Blog do Geraldo José - Espaço do Leitor
Vale do São Francisco - 15 de Novembro de 2019
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Espaço do Leitor

publicado em 12 de Julho / 2011 às 14:40

“Boas Práticas e “Servidor Cidadão” têm inscrições prorrogadas

A pedido dos servidores, as inscrições para os prêmios “Boas Práticas” e “Servidor Cidadão” foram prorrogadas até o dia 31 de julho. As premiações variam entre R$ 1.000,00 e R$ 10.000,00, totalizando R$ 74 mil a serem entregues aos vencedores. Podem participar os servidores dos poderes Executivo, Legislativo, Judiciário, Ministério Público e Defensoria Pública.

Para disputar o prêmio “Boas Práticas”, os candidatos devem desenvolver ações que promovam ambientes de trabalho decentes, estimulem a criatividade, a produtividade, a eficiência, a economicidade e a melhoria da qualidade do serviço público. Já o Prêmio “Servidor Cidadão” é dirigido às iniciativas pessoais de interesse social e comunitário de caráter voluntário, de utilidade pública e sem fins lucrativos, no âmbito do estado da Bahia.

Os interessados podem conferir no Portal do Servidor (http://www.portaldoservidor.ba.gov.br/) orientações sobre como proceder, e acessar, ainda, as fichas de inscrição on linee os respectivos regulamentos.

publicado em 12 de Julho / 2011 às 14:00

COMUNIDADE DO TANCREDO NEVES DENUNCIA ESTACIONAMENTO PÚBLICO OCUPADO POR CASA DE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO

Caro Geraldo,

Vi recentemente na TV São Francisco entrevista do Gerente do Código de Postura do Município falando da retirada de um bar no Alto do Cruzeiro porque pegava uma parte da calçada, nós aqui no Bairro Tancredo Neves temos é um estacionamento com aproximadamente 1.600 m2 tomado por uma casa de materiais de construção e nada fazem. Porque não tomam providências? Temem o que?

Fizemos um abaixo assinado e encaminhamos ao Ministério Público no dia 07 de Fevereiro 2011 e até hoje nenhuma providencia foi tomada. Será que vamos ver sempre a justiça funcionando apenas para os pobres que lutam pela sobrevivência e os que têm condições vão sempre deitar e rolar?  Prefeito Isaac e Ministério Publico tomem providencias, andem na cidade.

Roberval Amorim

publicado em 12 de Julho / 2011 às 10:30

LEITOR EMITE PONTO DE VISTA SOBRE AS FILAS NOS CARTÓRIOS DE JUAZEIRO

O blog recebeu email de um leitor sobre matéria veiculada em uma emissora de TV abordando as longas filas nos cartórios de Juazeiro. Confira:                                   

Com relação a mais um capítulo das filas nos cartórios em reportagem de uma TV local exibida recentemente, gostaria de fazer a seguinte reflexão: A maioria sabe que o problema é estrutural, ou seja, falta de pessoal e estrutura física que contribuem para as longas filas.

Apenas quero lamentar que na reportagem, a TV omitiu ou não teve a coragem de informar que um dos fatores que mais contribui para essa situação é o fato dos serviços prestados em Petrolina (privatizados) custarem muito mais caros e por este motivo, muitas pessoas vem da vizinha cidade usar os serviços dos cartórios aqui em Juazeiro.

Para que as pessoas tenham uma idéia do que ocorre; muitos que tem filhos em Petrolina deixam passar os 15 dias e pagam uma multa no sentido de registrar em Juazeiro, pois quando for precisar tirar uma segunda via não terá que pagar o valor de R$ 35,00 reais que um cartório particular cobra pelo serviço, mas sim um valor de menos de 5 reais em nossa cidade.

Outra coisa que sobrecarrega os trabalhos nos cartórios e que ninguém tem a coragem de falar, é que apesar de Petrolina ser elogiada pelos serviços prestados em todos os setores, o fato é que muitas pessoas da vizinha cidade vem tirar a sua carteira de motorista aqui em Juazeiro, e para isso a pessoa precisa arrumar uma declaração de que reside aqui, esta declaração tem que ter firma reconhecida o que acarreta ainda mais pessoas nos cartórios para fazer o reconhecimento do citado documento.

Quando as construtoras (de Petrolina) que participam de licitações, todos os documentos têm que ser autenticados. Então eu pergunto, qual o cartório que as empresas vão procurar para autenticar 500 folhas? O de Petrolina cuja autenticação custa R$ 2,90 ou o de Juazeiro que custa R$ 1,30?

Outra coisa que é preciso ser dita e que é uma falácia é afirmar que a maioria das pessoas fica mais de 3 horas para autenticar um só documento. Pelo contrário, são poucas, na verdade mais de 80% dos usuários passa uma hora, duas horas, mas com vários documentos para ser feito o serviço. Quantas pessoas no intuito de passar na frente de outras pessoas alegam que estão operadas, outras que vão perder o avião, e outras que alegam que estão doentes e não podem esperar.

 Neste mês estamos no processo de transição do manual para informatização o que de fato, neste período de adaptação, causa transtorno no atendimento pelo o fato de que além dos serviços rotineiros as pessoas têm que se cadastrar no sistema informatizado, mas as pessoas não entendem e começam com as críticas que já conhecemos. No mais, digo, os cartórios podem informatizar, colocar mais pessoal, mas enquanto continuarem as disparidades das taxas entre as duas cidades, não vejo solução em curto prazo. Aproveitando a oportunidade gostaria de relatar um fato que aconteceu comigo com relação à demora nas filas: Pago um plano de saúde para minha filha. Marquei uma consulta e o médico indicou uma ultrassonografia com a recomendação da funcionária de que teria que chegar bem cedo. Pois bem, ao chegar ao hospital particular bem cedo, (6 horas) já se encontravam várias pessoas na frente e ela foi atendida às 11 e 30 hs para fazer um simples ultrassonografia que foi prometida logo após, mas que só recebi no outro dia. Em nenhum momento eu vi as pessoas falando e criticando o atendimento, pelo contrário, todos quietinhos e aguardando a sua vez.

