Blog do Geraldo José - Espaço do Leitor
Vale do São Francisco - 14 de Outubro de 2019
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Espaço do Leitor

publicado em 01 de Julho / 2011 às 23:20

BANHO DE CHEIRO NO “GOVERNO DA MUDANÇA!”

 

Não se pensa em ceticismo, doutrina filosófica que nega ao homem a capacidade de chegar à verdade. Existe, sim, o substrato da metafísica e das divindades africanas chamadas Voduns pelos jejes, orixás pelos yorubás e inkissis pelos congo-angolas, que o “Governo da Mudança” está carregado de uma urucubaca bem mandada! Um ebó de inércia, frieza, molenga e falta de governo para com a urbe e seu povo.

Deixe de ser laico e recorra às forças dos Voduns, pois Juazeiro não é coisa vã, perdida. Tem alma e precisa respirar alegria, segurança e progresso. Não deve ser cevada de angústia, utopia e incúria. Merece atenção e resposta. A tertúlia, família juazeirense gosta de cultuar as tradições, folclore, história, bem como aprecia as festas populares, momentos lúdicos e não está subjugada à vassalagem extrema e sentenciada a assistir rodeio como lenitivo, mesmo porque não está sob autoridade de nenhum alcaide.

Que o governo da indigitada “mudança”, ora faltosa, deixe o agnosticismo, como também a tolice de ser laico, independentemente de influência religiosa – e procure livrar o governo da má sorte, da maldição.

Como não queremos que Juazeiro se sepulte no canzuá-de-quimbe (casa dos mortos), aconselho que este governo tome banho de cheiro, banho aromático, em particular tomado nas festas de São João, composto de ervas, cascas, flores, essências e resinas, porquanto são componentes que afastam o azar e mau-olhado; trazendo, então, felicidade e compreensão a qualquer gestor. Aconselho, também, o Banho Sete Forças, recomendado pelo catimbó nordestino: raspa de raiz de jurema, folhas de malva branca, manjericão, hortelã, alecrim, arruda e capim-santo. Tudo deve ser misturado junto, côa-se e deixa-se a água “serenar”, exposta ao ar livre.

Cumprindo direitinho a receita passada pelos Voduns, com certeza o “Governo da Mudança” sai do Banzeiro, fica aceso, acordado para vibrar as festas do povo: São João, Carnaval e outras, assim como terá forças para evitar que a ponte Pres. Dutra se torne uma cigana com suas argolas nas orelhas, para sempre.

Tem que se reconhecer que o Canjerê (feitiço) foi bem feito e pegado em uma encruzilhada maldita. Governo que não tem o corpo fechado! Porém, cumprindo todos os preceitos (É melhor cumprir para salvar Juazeiro) ainda se pode esperar um alívio ou até recuperar o que foi engolido pela incúria, desleixo.

Saindo-se da urucubaca desastrosa, convém oferecer um Amalá (caruru-de-baba) para os Ibejis (São Cosme e São Damião). Espíritos meninos. As oferendas, de preferência reforçadas, em um ilê (casa de candomblé) por um babalorixá ou uma iaquequeré, respectivamente. Após arriar as oferendas para os irmãos gêmeos, o oráculo tira dos búzios a resposta: Odara (caminhos abertos), com certeza.

Para salvar o que aí está só recorrendo mesmo à seita animista, porque Juazeiro não é tutelada por nenhum alcaide e precisa respirar tranquilidade, não aceitando pressão e humilhação de um governo que quer nos forçar a assistir a rodeios e ofuscar o mundo cultural da princesa do São Francisco. 

Geraldo Dias de Andrade é Cel. PM/RR, Bel. em Direito, Cronista, Escritor, Membro da Academia Juazeirense de Letras e Membro da Associação Bahiana de Imprensa-ABI/Seccional Norte

publicado em 01 de Julho / 2011 às 10:30

ESPAÇO DO LEITOR: EM DEFESA DO SECRETÁRIO DE CULTURA

Olá Geraldo,

Estou de volta das férias e de volta ao ataque. Mas, excepcionalmente dessa vez, venho estender a mão em cumprimento a um membro do Governo da Mudança, o Secretário de Cultura "Zó" que ontem, aqui em seu blog, afirmou que não usará irresponsavelmente o dinheiro público na contratação de determinados artistas em eventos específicos.

