas!

A cidade revertida, sentida,
Proibida, pedida e perdida
Em despedida, vindas e idas,
De vidas embebidas!

A cidade carnaval, astral, rural,
Plural, cultural, ambiental,
Legal, conceitual, pessoal,
Magistral, teatral e a tal!

Cidade palco, cidade cor,
De amor, dor, resplendor,
Flor, louvor, fervor, calor
De senhora e senhor!

Ah, cidade de sonho, risonho
De Maria, Pedro, José
João e Antônio, e até do véi Mané
E do roceiro Apolônio!

De palco, palanque, andaime,
Tablado, de latas, madeiras, e pontes;
Cidades dentro de cidade, arames,
Lixos e montes aos montes!

Cidade de povo velho, novo,
De cobranças e esperanças,
Que ajuda e maltrata o ambiente
Não limpa; não ama, e não sente!

Cidade com povo e sem povo,
Que às vezes nem parece gente,
Amontoados no lixo de novo
Clara sem gema fora do ovo!

E isso não parece decente
Pois governo só é governo
Com o povo, com a gente,
Senão vira desgoverno e doente!

E a saúde depende dos dois
É como a mistura de feijão e arroz
A clara e a gema em formação
Num mesmo ovo chamado nação!

A cidade é tudo isso, e mais,
A grande necessidade do homem
A guerra, a paz, o alimento, a fome,
E pro turista somente um cartaz!

A cidade do vento, do tempo,
Do passa-tempo, do pensamento.
Do momento exato, concreto,
Abstrato, tato, contato, reto e ereto!

Ah, cidade, de mulheres belas,
Em aquarelas e janelas, e telas,
Os espelhos, os retratos, sem elas,
Parecem feios, como falsas donzelas!

É minha cidade, gritante, amante,
Cantante e cortante, um diamante.
Infante como um rio imponente,
Presente gigante de gente importante!

Cidade de belas paisagens, viagens,
Passagem de pessoas em trânsito,
Cântico de anjos, falanges e mantos,
Igrejas, pecados, santos e virgens!

Na cidade o homem vence e sofre
Ao mesmo tempo, ao mesmo instante.
É um lutador, um herói constante,
Vida e morte, sua alma é sua sorte!

* jornalista e escritor www.facebook.com/saulooak

publicado em 14 de Julho / 2011 às 23:20

JUAZEIRO! HISTÓRIA E MEMÓRIA

Caro amigo Geraldo,

Mesmo consternado com a situação de múltiplas falências a qual se encontra a cidade de Juazeiro, em verso comemoro os seus 133 anos de uma rica e bela história. O lugar em que eu nasci, cresci e envelheço ainda me inspira versos, que por se só cantam sua memória.

Resplandece juazeiro em teus brindares...

Datas florão!

Nas ruas, nos lares, nos bares, em todos os lugares.

Vivas nuances

De belezas quantas

Riquezas tantas!

Cenário de expressivo folclore

Crenças e carnavais.

Plural és tua cultura

Colossal és tua história

De avivada memória.

Terra de contrastes

Cinza caatinga viva... Verdes pomares.

Rio alimento de tudo

Sede de vida

Por todo o seu sentido

Inspirador e magistral,

O velho Chico és teu postal !

Ao pôr do sol

Às belas ilhas a figurar

Na ponte a travessia

“Enquanto corria a barca”

Cantada em poesia,

“Eu ia lhe chamar!”

Juazeiro !

...Historia E Memória...

Emanoel Ferreira da Silva – “manollo ferreira”

Pedagogo – Professor – Poeta...

Piranga/Juazeiro/Bahia.

PARABÉNSSSSSS JUAZEIROOOOOOOO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Fotos Google
publicado em 14 de Julho / 2011 às 12:40

OS 21 ANOS DO ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE E AS DEFICIÊNCIAS EM JUAZEIRO

Ontem (13), o Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA completou 21 anos. Ele instituiu e estabeleceu o funcionamento dos Conselhos Tutelares, órgãos autônomos que têm o objetivo de garantir que crianças e adolescentes tenham acesso a seus direitos e garantias. Os Conselhos já se encontram em 92% dos municípios brasileiros. Um avanço na garantia do cumprimento dos direitos da criança e do adolescente. Em Juazeiro o Conselho atua com uma série de obstáculos. “Temos apenas três conselheiros atuando e não temos estrutura adequada para atuar em todo o município,”, enfatiza Rosana Maria Oliveira Presidente do Conselho Tutelar de Juazeiro.

A situação em outros municípios baianos não é muito diferente. “Não existe treinamento e capacitação muitos conselheiros não conhecem o estatuto e em muitas locais falta telefone, sede própria” relata Jean Lucas Guidetti membro do CECA, Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente  - CECA. Órgão deliberativo, formulador e controlador das políticas públicas estaduais, voltadas para o atendimento à criança ao adolescente, observar as diretrizes do Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA.