Para encerrar e analisando as reportagens da TV, dá a impressão que o único setor público que tem longas filas em Juazeiro é nos cartórios. Banco do Brasil, Caixa Econômica, DETRAN, INSS e outros tantos mais, (todos informatizados), os usuários são atendidos num passe de mágica?

Atenciosamente,

Feliciano do Santos - Rua princesa Izabel 458 - bairro Santo Antonio - Juazeiro- Bahia

Fotos de aqruivo do blog
publicado em 11 de Julho / 2011 às 10:30

TERREMOTO NO “PSEUDO GOVERNO DA MUDANÇA”

Já se iniciou o abalo sísmico, lúrido e tenebroso nas hostes municipais. A erupção é horrível e o epicentro, o maior na escala Richter, chama-se Dr. Márcio Jandir Silva Soares, tendo sido ele o eixo central e principal articulador do “Governo da Mudança”, candidato pelo PC do B.

Sua consciência de liberdade rompeu a muralha egoísta do Poder Municipal, noticiando aos quatro ventos sua pretensão em se candidatar a Prefeito de Juazeiro. A rebelião democrática tem computado apoio interno e externo. Porém, acredita-se para evitar maior impacto que o prefeiturável irá agasalhar-se em outra sigla partidária menos desgastada.

O irmão do dissidente, que era funcionário da Prefeitura, foi penalizado com a dispensa do cargo, o que pode gerar complicações, caso haja algum impropério contra o mesmo. Não acredito que se atrevam a tal ponto, visto que Dr. Márcio poderá abrir a caixa de segredos e a implosão causará vexames desastrosos, por não serem de uma boa fragrância.

Sabe-se que o prefeiturável, Dr. Márcio, não concorda com certos descasos ocorridos nesse governo, que se afasta do povo. Inerte, sem ação que não cansa de lamentar as gestões anteriores. Diz o bom adágio, “aquilo que não presta, se descarta e se pretende a permanecer conviver com o inservível é diabólico!”

Talvez o dissidente queira redimir-se do “mea maxima culpa”, mostrando que não concorda com o costumeiro contrassenso, descalabros, ruínas e desditas que deslustram a cidade de Juazeiro. Governo visionário, onírico, sem um rumo merecedor de crédito e que zomba do sentimento da comuna!

A verdade do caos está na rua! Será que se tem de recorrer ao filósofo grego, escritor, Diógenes Laércio, para acender uma vela em pleno dia à procura da verdade e, por metáfora, a gestoria.

Será que padecemos de estrabismo? Será que temos os olhos desviados em relação à posição normal? Será que estamos abobalhados nos truques, ilusionismo? Creio que sim! Porque trazer a Presidenta da República, justamente no dia do aniversário da cidade, para inaugurar o vazio é realmente uma alucinação. Inaugurar uma ponte batizada de “Picolé” é de fato deleitar-se no sadismo! Como a nossa Presidenta é gaúcha, mulher guerreira, talvez lhe esteja reservada uma surpresa para assistir a um rodeio e montar a cavalo especial, alazão de uma pelagem verde e amarelo.

Geraldo Dias de Andrade é Cel. PM/RR – Bel. em Direito – Membro da Academia Juazeirense de Letras – Escritor – Cronista – Membro da ABI/Seccional Norte

publicado em 11 de Julho / 2011 às 08:10

LEITOR DIZ QUE SOBRADINHO TEM UMA DAS PIORES CÂMARAS DE VEREADORES DA BAHIA

Qual é o verdadeiro papel de um vereador? Cabe ao vereador, mostrar os problemas da comunidade e buscar providências junto aos órgãos competentes. Mas não é só isso. Cabe-lhe também a função de fiscalizar as contas do Poder Executivo Municipal e do próprio Legislativo.

Um dos pré-requisitos básicos da democracia é a existência de um Poder Legislativo forte e realmente independente. Sem isso, a democracia é deficiente, capenga. No Brasil, apesar das leis falarem claramente em “poderes independentes e harmônicos entre si”, ainda falta muito para que isso vire realidade, em Sobradinho nem se fala.

Lamentavelmente, as contradições começam quando temos parlamentares, em sua maioria, subservientes e fiéis aos interesses políticos e econômicos do Executivo. Em especial nas Câmaras Municipais, é vergonhoso. 

Prefeitos detêm a maioria dos vereadores os quais mantêm com um “empreguinho” para a esposa, irmãos, cunhados, um benefício aqui, outro ali... e assim, o edil fica cada vez mais distante do verdadeiro papel do vereador, passando a ser apenas mais um encabrestado, boneco de marionete, esquecendo assim o município e o povo que o elegeu.

Cabe ao vereador expor os problemas da comunidade e buscar providências junto aos órgãos competentes. Mas não é só isso. Cabe-lhe também a função de FISCALIZAR AS CONTAS DO PODER EXECUTIVO MUNICIPAL, os ATOS DO PREFEITO, denunciando o que estiver ilegal ou imoral à população e aos ÓRGÃOS COMPETENTES, Ministério Publico, TCM, etc... Portanto, o vereador é o fiscal do dinheiro público.

E aqui fica a pergunta: será que o vereador que presta apoio político incondicional ao Prefeito em troca de “benefícios” pessoais, exercerá livremente a função de fiscalizá-lo? Não. E é isso que acontece em Sobradinho. Isso precisa ser mudado. Vereador deve ser independente, atuante, polêmico, e deve sempre ter a coragem de concordar com o que considerar certo e discordar do que considerar que esteja errado. Deve agir com conhecimento e desarmado de ódios ou rancores.