Eu acredito que todo Governo deve ter uma unidade em sua política e essa deve ser seguida por todas as Secretarias. Se a Secretaria de Saúde tem programas que visam a prevenção e tratamento de doenças como HIV/AIDS (Núcleo de DST/AIDS), alcoolismo (CERPRIS) e a Secretaria de Educação é responsável pela formação básica dos futuros cidadãos juazeirenses seria incoerente que a Secretaria de Cultura investisse dinheiro público contratando atrações ou eventos que estimulassem exatamente o contrário. Não que Juazeiro agora esteja à mercê do gosto pessoal do Sr. Secretário. É verdade que existam artistas cujo repertório não necessariamente seja uma afronta à moralidade, apenas uma questão de mau gosto mesmo. Porém, bandas no nível de um Black Style - só pra citar um e o mais popular dessa safra - prestam um grande desserviço à cultura baiana. Pesquisei num site de letras de canções e pesquei algumas pérolas do que atualmente faz a cabeça da juventude desse Estado. É preocupante que letras de tão baixo calão não incomodem a sociedade a ponto de divulgá-las em suas festas particulares, eventos públicos e, o pior, naqueles malditos sons de altíssima potência nos porta-malas dos carros. O resumo é bem isso mesmo: desrespeito à mulher, simulação de sexo, uso de fonemas com duplo sentido. Peço licença aos leitores para partilhar do horror:

"Ela bota uma calça apertadinha; O bagulho tá sério; Tá toda inxadinha; Perereca pra frente, perereca pra trás"

"Amassa a latinha com a bunda"

"Netinho Pegou de quatro; Vitinho fez frango assado; Fabinho sem camisinha; Me dá, Me dá patinha"

"Bota a mão na cabeça, molha o dedinho, a orgia vai começar"

"Rala a tcheca no chão"

"Balance o rabinho cachorra"

"Relaxa na bica"

"Esfrega a xana no asfalto"

O próprio pai do Axé, Luiz Caldas, já se mostrou descontente com essa geração de 'músicos' que se utiliza da baixaria para fazer música. Nisso essa Gestão está corretíssima. Se é o dinheiro público que vai ser usado, que seus membros atentem para o nível da atração. E não se preocupem. Podem não ser populares atualmente ou ter espaço na mídia, mas há público para prestigiar. Basta lembrar o histórico show de João Bosco recentemente.

Semana que vem volto pra trazer ao conhecimento dos leitores mais uma denúncia contra o Governo Isaac. Aguardem.

GILDIVAN COELHO - FISCAL SANITÁRIO

publicado em 30 de Junho / 2011 às 23:20

ESPAÇO DO LEITOR: A QUEM INTERESSAR POSSA

DECLARAÇÃO

Declaramos a quem interessar possa que, encontra-se a disposição da melhor proposta, para concessão imediata, um município com quase 200.000 (DUZENTOS MIL) habitantes, 09 distritos, alguns projetos de irrigação, alguns quilômetros de beira de rio, detentor de um povo bom e ordeiro e, pronto para experimentar o desenvolvimento a que tem direito todos os municípios representados por homens sérios e competentes.

É fato que o referido município anda meio degradado: ruas esburacadas, saúde na UTI, educação no Mobral, serviço de fornecimento de água lastimável, de energia idem. É verdade que quando chove as ruas se transformam em verdadeiro lamaçal e no verão é uma poeira só.

Tem um Ceasa que dizem ser o maior entreposto de fruticultura do Nordeste, porém, ninguém sabe quanto entra, nem quanto sai e nem pra onde vai a receita desse mastodonte que agoniza em meio a sujeira e abandono, mas, se bem administrado, com honestidade, pode dar um bom lucro.

A cultura do município é desprovida de qualquer infra-estrutura que propicie o seu desenvolvimento, o município não tem sequer um espaço coberto para manifestações culturais, tem um espaço chamado - orla II - o que seria uma área de lazer serve a todo tipo de descalabro, menos ao que se destina, a biblioteca parece um sebo, o acervo é do tempo que candeeiro dava choque.