Em Juazeiro o CMDCA – Conselho Municipal dos Direitos da Criança e Adolescente carece de equipe técnica como secretário e motorista. “As atividades são comprometidas pela falta de suporte financeiro e humano”, enfatiza Antonio Marcos Evangelista membro do CMDCA de Juazeiro. È função do órgão  fiscalizar o cumprimento dos pré-requisitos exigidos pelo ECA para admissão dos Conselheiros Tutelares, como a idoneidade moral e residência no município, podendo suspender ou mesmo demitir o conselheiro. O CMDCA també acompanha as politicas públicas municipais voltadas para crianças e adolescentes.

A ONU define o ECA como a melhor legislação brasileira. Contudo o Estatuto que é motivo de elogio em todo o mundo devido as suas inovações e o seu vanguardismo tem muitos dos seus principais artigos descumpridos pela sucessão de barreiras financeiras e organizacionais. Comprometendo a fundamental articulação entre as esferas de poder Municipal, Estadual e Federal para o funcionamento eficiente dos diversos órgãos que atuam em prol das crianças e adolescentes chegando a interferir decisivamente na atividade de base desenvolvida pelos Conselheiros Tutelares, isto é, envolver a família e a escola na defesa dos direitos de seus estudantes e filhos.

Fonte: IDESAB - Instituto de Desenvolvimento Social e Ambiental
publicado em 14 de Julho / 2011 às 10:30

O AMOR POR UMA CIDADE

Aquela em que se nasceu ou em que se criou, o amor pela terra natal é algo muito mais complexo, simples, completo, terno. Na política há aqueles que se elegem para trabalhar por sua cidade, ir em busca de investimentos por não dispor de verbas do município e os que são os inventores dos falsos amores oficiais que imperam comumente impondo uma resposta com o discurso do ódio a qualquer manifestação da administração municipal a seus munícipes, os oposicionistas   que demonstram o falso amor oficial e que não aceitam de hipótese alguma a maneira de como o Prefeito está trabalhando e tentando colocar a cidade nos eixos, sabemos de como é difícil.

Falo de uma cidade, mas poderia falar de um país. Falo de Juazeiro, mas poderia falar de qualquer outra cidade. Acontece que aqui existe uma tendência aos extremos no que se refere a ela, os que a idolatram, e querem a tornar digna e aos que querem a qualquer custo denegrir e ofuscar a imagem do prefeito e os que odeiam com ódio oficial.

Os que a odeiam com o ódio oficial, que também a tudo obscurece, tendem a rechaçar e desdenhar aqueles que a idolatram. Os que a amam, a cidade, quando apontam algo mimoso, são rechaçados e desdenhados pelos opositores. Fogo cruzado. Isso é desnecessário. Vamos dar as mãos, e salvar Juazeiro. Ainda é tempo. 

A oposição enfim é a falsa afeição pela terra natal e que, não sabe se justificar de outro modo. A visão oposicionista não aceita a terra natal tal como ela está, em sua limitação e suas impurezas reais, mas exige seu referendo a partir de um ideal passado ou futuro que extirpe dela o que não se ajusta ao plano preconcebido. O oposicionista não vê nem ama o que há, mas calcula o que sobra ou o que falta.

Falo de amor, mas poderia falar de qualquer outro sentimento nobre.

Sandra Regina

Foto Google
publicado em 14 de Julho / 2011 às 09:40

JUAZEIRO: "AINDA ONTEM ERA HOJE" (Maurício Dias)

Em tempo de comemoração dos 133 anos de elevação à categoria de cidade, o cantor e compositor Maurício Dias (Mauriçola), resolveu prestar a seguinte homenagem a Juazeiro.

publicado em 13 de Julho / 2011 às 13:30

ESPAÇO DO LEITOR: "O PREFEITO QUE JUAZEIRO PRECISA"

A disputa para as próximas eleições em Juazeiro está grande, mas precisamos, antes de eleger pessoas que já passaram pela prefeitura e não cumpriram seu papel de prefeito eleito pelo povo e para o povo, parar um pouco e refletir sobre quem seria a pessoa certa, para governar nossa querida cidade.

REFLITA:

O Brasil vive a fase democrática dos direitos afirmados na Constituição de 1988. A combinação da ação dos movimentos sociais com a eleição de lideranças populares para cargos de prefeitos e vereadores tem permitido, em alguns municípios, a formulação de políticas e formas de gestão pública orientadas para a redução das desigualdades sociais, o combate à pobreza e a inclusão de setores sociais marginalizados. É a chamada “política de inversão de prioridades”.

Para a imensa maioria dos prefeitos, este é um mundo desconhecido. E os poucos que conhecem tais avanços nas políticas públicas sabem como implementar estas iniciativas.