Nós eleitores, somos vítima maior desses Vereadores, por falta de educação política e sem o conhecimento de seu verdadeiro papel, obrigam-se ao cabresto do Prefeito. 
Precisamos de vereadores atuantes, dispostos a romperem com os costumes persistentes de subserviência e vício. O vereador deve agir sem apego a benefícios pecuniários. Ele deve usar, com disposição, a prerrogativa de denunciar possíveis fraudes envolvendo dinheiro público.

Sobradinho tem uma das piores Câmaras por que não usam seu Poder para fiscalizar o prefeito, motivos para exercerem seu papel não os faltam, vejam: As contas da EMSAE (Empresa Municipal de Água e Esgoto) foram rejeitadas pelo o TCM, o que os Vereadores fizeram? 

O prefeito reajustou a tarifa de água e esgoto do município por duas vezes sem que fosse votado na Câmara e o que foi feito? 

A prefeitura tem uma receita de mais de R$ 2,3 milhões de reais mensais e nada foi construído na cidade com recursos próprios, veadores para onde estão indo estes recursos? São perguntas que os vereadores não respondem por que os laços com o Poder Executivo os impedem de falar e agir.

Vereadores seus salários são pagos pelo o povo, portanto, nós somos seus patrões e saibam que os lucros individuais que supostamente vocês obtêm durante os quatro anos, nós eleitores é quem iremos decidir se vão continuar ou não na próxima legislatura, lembre-se disso. 

Saudação especial ao vereador: Júnior Araújo Tolentino. 

Alexandro Nunes Lima - Eleitor

publicado em 11 de Julho / 2011 às 07:40

LEITOR COMEMORA INÍCIO DAS OBRAS DO JUÁ SHOPPING

Apaixonado por Juazeiro e por esta razão fiel torcedor pelo seu desenvolvimento e crescimento, o leitor Harisson Feeling está sempre atento aos fatos que engrandecem a cidade. Em email ao blog ele comemora a movimentação inicial que sinaliza a construção do Juá Shopping em Juazeiro. Confira o email:

Caro Geraldo,

É com imensa satisfação que lhe envio as fotos iniciais da construção do maior empreendimento comercial do Sertão brasileiro. Já estão sendo colocados os tapumes no terreno do Juá Shopping. Tal fato comprova que de fato o centro comercial é uma realidade e vai ser erguido em nossa querida e progressista cidade. Cabe agora esperar os detalhes da obra que serão disponibilizados ainda este mês. Parabéns a todos os juazeirenses por conquistarem essa grande e bela aquisição que já se traduz como um divisor de águas da história local e trará mais construções imobiliárias e comerciais para nossa Zona Sul de Juazeiro.

Harisson Feeling

publicado em 09 de Julho / 2011 às 23:00

Quem prestará contas ao meu coração?

Vivo em momento de tormentos, vivo um tempo de crimes, vivo entre as feras que devoram a honra dos homens.

Não pedirei licença a orda dos meus algozes para soltar o grito preso na minha garganta, pela esperança, pelos sonhos, pelo futuro; pela caminhada do meu povo contra as muralhas do poder.

Como a planta que rasga a terra, levanto o meu grito forjado pela honra de Durval Barbosa; corpo ferido pela mentira vil sangrando nas ruas de Juazeiro.

Solto o meu brado de águia da verve de Agostinho Muniz e pela lucidez de Alberto Mariano, chama que continua acesa na memória do meu povo.

E canto pela boca do poeta Utanor Biquiba Guarany, tantos anos depois do silêncio, pela garganta emudecida de Saul Rosa, eterna força presente, pela honra do professor Raimundo Medrado Primo; saber jorrando na história, pelos presos de 64, coragem infinda.

Amor e coração, pelo peito destroçado da minha juventude que tem o futuro da terra em suas mãos, pelo amor e dedicação de Maria Isabel Figueiredo cultura viva, culto e devoção!

Pelo meu povo de Juazeiro, meus irmãos.

E me faço voz de todas as vozes caladas, grito de todos os gritos, amordaçados, sonho de todos os sonhos não realizados contra poder hipócrita dos verdugos do meu povo.

O poder e a impunibilidade ficam à sombra dos muros, da subserviência velada dos incompetentes…E desdenha.

E a esperança aflita, vagueia cega e surda em promessas infinitas.

Quem responderá pelo futuro dos meus filhos?

Pelo desespero dos excluídos até a morte?

Estão assassinando a esperança da minha terra!…

E quem prestará contas ao meu coração?

Pelos sonhos perdidos e pelos crimes contra a vida.

E esses canalhas se absolvem dos seus crimes e os nossos corações sangram impotentes.

Das águas do rio! Do meio do povo! Da terra sofrida! Das ruas feridas! Surgirão seus julgadores.

Lucien Paulo

publicado em 07 de Julho / 2011 às 23:20

Vasos quebrados para o Ministro da Integração (Dez anos do Comitê de Bacia do São Francisco)

Roberto Malvezzi (Gogó)

Quando um grupo de mulheres atravessou a plenária com vasos de água e flores, postou-se diante da mesa da plenária do Comitê de Bacia do São Francisco, diante dos olhos interrogantes da mesa e do ministro Fernando Coelho, toda a platéia acompanhava a bela cena com olhos atentos.

Quando jogaram os vasos no chão, derramando lama sobre os tapetes do auditório do SENAI em Petrolina, nessa manhã do dia sete de Julho, a mesa ficou perplexa.