O turismo nesse município encontra potencialidades espetaculares, ilhas, rios, grutas, folclore, cenário para diversos filmes, turismo do agro-negócio, etc. tudo abandonado ou mal gerenciado; tem até uma ponte que, a exemplo de tantos outros municípios serve de cartão postal, como a Hercílio Luz que liga Floripa a Santa Catarina e a ponte Rio Niterói, a nossa também liga dois estados, tem como peculiaridade o formato de picolé, adivinha de que lado fica o palito? Em suma, pra falar a verdade o município encontra-se à beira do abismo, e, o nosso maior temor e que alguém dê aquele empurrãozinho fatal e o nosso município caia definitivamente no abismo da incompetência, ai não terá mais remédio, mas, com um pouco de boa vontade, seriedade e, principalmente, honestidade o interessado pode transformar a cara do município e elevar a auto-estima do seu povo.

Esperamos que o interessado não cometa o desatino de celebrar contratos imorais, não pratique nepotismo, “Nem Cruzado”, não entregue o município à própria sorte, não deixe parentes mandar, não entupir o município com funcionários de suas empresas pagando salários exorbitantes, não inventar secretaria para abrigar filho de deputado derrotado e depois substituir por vereador, promovendo aquele jeitinho imoral, não trocar carnaval por vaquejada, não apoiar candidato de fora, não deixar de tapar os buracos das ruas, não prometer como sem falta e faltar com toda certeza, não humilhar o povo, não deixar faltar remédios nos postos de saúde, não deixar de dotar as secretarias de recursos para que o   secretário tenha autonomia, não se juntar com políticos sujos, ter vergonha de passar a vida responsabilizando políticos incompetentes do passado para encobrir suas mazelas e, por fim, que goste mais de gente do que de boi.

Caso o interessado acate essas sugestões e assuma o município, ainda leva, de brinde, alguns funcionários comentaristas que rastejam como vermes e cuja única preocupação é não perder as migalhas que caem de um corpo que apodrece diariamente pela conveniência dos lacaios e do seu patrão. Eles é que vão dizer que município é esse.

Por Lucien Paulo

publicado em 29 de Junho / 2011 às 23:20

Eu penso assim...

Eu penso assim...

Herbet Mouze

ALGO DE BOM ESTÁ CONTECENDO 

Acredito que muita gente que vive em nossa cidade passa despercebido daquilo que acontece de bom no esporte Juazeirense, especialmente no setor amadorístico que com o advento do futebol profissional, absorveu praticamente quase todas as atenções e apoio ao esporte, principalmente no futebol. Como exemplo, o antes sempre emocionante e aplaudidos campeonatos promovidos pela liga desportista Juazeirense – LDJ com as presenças dos Clubes tradicionais como o Olaria, Veneza, Carranca, XV de Novembro, Botafogo, América, Colonial e outros.

Era uma festa aos domingos no Adauto Moraes. Muitos craques, intensas emoções e um amadorismo quase puro. Além do futebol de campo, tínhamos também o animado e empolgante futebol de salão, hoje FUTSAL, que com títulos fora de casa, orgulhava a todos nós, e outras modalidades que nos alegravam muito.

Os que moram em Juazeiro, os mais antigos, lembram de tudo isso, alguém não se liga muito ao passado, mas também não se pluga muito no que acontece agora, neste momento.

Por exemplo, entre 13 e 19 deste mês, foi realizada aqui, que na cidade a 29ª Taça Brasil de Futsal – SUB-20, com a participação de dez estados, Bahia, Rio Grande do Sul, Paraíba, Amazonas, Sergipe, Paraná, Mato Grosso, Piauí e Distrito Federal – O Campeão foi o RIO GRANDE DO SUL, e a BAHIA, representada por JUAZEIRO, ficou em terceiro lugar. Foi realmente um grande e importante acontecimento esportivo amador em nosso município que muita gente não viu. Outro evento também de grande valor e repercussão nacional que Juazeiro vai participar é a COPA DOIS DE JULHO – SUB 17, de futebol de campo, dia dois de julho. Nosso representante é o JUAZEIRO SOCIAL CLUBE e Alagoinhas será a cidade anfitriã. Mais um acontecimento de importância que a nossa cidade vai sediar, é a quinta etapa do CIRCUITO DE MARATONAS AQUÁTICAS, apoiado pela prefeitura local, no sábado, 02 de julho com largada na ilha do Maroto, às 15 horas. O circuito é promovido pela Federação Baiana de Desportos Aquáticos, que seleciona atletas de todo o estado, para a tradicional TRAVESSIA MAR GRANDE SALVADOR. Será mais um fato importante e que nos enche de orgulho.