Assim, um prefeito será reconhecido como “Bom Prefeito” quando demonstrar:

1)Fidelidade ao Povo, expressa pelo cumprimento do Programa de Governo, obras e ações que prometeu durante a campanha.  O processo eleitoral deve explicitar o Programa de Governo (que deve existir) e não ser fundamentado em recompensas individuais e cabresteamento de votos;

2) Experiência Administrativa,traduzida por conhecimento dos assuntos contemporâneos da cidade, equilíbrio no enfrentamento de conflitos e crises, postura de diálogo aliada à capacidade de decisão no tempo oportuno, paciência e disponibilidade para ouvir a população e os vereadores, tolerância quanto à diversidade de estilo das pessoas com quem trabalha e costume de trabalhar com planejamento e em equipe;

3) Liderança Política,através do entendimento com as organizações comunitárias, buscando seu apoio, consultando-os e ouvindo-os para conhecer suas aspirações e suas necessidades e integrá-los no processo decisório municipal. Abdicar da prática de nomear apaniguados para compor os Conselhos Municipais;

4) Austeridade Político-Administrativa, não refutando as críticas, aceitando-as como saudáveis à democracia, inclusive solicitando auditoria em todos os atos da administração. Não realizar concurso público com “cartas marcadas”, reduzir os cargos comissionados, não ceder a cabos eleitorais mal preparados dando emprego para cupinchas, desrespeitando o funcionalismo municipal. Governar é, sobretudo, dizer não para quem pede dentadura, para quem pede saco de cimento, tijolo, dizer não, enfim, para a demagogia. Excluir o nepotismo que vem a ser o favoritismo ou proteção a parentes ou amigos próximos, o tal do compadrio, o afilhadismo;

5) Preocupação com o Social, constituindo uma excelente Secretaria de Ação Social, sempre atenta as reais necessidades de quem dela precisa, com pessoal concursado, treinado e respeitado. Afinal, um governo deve ser do povo para povo, especialmente para quem tem o desespero como último refúgio;

6)Competência na arrecadação e uso de recursos – Prestação de contas. A prestação de contas da Administração é princípio constitucional (art. 31, §§1o, 2o e 3o da Constituição), cuja violação pode acarretar a intervenção estadual no Município (art. 35, II). Prestar contas na forma estabelecida na Lei Orgânica do Município, na Constituição e na legislação específica em cumprimento dos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência no art. 37 e 165 da Constituição Federal. Realizar licitações sadias, não ser desonesto e achar que ninguém vai ficar sabendo dos trambiques, não fazer acertos em detrimento do Município. Não realizar ou dar seqüência a contratos milionários que são contestados judicialmente, pelo Tribunal de Contas, ou pela população quando esclarecida, a fim de poupar que o patrimônio do Município transferido para particulares. Separação completa entre os recursos públicos e os interesses da família, dos amigos, de empresas e do partido a que pertence. Cumprir e fazer cumprir Leis é dever fundamental de um prefeito.

Ao mesmo tempo deve estar à altura dos novos desafios criados com um ritmo de crescimento prolongado, de geração de empregos, de explosão do consumo com redução da pobreza, adotando, se necessário, políticas emergenciais, mas dando preferência sempre para os Programas de Governo Estruturantes. Na geração de recursos, é de fundamental importância que se elabore um bom Orçamento Municipal, vinculado ao Orçamento Estadual e Federal, buscando-se inclusive o desenvolvimento a nível Regional e livrando-se das emendas parlamentares, que mais prendem do que libertam, pois muitas vezes atrelam a políticos inescrupulosos e simplesmente eleitoreiros.

7) No trato com adversários Políticos,excluir qualquer ato ou atitude que lembre alguma coisa como vingança ou perseguição política. O prefeito que persegue, maltrata, promove patrulhamento político-ideologico àqueles que têm pensamentos divergentes dos seus, não pode ser considerado “BOM”, muito menos “PREFEITO”. A liberdade de expressão há de ser respeitada, até por uma questão de educação (conhecimento utilizado com sabedoria). Esconder os bons Programas de Governos e suas obras, ou mesmo rejeitá-las, apenas por desavença política (certamente infundada), é atitude mesquinha, que não mais cabe no cenário democrático e cidadão em que estão aprendendo a viver os brasileiros. Adversário não é inimigo e o confronte de idéias aliado ao debate sobre as divergências é principio básico da democracia. O prefeito que tiver sua capacidade de articulação política reconhecida, em especial com aqueles que não comungam dos mesmos princípios ideológicos, merecerá, aí sim, ser considerado um “BOM PREFEITO”.

"O texto "O QUE ESPERAR DE UM BOM PREFEITO" foi retirado da publicação mensal do “Le Monde Diplomatique Brasil”, edição nº 11 de junho de 2008"

Desses que já passaram pela prefeitura, você acha que se enquadram nos itens acima? Não!!!