Então, tomando o microfone, a representante das comunidades do rio Salitre, um afluente do São Francisco em agonia, em outras palavras disse: “estamos aqui, nesses dez anos de Comitê da Bacia, para dizer que estamos passando sede e estamos com falta de energia. Por várias vezes tivemos que derrubar os postes para cancelar o acesso das bombas à água. Agora derrubamos mais cinco. Acabaram com nosso rio, fizeram o projeto de irrigação, mas não temos acesso à água. Sem energia não temos eletrodomésticos, nossas escolas não funcionam, as vacinas do posto de saúde se estragaram, nossas casas estão às escuras. Essa é a realidade triste do Salitre, um rio acabado. Queremos água, queremos que nossos direitos sejam respeitados”.

O grupo voltou a sair em ordem, sob o olhar patético da mesa. Houve um longo silêncio, o clima de triunfalismo dos dez anos não tinha mais concerto. Depois de uns dez minutos em silêncio, então a cerimônia foi retomada.

O discurso do presidente do Comitê foi honesto. Há um futuro pela frente, com metas de pôr água para todos em dez anos, de sanear todo o rio em vinte anos. Falou na revitalização hidroambiental do rio, para isso é necessário um bilhão de reais por ano, por vinte anos.

O antigo presidente do Comitê, José Carvalho, retomou o protesto dos salitreiros, disse que sabe haver muitos desafios, mas que é preciso avançar. Disse que obras como a Transposição, a história julgará.

O Comitê não é o que diz de si mesmo, mas tem contribuído nesse debate do rio, dos rios, posicionou-se contra a Transposição e, publicamente, posicionou-se contra a energia nuclear no São Francisco.

A história nos julgará, embora contada pelos vencedores, sempre haverá um grupo de mulheres ou os cocares dos Truká para dizer que a história verdadeira tem rostos que história oficial teima em não enxergar.

publicado em 06 de Julho / 2011 às 23:20

O AMOR DE JOAQUIM

Oi Geraldo José,

Envio ao prestigiado Blog esse texto um pouco ao largo dos anteriores. Nem por isso menos intrigante, sério, anárquico, analítico, só que do ponto de vista acima do político e cientifico: a filosofia do amor, do viver, da fé e da morte.

Este conto inédito faz parte do meu livro ENQUANTO A NOITE MORDIA O DIA... A ser lançado no mega evento DELÍCIA DE ABACAXI, o que acontecerá em breve.

Se vale tudo por amor, o suicídio por amor, é, então, sublime. Joaquim teve razão?

Calma, leitor, não se suicide. Amigo das letras espero que continue a me ler e ao blog. Você me é importante tanto quanto o Joaquim, a Tereza, o amor.

E quem é Joaquim? Conto no conto...

                            O AMOR DE JOAQUIM

Joaquim era o grande amor de Tereza, até o dia em que a chamou de Teca...

Joaquim teimava em não existir. Bastava-o Tereza existir. Se existir é respirar, ele existia. Respirava dia e noite Tereza. Alegrar entristecer, suar, gritar, pensar, Terezar era verbo intransitivo no imperativo. E o amar. Assim, Joaquim existia. E, por assim existir, orgulhava-se muito feliz. Mais ninguém. Afinal, quem tinha Tereza?

Filosofia, não explica. Religião, não suplica. A metafísica, não justifica. Só a natureza do apreço, apego, afeição, estímulos e ingredientes a todo instante alimentavam de fé, coragem, confiança, esperança, as bases desse amor. Joaquim tinha o dom de amar e isso o obrigava ao dever de usá-lo... Desde que com Tereza.

E Tereza ouvia murmúrios sensíveis. E deliciava-se de dedos carinhosos. E voava nas ondas daquela voz em suores de paixão. Joaquim e Tereza podiam, faziam, sorriam, grunhiam, eram amores.

Tudo simples, nas calmarias que os simplórios sensos dos felizes criam. Filhos, hum, daqui a pouco. Sabe, nada que pudesse dividir todos os encantos encarnados que aureolavam os seus mundos, sonhos e fantasias.

Até sair da espreita alguma coisa.

Misterioso, sombrio, algo taciturnamente foi avizinhando-se de Tereza. E, avolumando-se, foi surgindo um mundo diferente. O mundo de Tereza virara outro.

O mundo da mesmice dos dias e dos dias. Do marasmo reinante nas horas e nas horas. Do cotidiano repetitivo, incolor, insosso, silencioso, inodoro. Da perseverança angustiante de não mais acontecerem atos inovadores inesperados. Do novo sempre por vir e não vindo, das relações obrigatórias em climas cinzas, dos semblantes tênues das palavras sussurros. O amor de Tereza escorrendo baixo a abaixo.

Joaquim chorava, resmungava, soluçava, gemia, sofria por todos os líquidos, sólidos, gases, plasmas, pensamentos, emoções, razões, que havia em si.

Joaquim sentenciou: o amor é efêmero!

O difícil de entender: logo o de Tereza? Tão infinito, inacabável, tão tão.

E Joaquim escreveu-se poeta, leu e fez poemas, Viu-se artista, criou e fez obras. Ouviu-se músico, cantou e fez melodias. Um motivo, um, que raciocinasse a razão de Tereza. Buscara, buscara, buscara.

Joaquim concluiu: Tereza deixou de amá-lo no dia em que a chamou de Teca!

E, aliviado, suicidou-se.

Otoniel Gondim – Professor, escritor e compositor

publicado em 06 de Julho / 2011 às 09:10

APÓS MUTIRÃO, MORADOR DIZ QUE O CASTELO BRANCO "ESTÁ MAIS ELEGANTE"

O leitor João Gilberto Amorim dos Santos em email ao blog fez questão de reconhecer ação da Prefeitura de Juazeiro que deixou o bairro Castelo Branco, limpo e mais agradável de viver. Confira:

Aleluia, aleluia e aleluia. Graças a Deus, Geraldo, o mutirão de limpeza, capina e pintura de meio-fio deu um toque mais elegante ao bairro. Quero agradecer ao nosso presidente José Carlos (Cacai dos Correios) pela sua luta e perseverança na peregrinação de todos os dias está lá nas secretarias tentando viabilizar toda essa obra.