Acho que nós, que moramos em Juazeiro, temos que nos conectar mais naquilo de bom que aqui acontece. O ruim, a gente crítica e depois manda para as cucuias.

EU PENSO ASSIM, E VOCÊ?

Herbet Mouze – Radialista – Publicitário – Flamenguista Campeão Invicto – Membro da ABI/BA

publicado em 26 de Junho / 2011 às 18:00

ESSA ALMA QUER FALAR!...

São abundantes as histórias que fazem o cotidiano lírico das cidades, e o tema ora abordado reflete um pouco dessas amenidades, com leve conotação de humor, mas com algum sentido de seriedade de acordo com a oportunidade em que o fato acontece. 

Numa leitura apressada do título acima o leitor mais místico deve estar fazendo suas ilações curiosas sobre coisas do além, almas penadas e outras peripécias. Na verdade, estamos diante de um típico personagem que tanto pode se encontrar sentado ao nosso lado na Pedra do Urubu, em Uauá, nos bares da orla de Juazeiro ou Petrolina, como nos pontos de encontros de qualquer cidade. Geralmente muito atento e concentrado na conversa alheia que não lhe interessa, mas doido para opinar; às vezes o papo do grupo pretende ser reservado, na abordagem de assuntos variados com toda a informalidade possível, seja para alimentar o folclore político da cidade ou às vezes na tentativa de deglutir as fofocas do dia que circulam. Mas tem sempre ao lado uma “alma que quer falar”. É o legítimo “mala”, inoportuno, inconseqüente, indesejável, insolente, que não traz nenhuma contribuição inteligente ao tema em debate, mas que faz questão de participar do papo em andamento, mesmo que somente como ouvinte preocupado em multiplicar mais boatos pela cidade. O leitor, certamente, está se lembrando de alguém com esse perfil. 

Estamos nas proximidades de nova temporada eleitoral (2012), e assim esses encontros ao final do dia ensejam ardentes embates políticos e conduzem os participantes às conjecturas em torno de apoios, adesões ou coligações partidárias. É nesta hora que surge do nada aquele indivíduo curioso, observador silencioso ou que fala pouco, traduzindo apenas nas feições a tendência política que representa. As restrições de caráter partidário ou compromissos de qualquer ordem lhe impedem de explodir alto e bom som o seu desejo. Ao crítico atento fica bem claro e evidente que: “Essa alma quer falar!...”. Eleições se aproximando e os quadros eleitorais e partidários já se desenham muito confusos, visto o universo de candidaturas e suas variáveis de coligações que já se vislumbram. Será que em Uauá e Juazeiro já tem alma querendo falar?... Parece que sim! 

Mas, derivando um pouco das rodas de papo em que a política é a tônica, existe outra forma mais amena, lúdica e envolvente, ocasião em que o papo masculino invariavelmente é mulher. É o momento em que se instala uma sessão de terapia ante stress, uma vez que falar de mulher, sua beleza, sua meiguice, sua feminilidade, seus encantos, cura qualquer enfermidade, mesmo decorrente de uma ressaca política! Circulando em torno dessa roda masculina, quase sempre se identifica um olhar feminino provocativo e insinuante, a despertar a lucidez de alguns estressados, que logo se recuperam do seu estado letárgico e clamam aos ventos: “Essa alma quer falar!...”.

Evidentemente que se configuram dois momentos adversos. Enquanto no primeiro caso há uma rejeição à figura do “mala”, no segundo há o desejo de que essa alma fale logo alguma coisa e que assim enriqueça de alegria e deleite aquele instante de desejável descontração. Essa “mala” é sempre bem-vinda! 