Vamos repetir o erro?

Dos candidatos até agora citados neste blog, somente Dr. Márcio Jandir teria possibilidades de ser um prefeito como Juazeiro merece.

Célia Souza Lima

publicado em 13 de Julho / 2011 às 10:30

A MIOPIA DO ASSESSOR

Amigo Geraldo, 

Muitas vezes gostaria que minha alma fosse menos emocional, todavia nao me contenho, sou Juazeiro.

Li e admirei o conteúdo das reflexões exibidas a tinta e papel pelo ilustre Coronel Geraldo, aliás o mesmo Coronel que com a experiência de um militar, a astúcia de um jornalista e a visão de um bacharel em direito, enxergou em 2008 que Juazeiro precisava embarcar no conto da mudança, mesmo que fosse uma mudança enfeitada pelos marqueteiros de plantão, que estranhamente, são tomados por uma miopia de conveniência e perniciosa para juazeiro.

Agora exausto de esperar na plataforma da estação pelo trem do progresso que insiste em não chegar, desabafou e chorou seu pranto junto com outros 200 mil Juazeirenses que não suportam mais tanto desprezo e desencanto.

A presidente Dilma vem a Juazeiro inaugurar 2.500 casas populares do programa federal "Minha Casa Minha Vida. Ponto.

Parabéns ao programa do governo federal que tem implantado em todas as cidades do país programas habitacionais deste padrão.

Lamentável que em uma cidade que completa 133 anos, tenhamos que conviver com comércios tradicionais da cidade fechando por conta da ausência de infrainstrutura, famílias sendo tragadas pela multidão de muriçocas, lama, escuridão,perseguição, morte das festas populares, assassinato da cultura, contas rejeitadas e a miopia dos prepostos da prefeitura que teimam em ver uma cidade que não existe, aliás existe na imaginação deles e do prefeito.

Parabens Cel. Geraldo por ser mais um do exército de indignados que povoa as ruas desta cidade e que enxerga mais e melhor que muitos dos que aplaudem, por obrigação, o caos que a mudança transformou esta cidade.

Parabéns a nossa cidade por mais um ano de resistência e esperança por dias melhores, parabéns ao povo de Juazeiro, pela visão aguçada e inteligente do que serve e do que não serve para nossa cidade, e que esta visão e a inteligência do nosso povo sejam os escudos contra a perversidade dos maus que assaltaram a confiança do povo e mataram suas esperanças.

Parabéns Juazeiro e até 2012. 

MARLA CONCEIÇAO - CASTELO BRANCO

publicado em 12 de Julho / 2011 às 22:40

O JOÃO PAULO II TAMBÉM É CULTURA

Prezado Geraldo,

Aqui nesta mini cidade chamada João Paulo II, temos uma Banda de Pop Rock que começa a cair no gosto popular conhecida como a “Sonora”. Segue um pouco da história dessa excelente banda e gostaria que se possível fosse postada no seu blog.

Em breve estarei te encaminhado um CD.

Murilo Ricardo

Historia da Sonora

A Sonora é uma banda de Pop Rock inspirada nas bandas dos anos 80 e 90, que trabalha também com composições próprias. A banda é nascida no bairro João Paulo II Juazeiro - BA, composta por cinco integrantes: Gilvan Dias (Guitarra e Back Vocal), Nildo Souza (Violão e Vocal), Leo silva (Bateria) e Gildásio Ferreira (Teclado) e Contra Baixo. A banda começou a se formar em 2006 passando por muitas mudanças de músicos, até chegar a atual formação.

Também já mudou de nome algumas vezes, tocou algum tempo no Armazém Café, fez a abertura do Festival Edésio Santos em 2009, e se apresentou em várias festas particulares. No inicio de 2010 gravou um CD com músicas couver e em dezembro do mesmo ano gravou seu primeiro álbum "O início" com canções autorais (composições próprias) que está sendo divulgado agora.

O Show da Sonora é composto por 80% de músicas de outros artistas e 20% de músicas próprias. Entre as bandas de sucesso executadas pela Sonora, estão: Jota Quest, Paralamas do Sucesso, Lsjack, legião Urbana, RPM, e uma pequena doze de musicas em Inglês. O objetivo da banda é sair do anonimato e ganhar espaço no mercado musical de Juazeiro, Petrolina e cidades vizinhas. 

Contatos: 74-8817-3964 - Site:  http://bandsonora.blogspot.com

publicado em 12 de Julho / 2011 às 20:30

ESPAÇO DO LEITOR: "CUIDADO COM A VIDA‏!"

Geraldo,

Vou falar de dois assuntos distintos acontecidos nos últimos dias, porém tem um fio em comum: "O cuidado com a vida".