Ainda falta muita coisa, a exemplo poda de árvores e alguns tapa-buraco, mas valeu a iniciativa do poder público. O Castelo Branco agradece.

 João Gilberto Amorim dos Santos, morador do bairro Castelo Branco

Fotos Ilustrativas
publicado em 05 de Julho / 2011 às 23:20

EU PENSO ASSIM...REFORMA DO ESTÁDIO

EU PENSO ASSIM...

Herbet Mouze                                                                                    

REFORMA DO ESTÁDIO 

Conversei ontem com a titular da Secretaria de Desenvolvimento Urbano – SEDUR, Célia Regina, a respeito do projeto de que visa obras no estádio Adauto Moraes. Aliás, desde o dia 21/06 que já tinha mantido contato com aquela senhora que nos adiantava naquele momento, que existiam dois projetos de reforma do estádio, uma da SUDESB e outro do Ministério dos Esportes e que ela e os engenheiros de sua pasta iriam adequar, juntar os dois e para começar a obra, precisa somente que os órgãos que tinham alocado as verbas, mais de R$ 1 milhão de reais, informassem quando estaria esse dinheiro à disposição do município.

Quanto à verba federal, não há nenhum empecilho, porém a estadual, estava dependendo de acertar uma pequena pendência burocrática.

Célia, conversou com o presidente  da Sociedade Desportiva Juazeirense, deputado Roberto Carlos, autor de uma das emendas, para interceder junto às hostes e esferas estudais para desentravar o problema, o que ela acredita que aconteça já. Da mesma forma, o deputado federal José Carlos Araújo que fez a outra emenda na esfera federal, também prometeu empenho.

No momento em que eu conversava com a secretária, ela solicitou a um engenheiro, que trouxesse o cálculo da área do piso do gramado com custos para sua total remoção.

Disse que a depender da desburocratização do processo que envolve os recursos já destinados ao serviço, no máximo até o dia 15 de novembro próximo o estádio seja entregue aos ávidos torcedores que desejam ver o JUAZEIRO e a JUAZEIRENSE jogarem em sua casa, disputando o campeonato baiano de 2012, que começa em janeiro.

Depois dessa conversa com a titular da SEDUR, junto-me a ela, para fazer um apelo aos homens de prestígio na política local, para doarem esforços no sentido de que as verbas que estão aí por perto, cheguem logo, para que não atrasem mais a tão desejada reforma do nosso estádio Adauto Moraes.

EU PENSO ASSIM, E VOCÊ?

Herbet Mouze- Radialista – Publicitário – Flamenguista – Membro Efetivo da ABI/BA.

publicado em 05 de Julho / 2011 às 20:30

PONTE NA CHINA X PONTE EM JUAZEIRO

Caro Geraldo, 

Vendo a foto postada em seu blog referente à construção de uma ponte na China, vieram a mim alguns pensamentos.

Não é preciso ir ao outro lado do mundo para constatar que os camaradas do Partido Comunista Chines, mesmo com toda sua falta de liberdade e truculência, tratam a coisa pública bem melhor que nossos amigos do Partido Comunista local.

Envio algumas fotos da Rodovia que esta sendo construída entre nossa  vizinha cidade de Uauá e Bendegó, que com certeza vai ficar pronta muito antes desta palhaçada que virou as obras da ponte em Juazeiro.

Isto demonstra a total falta de interesse de nossos políticos em cuidar do bem estar de nossa população, como também a total falta de prestígio tanto no Governo Estadual, como no Federal. Não dá para entender como uma cidade da importância que é Juazeiro no cenário estadual e até mesmo nacional chega a este ponto, mas olhando bem, dá sim para entender, são anos e anos de péssimas administrações públicas, anos e anos sem políticos que pensem a cidade e anos e anos o povo se deixando enganar por pão e circo.

Queira ou não a população tem sua parcela de culpa, e vai continuar a sofrer se não tomar as rédeas da situação, não podemos mais retroagir, temos que continuar a buscar novas soluções para nossa cidade, novos nomes e novas atitudes.

A população não pode se deixar enganar por alguns discursos de políticos retrógados, que querem voltar agora ao poder dizendo que não adiantou voltar no novo. Adiantou sim, o povo exerceu seu papel democrático e mostrou as velhas raposas que temos o poder de colocar e tirar da vida pública aqueles que não estão comprometidos com os ideais e sonhos da comunidade e com certeza nas próximas eleições o povo vai mandar mais uma vez seu recado.

Com certeza em nossa cidade existem cidadãosque são do bem, e querem junto com a população mudar a História de Juazeiro e fazer o povo de nossa querida terra voltar a ter orgulho da sua cidade, não precisamos de salvadores da pátria, não precisamos de mágicos que resolvam os problemas com uma varinha de condão, precisamos sim é de gente igual a gente que queira uma cidade organizada, limpa, com segurança, com educação a altura de nossos  filhos, assistência a saúde digna e acima de tudo respeito ao bem público que não roube nem deixe roubar.

Não estou falando em utopia, estou falando aqui no básico e no que realmente deveria ser, mas infelizmente nossos políticos só lembram destas diretrizes básicas em seus discursos eleitoreiros e quando eleitos esquecem tudo.

Tenho certeza absoluta que este meu sentimento faz parte do imaginário de boa parte de nossa população, gostaria que muito de vocês se unissem em prol de nossa Juazeiro e comecem a tornar este desejo em realidade, dialogando com seus familiares, amigos, colegas de trabalho e com certeza podemos fazer a coisa acontecer.