Agenor Santos -Bacharel em Administração de Empresas  -  agenor_santos@ig.com.br

publicado em 24 de Junho / 2011 às 17:00

LEITORA ENALTECE TRABALHO DA PM E COBRA AÇÕES DA PREFEITURA MUNICIPAL

Nota dez ao policiamento nesta quinta-feira (23), durante a missa e a procissão de Corpus Chisti. Que continuem a contribuir para o respeito e a ordem na hora das manifestações religiosas sejam elas católicas, evangélicas, etc. Parabéns aos policiais responsáveis pela educação no tratamento com as pessoas e pelo trabalho.

Nota ZERO para a Prefeitura Municipal, em especial, ao setor responsável pelo cumprimento do Código de Postura. A nossa Catedral está em reforma na parte externa. Há quanto tempo sonhamos com esta obra...

Nesta quinta, ao ir para a missa, me deparei com um quadro triste: os consertos nas paredes externas, do lado da Endogastro, terão que dar uma "parada" e continuar depois da barraca do Sr. Adelson. O prédio da Catedral é tombado pelo Patrimônio Histórico e não pode ter barraca "colada" na parede externa. Aqui faço uma observação: o Sr. Adelson é um homem digno, trabalhador, amigo de todos (foi um grande amigo do meu falecido pai) e precisa de sua barraca, para seu sustento. Cadê o Sr. Prefeito Municipal, o Secretário de Obras? Barraca em cima da calçada é proibido, conforme reza o Código de Postura. Em consideração à pessoa do Sr.Adelson, por que não conseguir outro local para ele?

Barraca dentro da Praça também é proibido, mas tem duas na Praça da Bandeira. Que se faça cumprir a lei, mas que busquem soluções para estas pessoas que precisam de seu comercio para o sustento de suas famílias.

Será que um dia teremos ordem nesta nossa querida Juazeiro?

Leitora do Blog Célia

publicado em 23 de Junho / 2011 às 16:40

LEITOR IRONIZA FALTA DE PROGRAMAÇÃO JUNINA NO JOÃO PAULO II

Leitor do João Paulo II usa a criatividade para ironizar a falta de programação junina e criticar as obras paralisadas na comunidade. Confira:  

Segue abaixo programação do São João do Bairro João Paulo II. 

Dia 23/06/2011

Atrações: 

Avenidas esburacadas

Saneamento paralisado 

Dia 24/06/2011

Atrações: 

Prédios públicos depredados

Praças abandonadas 

Dia 25/06/2011

Atrações: 

Ruas às escuras

Obra da quadra poli-esportiva paralisada

Esgoto a céu aberto 

Este evento tem o exclusivo apoio da Prefeitura Municipal de Juazeiro “No Rumo da Mudança”.

 Murilo Ricardo - twitter:@murillojua08

publicado em 20 de Junho / 2011 às 21:00

EM MEMÓRIA DE JAYME BADECA – JOSÉ CARLOS VIANA TANURI

Nós, que temos em comum o orgulho de ter nascido em Juazeiro;

Nós, que no exercício de mandatos, cargos ou profissões, nos dispomos a servir e nos mantemos atentos para as dificuldades e carências da gente do campo e encampamos as lutas e os anseios do povo mais humilde desta cidade;

Nós, a quem a angústia de conhecer a derrota não arranca do peito a esperança e a certeza dos dias de reencontrar os caminhos onde o respeito, a confiança e a solidariedade sejam tônica entre os juazeirenses de nascimento ou opção;

Nós, que não somos ilhas, distantes e isolados e entendemos que a cooperação, o aprender e o ensinar, ainda são o melhor caminho para corrigir erros, voltar aos acertos e reencontrar a paz, iremos nos recostar nos travesseiros esta noite um pouco mais solitários e sós.

Jayme Badeca, como era de seu feitio, resistiu e foi derrotado esta manhã pelo tempo e pela vida. Juazeiro, ainda que isto pareça lugar comum, anoitece um pouco mais pobre, um pouco menos resistente, menor e mais indefesa.

A ele e aos seus familiares os profundos respeitos de nossa família.