Achei muito legal uma reportagem que assisti pela TV São Francisco há algumas semanas em que o entrevistado falava de uma preocupação da equipe da SAMU de preparar pessoas comuns para dar primeiros socorros para a população, enquanto o resgate chega ao local, principalmente em casos que precisem desobstruir vias aéreas, respiração boca a boca massagem cardíaca etc. Muito legal e louvável a iniciativa da Secretaria da Saúde e SAMU.

O que eu lamento é que neste mesmo período, uma semana antes dessa reportagem, eu e um grupo de pessoas nos deslocávamos da Tapera (distrito de Petrolina) vindo de um acampamento de Jovens, (Acamp Chico) durante o São João, no sábado, dia 25, ás 19 horas, nos deparamos com três moças que haviam atropelado um cachorro e caído da moto.

Por sorte, um micro ônibus passava no exato momento da queda, parou para iluminar e evitar acidente maior. Como o meu carro era o primeiro da fila do comboio que vinha, paramos para socorrer, e ao ligar para o SAMU, fui atendida por alguém que simplesmente respondeu do outro lado: "Aqui é o SAMU de Juazeiro, procure um fixo e ligue para Petrolina e desligou o telefone. Não me deixou explicar qual era a estrada, entre dois povoados, Tapera e Caatinguinha, muito escuro, não tem telefone fixo no mato. Tive que rapidamente buscar em mente o nome de alguém que morasse em Petrolina para eu que precisava subir em um morro de areia para obter área telefônica, me comunicar e só assim receber comunicação do Corpo de Bombeiros de Petrolina que retornou para o meu celular para poder encaminhar as providências.

Eu acredito que se há compromisso com o cuidar da vida, a moça que me atendeu em Juazeiro, poderia muito bem se comunicar com Petrolina, seria mais fácil, mais rápido, pois para salvar pessoas não DEVEM EXISTIR FRONTEIRAS GEOGRÁFICAS. (Obs: Em Caatinguinha e Tapera a operadora Oi funciona com o código de área 74 pela proximidade com as torres de Sobradinho). 

O outro assunto, são os quebra-molas que agora foram feitos em frente ao Atacadão. Mais ou menos um mês com as placas de quebra-molas antes de serem efetivadas as lombadas. Nós até ríamos ao passar por ali e esperar quebra-molas que denominamos de virtuais.

Só que neste final de semana resolveram torná-los reais, sem aviso, depois de um tempão. E a bagaceira não foi pequena. Quero saber quantos acidentados de motos entraram na SOTE no sábado à noite?

Sabemos que os motoqueiros são imprudentes mais não se pode contribuir para que seja pior o sofrimento que as pessoas já passam a cada final de semana, com mortes de motoqueiros, jovens e pais de família. Para completar até ontem à noite não havia pintura em cima destes quebra-molas. Cadê o cuidado com a vida. Alguém deve ser responsável por isso. 

Marilene Rangel

publicado em 12 de Julho / 2011 às 16:40

"Antes de que se afogue, vamos salvar o Saldanha Marinho"

A primeira embarcação a navegar no Rio São Francisco, no norte da Bahia, está abandonada e sendo destruída por vândalos e pela falta de manutenção. O vapor Saldanha Marinho, mais conhecido como Vaporzinho, transportava cargas e fez parte do progresso das cidades ribeirinhas da região.

Na década de 70, o vapor parou de navegar e ficou ancorado definitivamente, mas não na água, e sim em terra firme. A embarcação se transformou em monumento instalado em uma praça no centro de Juazeiro e em 2007 mudou de lugar. Foi construído o memorial do “velho chico” e, desde então, o vaporzinho está na orla nova de Juazeiro. Mas a situação atual do ponto turístico não é boa.

A embarcação centenária foi construída nos Estados Unidos e durante décadas navegou pelo Rio São Francisco, entre Pirapora, em Minas Gerais, e Juazeiro. Agora, o “vaporzinho” está completamente abandonado. As lâmpadas estão quebradas e a fiação elétrica exposta. As paredes estão pichadas e a ferrugem está corroendo a estrutura metálica. Uma parte do assoalho de metal não existe mais, colocando em risco as pessoas que visitam o vaporzinho. Quem conheceu o monumento bem conservado, se surpreende com o abandono do mais conhecido ponto turístico.