Abraços,

Julio Almeida

publicado em 04 de Julho / 2011 às 17:30

FESTA DO VAQUEIRO E A IMPRESSÃO DE UM TURISTA

Bom dia Geraldo,

Fui pela primeira vez conhecer a Festa do Vaqueiro em Curaçá, e fiquei com muitas impressões positivas e algumas negativas. Achei muito interessante a força da cultura local. A cidade se transforma, muita gente na rua, muita comida e bebida na maioria das casas, que vale salientar, estavam sempre de portas abertas, e os vaqueiros, uma atração à parte.

A Missa do Vaqueiro também impressiona aqueles que nunca viram a aglomeração de vaqueiros e populares em torno de um Altar. Enfim, a festa é muito bela, o curaçaense é um povo muito receptivo, mas também enxerguei algumas coisas que não vi com bons olhos.

De início, a festa que é paga, cobrava valores muito altos na minha opinião, principalmente em relação ao porte da cidade. Acho demasiado R$ 25,00 a R$ 30,00 num evento promovido pela Prefeitura, num contexto onde reina o povo humilde e de menor renda. Sem contar que dentro da festa, você ainda tem que pagar R$ 10,00 para ter direito a uma mesa, independente de sua consumação. Como se já não bastasse, cerveja cara, refrigerantes e afins caros e por conta disso, consumo reduzido (pelo menos foi o que percebi das pessoas que conheço).

Soube que o barraqueiro tinha que pagar à organização do evento, R$ 1.000,00 para garantir seu espaço na festa, e o resto vem por tabela. Já no domingo, dando uma volta na cidade, enquanto acontecia a Missa na Igreja, ao mesmo tempo acontecia uma outra aglomeração de vaqueiros, no que me disseram ser a Associação dos Vaqueiros. Nesse local, os mesmos eram ouvidos por POLÍTICOS. Então me perguntei: Por quê não, todos reunidos na MISSA para dar ainda mais força ao já tradicional movimento. Qual o motivo da divisão? Política? E a tradição?

Quanto à exploração da festa, acho que ela deve acontecer sim, mas com organização e limites. A Prefeitura local deve gerir melhor essas situação, porque do contrário, uma festa tão bonita, repleta de significados culturais, pode perder força por conta de ingerências ou intromissões políticas.

Parabéns ao curaçaense pela festa, e quanto ás autoridades responsáveis, vamos ficar mais atentos a esses detalhes, para que a festa fique mais bonita e atrativa a cada ano.

Júnior Silveira

publicado em 04 de Julho / 2011 às 11:00

JUAZEIRO: TÁ NA HORA DE MUDAR ALGUÉM SE HABILITA?

Caro Geraldo,

Cada dia que acesso as redes sociais e seu blog, sempre tem alguém ou algumas pessoas reclamando da política.

Será que querem mesmo mudar o que está aí? Ou é só "arranque". Ficar falando da boca para fora que se importa com os outros ou é só porque ainda não se deu bem em algum cargo político?

Eu já pensei e ainda penso em me candidatar a vereador para ver se consigo unir forças com a minha comunidade e ver como podemos começar a mudar as coisas nesta nossa cidade. Mas só em mencionar a frase "pretendo me candidatar" sempre terá alguém que falará: Política é uma...  Sai dessa, ou melhor, Walker você vai se candidatar, kkkkkk Você acha que terá voto? kkkkkkkkkkkk.

Você quer é se dar bem e por vai. Ninguém leva a sério, mas no dia da eleição, tá lá, votando em alguém. Porque não eu ou outra pessoa nova, com idéias bacanas. Por que só os mesmos e os quais novamente receberão críticas futuras.

Logo percebo que ninguém quer mudar nada. É tudo da boca para fora e é por isso que a política nunca mudará. As pessoas não mudam e será sempre desse jeito. Político prometendo e não cumprindo e o povo reclamando e votando do mesmo jeito.

Agora renovo a minha pergunta, alguém quer realmente mudar algo? Querem ver uma política diferente? Pretendo me candidatar ou até apoiar outra pessoa (com novas idéias) para renovar a câmara (para começar) alguém me apóia? Será que tem alguém com coragem de verdade ou vamos ficar no de sempre, reclamando de longe, praticando nada e só tecendo críticas nos atuais e antigos gestores e vereadores.

Alguém tem alguma solução para mudar a política atual? Tem alguma idéia renovadora e com fundamento? Se tiver manda sua idéia, tá na hora de acordarmos. Vamos praticar de verdade. Alguém se habilita?

Walker F. Fonseca de Sá

publicado em 02 de Julho / 2011 às 23:00

OS BONS TEMPOS DO “FIO DO BIGODE”

Ainda bem que a memória não permite que histórias tão pitorescas e que realçam as características de firmeza, caráter, dignidade e honra de um povo, sejam levadas como pó pelos ventos do esquecimento e depositadas sob a penumbra inexorável do passado, como “arquivo morto” do tempo. Elas precisam ser contadas para multiplicação do exemplo às novas gerações.

O registro que faço nesta crônica, extraído dos extraordinários relatos orais do meu amigo Francisco Nunes Dourado, o “Senhor Tico” – recentemente falecido - da Fazenda Sabino, município de João Dourado, região de Irecê, traz a lição da grandeza que marcava as atitudes e comportamentos do homem de então. Os tempos do “fio do bigode”. Para os mais jovens a expressão não diz muita coisa, mas se impõe uma definição simples, mas contundente:

“Que saudade da época do fio do bigode! ...Que precedeu o lacre, a rubrica ou assinatura. ...Época em que a palavra de um homem era sinônimo de honra, de honestidade e de integridade ética de conduta!” (Linhaça, Jorge, Recanto das Letras). Voltemos à nossa história. Os “Dourados” que ficaram em Macaúbas passaram a visitar aqueles que vieram residir nas novas terras da América Dourada e os encontros periódicos geraram uma das histórias mais interessantes de que já tive conhecimento. 