José Carlos Tanuri, Alex e Edson Américo

publicado em 20 de Junho / 2011 às 19:40

ESPAÇO DO LEITOR: CHEGA DE MUDANÇA

Juazeiro, nossa cidade, é hoje o reflexo vivo do sentimento de indignação que povoa os corações de seus filhos, o abismo perverso que desune o sonho bom de outrora, da realidade, é o principal algoz deste cenário desencantador de nossa cidade. A esperada mudança que não aconteceu.

Com quarenta anos de existência, aprendi a ler o olhar do juazeirense, ver seu coração e acompanhar o pulsar de suas veias no compasso mágico da perfeição divina, vejo o quanto regredimos, percebo o quanto estamos estagnados, revoltados, na insignificância de um projeto de mudança que teima, agora, em marquetizar porções do seu insucesso, impregnando, virtualmente, na sociedade a hedionda impressão de que, nós, os filhos deste seio, somos responsáveis pela decadente vertente administrativa que se instalou de fora pra dentro desta cidade, aliás, podem ate ter razão, porque acreditamos, daltonicamente, no projeto da mudança enfeitada nas ruas e na imprensa. A mudança fabricada, pintada e dourada pelo marqueting político.

Querem novamente nos reger por fórmulas, querem tratar os graves e dantescos problemas da cidade nos mesmos métodos adotados pela Alemanha no passado e que dizimou o sonho de incontáveis gerações, querem no impingir compreensões, de que nós, somos responsáveis por estas situações novas, problemas novos e que não podemos nem devemos criticar, que os buracos infinitos, escuridão, a falta de zelo com a cultura, as perseguições, o lixo, as contas rejeitadas, a morte das festas populares, as mentiras, a mordaça à imprensa, a esculhambação da ponte, tudo isto é fruto da nossa fértil imaginação.

Para compreender e segurar a cidade para não ser soterrada pela inoperância administrativa, nossa razão precisa fazer uso de suas faculdades criticas, precisa da liberdade de que somos potencialmente dotados e que requer todas as condições para manifestar-se. A razão humana não é silente, impermeável, é bastante sensível a tudo que quer ameaçá-la ou matá-la. Quanto maior a imposição do medo, da mentira, quanto maior a pressão exercida pelas formulas prontas e fabricas de maquetes de políticos, maior a flexibilidade do espírito e a sua capacidade para encontrar o caminho novo e a redenção, é na escuridão que procuramos incansavelmente a luz, e é assim que estamos nos libertando.

A opressão, mesmo que velada, não pode e nem deve abortar a nossa capacidade crítica e criadora, assim estaremos retroagindo a pré-civilização onde é lei a impregnação da força e da violência institucionalmente organizadas. Juazeiro é, inegavelmente, universal pela sua cultura, por Joãos, Maurícios, Ivetes, Targinos,  Galvões, Euvaldos, a poesia lírica de Bandeira, as metáforas de Manuca, a força de João Doido, o violão de Edésio , as historias de Pedro China, as narrativas de coronel Geraldo e a coragem de seu povo.

O triunfo da liberdade, a supremacia da expressão, a inteligência de um povo, um legislativo independente, a independência da imprensa, são os escudos contra qualquer tipo de desvarios ditatoriais de tentativa de subestimação do povo, de tentar achar que somos bestas. Juazeiro foi é e sempre será, muito maior do que os bandos de aves que assim como chegaram aqui, vão embora, levando, isto é fato, parte do que conquistamos de bom ao longo do tempo.

Vamos lutando, vamos sobreviver. A nossa gente hoje anda falando de lado e olhando pro chão; o bem  é imortal, a felicidade voltará a reinar efetivamente em nossa cidade, um dia depois do fim desta mudança que tem dia, mês e ano para acabar.

Chega de maldade com Juazeiro, chega desta mudança.

Marla Conceição - Castelo Branco

publicado em 20 de Junho / 2011 às 18:00

MORADORA RECLAMA DA FALTA DE ÁGUA NO SALITRE

Dezenas de famílias do povoado Capim de Raiz, região do Salitre, estão há cerca de três meses sofrendo com a falta de água. Hoje (20), Rejane Barbalho da Cunha não suportou e procurou os veículos de comunicação de Juazeiro para colocar publicamente o sofrimento da população.