 

É com esse lema que o artista plástico Ruy Carvalho convoca a população para que no da 15 de julho, sexta-feira (feriado do aniversário de Juazeiro), todos possam comparecer munidos de balde, vassouras, panos de chão para que se restaure e higienize o Vapor Saldanha Marinho (o Vaporzinho). O símbolo da cidade está sendo mal cuidado e segundo Ruy, se todos tiverem sensibilidade e disposição, poderemos mudar o rumo da história.

publicado em 12 de Julho / 2011 às 14:40

“Boas Práticas e “Servidor Cidadão” têm inscrições prorrogadas

A pedido dos servidores, as inscrições para os prêmios “Boas Práticas” e “Servidor Cidadão” foram prorrogadas até o dia 31 de julho. As premiações variam entre R$ 1.000,00 e R$ 10.000,00, totalizando R$ 74 mil a serem entregues aos vencedores. Podem participar os servidores dos poderes Executivo, Legislativo, Judiciário, Ministério Público e Defensoria Pública.

Para disputar o prêmio “Boas Práticas”, os candidatos devem desenvolver ações que promovam ambientes de trabalho decentes, estimulem a criatividade, a produtividade, a eficiência, a economicidade e a melhoria da qualidade do serviço público. Já o Prêmio “Servidor Cidadão” é dirigido às iniciativas pessoais de interesse social e comunitário de caráter voluntário, de utilidade pública e sem fins lucrativos, no âmbito do estado da Bahia.

Os interessados podem conferir no Portal do Servidor (http://www.portaldoservidor.ba.gov.br/) orientações sobre como proceder, e acessar, ainda, as fichas de inscrição on linee os respectivos regulamentos.

publicado em 12 de Julho / 2011 às 14:00

COMUNIDADE DO TANCREDO NEVES DENUNCIA ESTACIONAMENTO PÚBLICO OCUPADO POR CASA DE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO

Caro Geraldo,

Vi recentemente na TV São Francisco entrevista do Gerente do Código de Postura do Município falando da retirada de um bar no Alto do Cruzeiro porque pegava uma parte da calçada, nós aqui no Bairro Tancredo Neves temos é um estacionamento com aproximadamente 1.600 m2 tomado por uma casa de materiais de construção e nada fazem. Porque não tomam providências? Temem o que?

Fizemos um abaixo assinado e encaminhamos ao Ministério Público no dia 07 de Fevereiro 2011 e até hoje nenhuma providencia foi tomada. Será que vamos ver sempre a justiça funcionando apenas para os pobres que lutam pela sobrevivência e os que têm condições vão sempre deitar e rolar?  Prefeito Isaac e Ministério Publico tomem providencias, andem na cidade.

Roberval Amorim

publicado em 12 de Julho / 2011 às 10:30

LEITOR EMITE PONTO DE VISTA SOBRE AS FILAS NOS CARTÓRIOS DE JUAZEIRO

O blog recebeu email de um leitor sobre matéria veiculada em uma emissora de TV abordando as longas filas nos cartórios de Juazeiro. Confira:                                   

Com relação a mais um capítulo das filas nos cartórios em reportagem de uma TV local exibida recentemente, gostaria de fazer a seguinte reflexão: A maioria sabe que o problema é estrutural, ou seja, falta de pessoal e estrutura física que contribuem para as longas filas.

Apenas quero lamentar que na reportagem, a TV omitiu ou não teve a coragem de informar que um dos fatores que mais contribui para essa situação é o fato dos serviços prestados em Petrolina (privatizados) custarem muito mais caros e por este motivo, muitas pessoas vem da vizinha cidade usar os serviços dos cartórios aqui em Juazeiro.

Para que as pessoas tenham uma idéia do que ocorre; muitos que tem filhos em Petrolina deixam passar os 15 dias e pagam uma multa no sentido de registrar em Juazeiro, pois quando for precisar tirar uma segunda via não terá que pagar o valor de R$ 35,00 reais que um cartório particular cobra pelo serviço, mas sim um valor de menos de 5 reais em nossa cidade.

Outra coisa que sobrecarrega os trabalhos nos cartórios e que ninguém tem a coragem de falar, é que apesar de Petrolina ser elogiada pelos serviços prestados em todos os setores, o fato é que muitas pessoas da vizinha cidade vem tirar a sua carteira de motorista aqui em Juazeiro, e para isso a pessoa precisa arrumar uma declaração de que reside aqui, esta declaração tem que ter firma reconhecida o que acarreta ainda mais pessoas nos cartórios para fazer o reconhecimento do citado documento.

Quando as construtoras (de Petrolina) que participam de licitações, todos os documentos têm que ser autenticados. Então eu pergunto, qual o cartório que as empresas vão procurar para autenticar 500 folhas? O de Petrolina cuja autenticação custa R$ 2,90 ou o de Juazeiro que custa R$ 1,30?

Outra coisa que é preciso ser dita e que é uma falácia é afirmar que a maioria das pessoas fica mais de 3 horas para autenticar um só documento. Pelo contrário, são poucas, na verdade mais de 80% dos usuários passa uma hora, duas horas, mas com vários documentos para ser feito o serviço. Quantas pessoas no intuito de passar na frente de outras pessoas alegam que estão operadas, outras que vão perder o avião, e outras que alegam que estão doentes e não podem esperar.