Os “Dourados” que lá ficaram, conforme a narrativa, “de vez em quando vinham visitar os daqui; ao voltarem, eram acompanhados até meio dia de viagem pelos que moravam em América Dourada, até uma árvore conhecida como Umburana, na Fazenda Lagoa Nova, do Coronel João Dourado”. O evento se caracterizava como um piquenique ou como se diria hoje uma saideira, visto que “levavam cadeiras, tamboretes e comida; paravam, descansavam, tomavam café e depois chegava a hora da despedida ou bota-fora”. Era um momento de alegrias e manifestações de saudades mútuas. Essa umburana adquiriu tal importância que o sogro do Sr. Tico pediu-lhe: “É para ser conservada, pois é uma árvore que faz parte da história da família”.

Certa feita um “Dourado” que partia, ao terminar o bota-fora, gerou esse interessante e exemplar diálogo:
- Ô compadre, eu vou com um pesar!...
- De que compadre?
- Por que não pescamos no xaréu!
- Compadre foi uma falta mesmo!
- Vamos combinar: de hoje a um ano, ao meio dia, nos encontraremos aqui para fazermos esta pescaria no xaréu, certo?
- Certo, compadre. Então até de hoje a um ano.

Na véspera de completar um ano do acordo, o compadre mandou preparar comida e bebida, e no dia seguinte pela manhã viajou até o local da Umburana do Bota-Fora acompanhado de um escravo. Chegando a hora combinada, disse:

- Ponha água para ferver prá quando o compadre chegar o café não demorar.
O negro disse baixinho:
- Ô coisa que eu não tenho fé!
O “senhor” ouviu o sussurro do escravo e retrucou: 
- O que você falou? Você acha que o compadre não tem palavra? Você quer ver?
Caminhou um pouco e gritou:
- Ôôô... compadre!
Já na curva da estrada, o compadre respondeu:
- Tô chegando, compadre!

Enfim os compadres puderam realizar o desejo da pescaria do xaréu combinada há um ano e tiveram a oportunidade de reafirmar os valores do homem de palavra, hoje uma raridade como componente do caráter e da integridade! Como seria tão melhor se as gerações seguintes tivessem assimilado o valor do “Fio do Bigode”!

Agenor Santos - Bacharel em Administração de Empresas - agenor_santos@ig.com.br

publicado em 01 de Julho / 2011 às 23:20

BANHO DE CHEIRO NO “GOVERNO DA MUDANÇA!”

 

Não se pensa em ceticismo, doutrina filosófica que nega ao homem a capacidade de chegar à verdade. Existe, sim, o substrato da metafísica e das divindades africanas chamadas Voduns pelos jejes, orixás pelos yorubás e inkissis pelos congo-angolas, que o “Governo da Mudança” está carregado de uma urucubaca bem mandada! Um ebó de inércia, frieza, molenga e falta de governo para com a urbe e seu povo.

Deixe de ser laico e recorra às forças dos Voduns, pois Juazeiro não é coisa vã, perdida. Tem alma e precisa respirar alegria, segurança e progresso. Não deve ser cevada de angústia, utopia e incúria. Merece atenção e resposta. A tertúlia, família juazeirense gosta de cultuar as tradições, folclore, história, bem como aprecia as festas populares, momentos lúdicos e não está subjugada à vassalagem extrema e sentenciada a assistir rodeio como lenitivo, mesmo porque não está sob autoridade de nenhum alcaide.

Que o governo da indigitada “mudança”, ora faltosa, deixe o agnosticismo, como também a tolice de ser laico, independentemente de influência religiosa – e procure livrar o governo da má sorte, da maldição.

Como não queremos que Juazeiro se sepulte no canzuá-de-quimbe (casa dos mortos), aconselho que este governo tome banho de cheiro, banho aromático, em particular tomado nas festas de São João, composto de ervas, cascas, flores, essências e resinas, porquanto são componentes que afastam o azar e mau-olhado; trazendo, então, felicidade e compreensão a qualquer gestor. Aconselho, também, o Banho Sete Forças, recomendado pelo catimbó nordestino: raspa de raiz de jurema, folhas de malva branca, manjericão, hortelã, alecrim, arruda e capim-santo. Tudo deve ser misturado junto, côa-se e deixa-se a água “serenar”, exposta ao ar livre.

Cumprindo direitinho a receita passada pelos Voduns, com certeza o “Governo da Mudança” sai do Banzeiro, fica aceso, acordado para vibrar as festas do povo: São João, Carnaval e outras, assim como terá forças para evitar que a ponte Pres. Dutra se torne uma cigana com suas argolas nas orelhas, para sempre.

Tem que se reconhecer que o Canjerê (feitiço) foi bem feito e pegado em uma encruzilhada maldita. Governo que não tem o corpo fechado! Porém, cumprindo todos os preceitos (É melhor cumprir para salvar Juazeiro) ainda se pode esperar um alívio ou até recuperar o que foi engolido pela incúria, desleixo.

Saindo-se da urucubaca desastrosa, convém oferecer um Amalá (caruru-de-baba) para os Ibejis (São Cosme e São Damião). Espíritos meninos. As oferendas, de preferência reforçadas, em um ilê (casa de candomblé) por um babalorixá ou uma iaquequeré, respectivamente. Após arriar as oferendas para os irmãos gêmeos, o oráculo tira dos búzios a resposta: Odara (caminhos abertos), com certeza.