“Nós temos água nem para consumo humano. A gente chega da roça e fica penando, pedindo a um e a outro um pouco de água. Enquanto isso, a prefeitura empurra a responsabilidade para o Exército que devolve esta responsabilidade para o prefeito Isaac”, reclamou Rejane.

“Nós não temos condições de mensalmente pagar R$ 60,00 a R$ 80,00 por um carro-pipa. Nós sobrevivemos da roça e do Bolsa Família, que destinamos para comprar alimento e roupa. Tá na hora das autoridades acordarem para esta situação que enfrentamos no Salitre”, implorou a moradora de Capim de Raiz.

publicado em 17 de Junho / 2011 às 18:00

LEITOR PROPÕE ESTRUTURA METÁLICA PARA MINIMIZAR ENGARRAFAMENTOS NA PONTE

O leitor Alexandre Mesquita enviou ao blog uma sugestão para minimizar os transtornos na ponte Presidente Eurico Gaspar Dutra, enquanto não é concluída a duplicação e construído o anel viário do lado baiano.

 Segundo Mesquita, o DNIT com apoio do Exército Brasileiro poderia edificar duas alças com estrutura metálica, as mesmas que fazem arquibancadas e camarotes. A estrutura desviaria o tráfego, exatamente onde está sendo duplicada a ponte.

As alças seriam substituídas pelas rampas “provisórias” que os dois órgãos construirão em breve.

publicado em 17 de Junho / 2011 às 10:30

ESPAÇO DO LEITOR: A PONTE

O ótimo cantor e compositor pernambucano Lenine em um de seus mais recentes CD´s  traz a musica “A ponte”,  fazendo referencia à nova ponte construída na cidade de Brasília , o seu novo cartão postal. Na música o cantor provoca junto com o rapper brasilense Gog, sobre o alto custo da obra e sobre a sua efetiva serventia. 

A construção, uma belíssima peça de engenharia e arquitetura, tem gerado algumas polêmicas, tanto por conta da obra de arte em si, que poderia ter sido cópia de alguma outra já feita, como pelo seu elevado custo, um investimento de mais de R$164 milhões. 

A ponte serviu para ajudar a desafogar o tráfego de Brasília que se encaminha para o caos, dado que a sua frota cresce a passos chineses, pois a sua população tem maior renda per capita do país, quiçá da América Latina, coisa das centenas de milhares de funcionários públicos de altíssimos salários lá instalados, ao menos até a quinta-feira de cada semana. 

Com extensão de cerca de 1.200 metros, a obra levou menos de 3 anos para ficar pronta e  hoje oferece capacidade para escoar 20 mil carros dia, entre dois bairros chiques da capital federal, uma relação muito pequena, a vista do tamanho do investimento. 

Mais ao sul maravilha, em São Paulo, precisamente na região da Avenida Marginal Pinheiros e nas proximidades do aeroporto de Congonhas, foi construído um novo cartão postal da capital paulista, a ponte estaiada Octavio Frias. 

De 1400 metros de extensão e 138 metros de altura, o equivalente a um prédio de 46 andares, a ponte foi construída em rápidos quatro anos e custou a bagatela de R$ 260 milhões. 

Quanto ao tráfego de São Paulo nem se deve comentar, e a ponte tem capacidade para escoar cerca de 4.000 veículos/hora, bem acima, mas muito acima, do que se propõe a da capital federal, mas fica a inquietação de que será que precisava gastar tanto dinheiro? Só na iluminação fala-se de outro custo absurdo, e que na primeira semana ladrões já tinham roubado os cabos. 

Do outro lado do planeta Brasil, aqui no nosso querido e por muitas vezes esquecido Nordeste, mais precisamente entre as cidades de Juazeiro (BA) e Petrolina (PE), se arrastam as obras de alargamento da ponte Presidente Dutra sobre o Rio São Francisco e que liga as duas cidades. 