 Neste mês estamos no processo de transição do manual para informatização o que de fato, neste período de adaptação, causa transtorno no atendimento pelo o fato de que além dos serviços rotineiros as pessoas têm que se cadastrar no sistema informatizado, mas as pessoas não entendem e começam com as críticas que já conhecemos. No mais, digo, os cartórios podem informatizar, colocar mais pessoal, mas enquanto continuarem as disparidades das taxas entre as duas cidades, não vejo solução em curto prazo. Aproveitando a oportunidade gostaria de relatar um fato que aconteceu comigo com relação à demora nas filas: Pago um plano de saúde para minha filha. Marquei uma consulta e o médico indicou uma ultrassonografia com a recomendação da funcionária de que teria que chegar bem cedo. Pois bem, ao chegar ao hospital particular bem cedo, (6 horas) já se encontravam várias pessoas na frente e ela foi atendida às 11 e 30 hs para fazer um simples ultrassonografia que foi prometida logo após, mas que só recebi no outro dia. Em nenhum momento eu vi as pessoas falando e criticando o atendimento, pelo contrário, todos quietinhos e aguardando a sua vez.

Para encerrar e analisando as reportagens da TV, dá a impressão que o único setor público que tem longas filas em Juazeiro é nos cartórios. Banco do Brasil, Caixa Econômica, DETRAN, INSS e outros tantos mais, (todos informatizados), os usuários são atendidos num passe de mágica?

Atenciosamente,

Feliciano do Santos - Rua princesa Izabel 458 - bairro Santo Antonio - Juazeiro- Bahia

Fotos de aqruivo do blog
publicado em 11 de Julho / 2011 às 10:30

TERREMOTO NO “PSEUDO GOVERNO DA MUDANÇA”

Já se iniciou o abalo sísmico, lúrido e tenebroso nas hostes municipais. A erupção é horrível e o epicentro, o maior na escala Richter, chama-se Dr. Márcio Jandir Silva Soares, tendo sido ele o eixo central e principal articulador do “Governo da Mudança”, candidato pelo PC do B.

Sua consciência de liberdade rompeu a muralha egoísta do Poder Municipal, noticiando aos quatro ventos sua pretensão em se candidatar a Prefeito de Juazeiro. A rebelião democrática tem computado apoio interno e externo. Porém, acredita-se para evitar maior impacto que o prefeiturável irá agasalhar-se em outra sigla partidária menos desgastada.

O irmão do dissidente, que era funcionário da Prefeitura, foi penalizado com a dispensa do cargo, o que pode gerar complicações, caso haja algum impropério contra o mesmo. Não acredito que se atrevam a tal ponto, visto que Dr. Márcio poderá abrir a caixa de segredos e a implosão causará vexames desastrosos, por não serem de uma boa fragrância.

Sabe-se que o prefeiturável, Dr. Márcio, não concorda com certos descasos ocorridos nesse governo, que se afasta do povo. Inerte, sem ação que não cansa de lamentar as gestões anteriores. Diz o bom adágio, “aquilo que não presta, se descarta e se pretende a permanecer conviver com o inservível é diabólico!”

Talvez o dissidente queira redimir-se do “mea maxima culpa”, mostrando que não concorda com o costumeiro contrassenso, descalabros, ruínas e desditas que deslustram a cidade de Juazeiro. Governo visionário, onírico, sem um rumo merecedor de crédito e que zomba do sentimento da comuna!

A verdade do caos está na rua! Será que se tem de recorrer ao filósofo grego, escritor, Diógenes Laércio, para acender uma vela em pleno dia à procura da verdade e, por metáfora, a gestoria.

Será que padecemos de estrabismo? Será que temos os olhos desviados em relação à posição normal? Será que estamos abobalhados nos truques, ilusionismo? Creio que sim! Porque trazer a Presidenta da República, justamente no dia do aniversário da cidade, para inaugurar o vazio é realmente uma alucinação. Inaugurar uma ponte batizada de “Picolé” é de fato deleitar-se no sadismo! Como a nossa Presidenta é gaúcha, mulher guerreira, talvez lhe esteja reservada uma surpresa para assistir a um rodeio e montar a cavalo especial, alazão de uma pelagem verde e amarelo.

Geraldo Dias de Andrade é Cel. PM/RR – Bel. em Direito – Membro da Academia Juazeirense de Letras – Escritor – Cronista – Membro da ABI/Seccional Norte

publicado em 11 de Julho / 2011 às 08:10

LEITOR DIZ QUE SOBRADINHO TEM UMA DAS PIORES CÂMARAS DE VEREADORES DA BAHIA

Qual é o verdadeiro papel de um vereador? Cabe ao vereador, mostrar os problemas da comunidade e buscar providências junto aos órgãos competentes. Mas não é só isso. Cabe-lhe também a função de fiscalizar as contas do Poder Executivo Municipal e do próprio Legislativo.