Iniciadas no inicio deste século as obras de alargamento foram paralisadas diversas vezes, nos últimos cinco anos, e ainda não há previsão de término, muito embora sua extensão seja de menos de 1.000 metros e a ponte já exista há mais de 50 anos. Ou seja, não se trata da construção de uma nova ponte, muito menos de um novo cartão postal, muito embora talvez seja este o mais bonito dos três aqui discutidos, mas da reforma e ampliação de uma ponte já existente, e que une não apenas duas cidades, ou dois estados, mas sim duas regiões do país, dado que boa parte do tráfego de pessoas e cargas originário do sudeste para o nordeste passa por esta ponte. 

Os investimentos inicialmente anunciados foram da casa de R$ 20 milhões podendo chegar aos R$31 milhões, mas os recursos nunca estão totalmente disponíveis, dependem sempre de emendas parlamentares, e de vontade política para sua liberação, sendo que para piorar, o trecho da descida pra Juazeiro parece indefinido ou interminável, e atualmente instalou-se o caos numa prova cabal de falta total de planejamento. 

Ou seja, estamos falando de um montante de recursos de menos de 20% do custo da obra de Brasília e de cerca de 10% do custo da obra de São Paulo, no entanto a nossa ponte pode ter a mesma ou superior importância, mas ainda assim não se sabe quando a teremos concluída. 

Deve ser por essas e outras que o cantor Lenine diz quando canta, “a ponte não é de concreto, não é de ferro, não é de cimento, a ponte é até onde vai o meu pensamento”. 

Márcio Araújo - Economista - Professor da Facape

publicado em 16 de Junho / 2011 às 22:10

ESPAÇO DO LEITOR: PÉSSIMO EXEMPLO DE CIDADANIA!

 
 
O leitor e colaborador Valterlino Pimentel (Pinguim), enviou email e fotos ao blog do registro que fez no centro da cidade. Lixo jogado ao lado do reservatório recentemente instalado pela administração municipal. Um péssimo exemplo de cidadania, por quem geralmente responsabiliza os poderes em razão da falta de ação. Confira o email do leitor:
 
Geraldo,
 
Volto a escrever para o blog, desta feita mais indignado. Pela manhã ao fazer minha rotineira caminhada pude observar, como mostram as fotos, a falta de respeito com o patrimônio público. Recentemente a Prefeitura Municipal adquiriu cestas para armazenamento de lixo domiciliar e as colocou no centro da cidade acreditando que, uma cidade limpa é povo civilizado!
 
 Só que algumas pessoas mal-educadas e sem o espírito de cidadania ao invés de colocar os resíduos alimentares ( sanduiches), sacolas e sacos, copos plásticos e garrafas de refrigerantes pet na cesta, jogam os mesmos nas calçadas em frente ao Banco Brasil provocando com isso um forte odor, promovendo a chegada de vetores, enfeiando a cidade demonstrando incapacidade de viver bem numa comunidade.
 
Pelo visto no local, o lixo é proviniente de lanchonetes. Resta também uma fiscalização consistente para flagrar estes infratores. Enquanto a prefeitura traz equipamentos para uma melhor comodidade, populares não colaboram para o desenvolvimento da cidade. Fica registrado o meu repúdio.
 
Atenciosamente
 

Valterlino Pimentel da Silva (Pinguim) - Filho de Juazeiro-Bahia
publicado em 16 de Junho / 2011 às 21:00

ESPAÇO DO LEITOR: Denúncia sobre a Junta Militar em Juazeiro

Chegou à redação do blog nesta tarde uma denúncia de descaso na junta militar, confira na íntegra abaixo:

"Gostaria de fazer uma denúncia grave em relação a junta militar de Juazeiro-BA. Meu filho passou no concurso da Polícia Militar da Bahia e tem que se apresentar em Salvador, dia 20 de junho, com todos os documentos e exames necessários para assumir. Contudo, precisa levar o original do certificado de reservista. Pois bem, tem dez dias que ele vai na junta militar e dizem que o computador está quebrado e eles não podem emitir a reservista. Pelo amor de Deus que cidade é essa, o que estão fazendo as pessoas que detém o poder nesta cidade? quem é o responsável pela junta militar em Juazeiro? será que meu filho vai perder a vaga por conta desse descaso? Tenho que apelar para a imprensa, pois sei que devem existir outros candidatos nesta situação. Pelo amor de Deus me ajudem."

José Inocêncio

Foto Ilustrativa Google
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