Um dos pré-requisitos básicos da democracia é a existência de um Poder Legislativo forte e realmente independente. Sem isso, a democracia é deficiente, capenga. No Brasil, apesar das leis falarem claramente em “poderes independentes e harmônicos entre si”, ainda falta muito para que isso vire realidade, em Sobradinho nem se fala.

Lamentavelmente, as contradições começam quando temos parlamentares, em sua maioria, subservientes e fiéis aos interesses políticos e econômicos do Executivo. Em especial nas Câmaras Municipais, é vergonhoso. 

Prefeitos detêm a maioria dos vereadores os quais mantêm com um “empreguinho” para a esposa, irmãos, cunhados, um benefício aqui, outro ali... e assim, o edil fica cada vez mais distante do verdadeiro papel do vereador, passando a ser apenas mais um encabrestado, boneco de marionete, esquecendo assim o município e o povo que o elegeu.

Cabe ao vereador expor os problemas da comunidade e buscar providências junto aos órgãos competentes. Mas não é só isso. Cabe-lhe também a função de FISCALIZAR AS CONTAS DO PODER EXECUTIVO MUNICIPAL, os ATOS DO PREFEITO, denunciando o que estiver ilegal ou imoral à população e aos ÓRGÃOS COMPETENTES, Ministério Publico, TCM, etc... Portanto, o vereador é o fiscal do dinheiro público.

E aqui fica a pergunta: será que o vereador que presta apoio político incondicional ao Prefeito em troca de “benefícios” pessoais, exercerá livremente a função de fiscalizá-lo? Não. E é isso que acontece em Sobradinho. Isso precisa ser mudado. Vereador deve ser independente, atuante, polêmico, e deve sempre ter a coragem de concordar com o que considerar certo e discordar do que considerar que esteja errado. Deve agir com conhecimento e desarmado de ódios ou rancores.

Nós eleitores, somos vítima maior desses Vereadores, por falta de educação política e sem o conhecimento de seu verdadeiro papel, obrigam-se ao cabresto do Prefeito. 
Precisamos de vereadores atuantes, dispostos a romperem com os costumes persistentes de subserviência e vício. O vereador deve agir sem apego a benefícios pecuniários. Ele deve usar, com disposição, a prerrogativa de denunciar possíveis fraudes envolvendo dinheiro público.

Sobradinho tem uma das piores Câmaras por que não usam seu Poder para fiscalizar o prefeito, motivos para exercerem seu papel não os faltam, vejam: As contas da EMSAE (Empresa Municipal de Água e Esgoto) foram rejeitadas pelo o TCM, o que os Vereadores fizeram? 

O prefeito reajustou a tarifa de água e esgoto do município por duas vezes sem que fosse votado na Câmara e o que foi feito? 

A prefeitura tem uma receita de mais de R$ 2,3 milhões de reais mensais e nada foi construído na cidade com recursos próprios, veadores para onde estão indo estes recursos? São perguntas que os vereadores não respondem por que os laços com o Poder Executivo os impedem de falar e agir.

Vereadores seus salários são pagos pelo o povo, portanto, nós somos seus patrões e saibam que os lucros individuais que supostamente vocês obtêm durante os quatro anos, nós eleitores é quem iremos decidir se vão continuar ou não na próxima legislatura, lembre-se disso. 

Saudação especial ao vereador: Júnior Araújo Tolentino. 

Alexandro Nunes Lima - Eleitor

publicado em 11 de Julho / 2011 às 07:40

LEITOR COMEMORA INÍCIO DAS OBRAS DO JUÁ SHOPPING

Apaixonado por Juazeiro e por esta razão fiel torcedor pelo seu desenvolvimento e crescimento, o leitor Harisson Feeling está sempre atento aos fatos que engrandecem a cidade. Em email ao blog ele comemora a movimentação inicial que sinaliza a construção do Juá Shopping em Juazeiro. Confira o email:

Caro Geraldo,

É com imensa satisfação que lhe envio as fotos iniciais da construção do maior empreendimento comercial do Sertão brasileiro. Já estão sendo colocados os tapumes no terreno do Juá Shopping. Tal fato comprova que de fato o centro comercial é uma realidade e vai ser erguido em nossa querida e progressista cidade. Cabe agora esperar os detalhes da obra que serão disponibilizados ainda este mês. Parabéns a todos os juazeirenses por conquistarem essa grande e bela aquisição que já se traduz como um divisor de águas da história local e trará mais construções imobiliárias e comerciais para nossa Zona Sul de Juazeiro.

Harisson Feeling

Voltar ao topo
© Copyright Blog Geraldo José. 2009 - 2019. Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do autor.