Para salvar o que aí está só recorrendo mesmo à seita animista, porque Juazeiro não é tutelada por nenhum alcaide e precisa respirar tranquilidade, não aceitando pressão e humilhação de um governo que quer nos forçar a assistir a rodeios e ofuscar o mundo cultural da princesa do São Francisco. 

Geraldo Dias de Andrade é Cel. PM/RR, Bel. em Direito, Cronista, Escritor, Membro da Academia Juazeirense de Letras e Membro da Associação Bahiana de Imprensa-ABI/Seccional Norte

publicado em 01 de Julho / 2011 às 10:30

ESPAÇO DO LEITOR: EM DEFESA DO SECRETÁRIO DE CULTURA

Olá Geraldo,

Estou de volta das férias e de volta ao ataque. Mas, excepcionalmente dessa vez, venho estender a mão em cumprimento a um membro do Governo da Mudança, o Secretário de Cultura "Zó" que ontem, aqui em seu blog, afirmou que não usará irresponsavelmente o dinheiro público na contratação de determinados artistas em eventos específicos.

Eu acredito que todo Governo deve ter uma unidade em sua política e essa deve ser seguida por todas as Secretarias. Se a Secretaria de Saúde tem programas que visam a prevenção e tratamento de doenças como HIV/AIDS (Núcleo de DST/AIDS), alcoolismo (CERPRIS) e a Secretaria de Educação é responsável pela formação básica dos futuros cidadãos juazeirenses seria incoerente que a Secretaria de Cultura investisse dinheiro público contratando atrações ou eventos que estimulassem exatamente o contrário. Não que Juazeiro agora esteja à mercê do gosto pessoal do Sr. Secretário. É verdade que existam artistas cujo repertório não necessariamente seja uma afronta à moralidade, apenas uma questão de mau gosto mesmo. Porém, bandas no nível de um Black Style - só pra citar um e o mais popular dessa safra - prestam um grande desserviço à cultura baiana. Pesquisei num site de letras de canções e pesquei algumas pérolas do que atualmente faz a cabeça da juventude desse Estado. É preocupante que letras de tão baixo calão não incomodem a sociedade a ponto de divulgá-las em suas festas particulares, eventos públicos e, o pior, naqueles malditos sons de altíssima potência nos porta-malas dos carros. O resumo é bem isso mesmo: desrespeito à mulher, simulação de sexo, uso de fonemas com duplo sentido. Peço licença aos leitores para partilhar do horror:

"Ela bota uma calça apertadinha; O bagulho tá sério; Tá toda inxadinha; Perereca pra frente, perereca pra trás"

"Amassa a latinha com a bunda"

"Netinho Pegou de quatro; Vitinho fez frango assado; Fabinho sem camisinha; Me dá, Me dá patinha"

"Bota a mão na cabeça, molha o dedinho, a orgia vai começar"

"Rala a tcheca no chão"

"Balance o rabinho cachorra"

"Relaxa na bica"

"Esfrega a xana no asfalto"

O próprio pai do Axé, Luiz Caldas, já se mostrou descontente com essa geração de 'músicos' que se utiliza da baixaria para fazer música. Nisso essa Gestão está corretíssima. Se é o dinheiro público que vai ser usado, que seus membros atentem para o nível da atração. E não se preocupem. Podem não ser populares atualmente ou ter espaço na mídia, mas há público para prestigiar. Basta lembrar o histórico show de João Bosco recentemente.

Semana que vem volto pra trazer ao conhecimento dos leitores mais uma denúncia contra o Governo Isaac. Aguardem.

GILDIVAN COELHO - FISCAL SANITÁRIO

publicado em 30 de Junho / 2011 às 23:20

ESPAÇO DO LEITOR: A QUEM INTERESSAR POSSA

DECLARAÇÃO

Declaramos a quem interessar possa que, encontra-se a disposição da melhor proposta, para concessão imediata, um município com quase 200.000 (DUZENTOS MIL) habitantes, 09 distritos, alguns projetos de irrigação, alguns quilômetros de beira de rio, detentor de um povo bom e ordeiro e, pronto para experimentar o desenvolvimento a que tem direito todos os municípios representados por homens sérios e competentes.

É fato que o referido município anda meio degradado: ruas esburacadas, saúde na UTI, educação no Mobral, serviço de fornecimento de água lastimável, de energia idem. É verdade que quando chove as ruas se transformam em verdadeiro lamaçal e no verão é uma poeira só.

Tem um Ceasa que dizem ser o maior entreposto de fruticultura do Nordeste, porém, ninguém sabe quanto entra, nem quanto sai e nem pra onde vai a receita desse mastodonte que agoniza em meio a sujeira e abandono, mas, se bem administrado, com honestidade, pode dar um bom lucro.

A cultura do município é desprovida de qualquer infra-estrutura que propicie o seu desenvolvimento, o município não tem sequer um espaço coberto para manifestações culturais, tem um espaço chamado - orla II - o que seria uma área de lazer serve a todo tipo de descalabro, menos ao que se destina, a biblioteca parece um sebo, o acervo é do tempo que candeeiro dava choque.

O turismo nesse município encontra potencialidades espetaculares, ilhas, rios, grutas, folclore, cenário para diversos filmes, turismo do agro-negócio, etc. tudo abandonado ou mal gerenciado; tem até uma ponte que, a exemplo de tantos outros municípios serve de cartão postal, como a Hercílio Luz que liga Floripa a Santa Catarina e a ponte Rio Niterói, a nossa também liga dois estados, tem como peculiaridade o formato de picolé, adivinha de que lado fica o palito? Em suma, pra falar a verdade o município encontra-se à beira do abismo, e, o nosso maior temor e que alguém dê aquele empurrãozinho fatal e o nosso município caia definitivamente no abismo da incompetência, ai não terá mais remédio, mas, com um pouco de boa vontade, seriedade e, principalmente, honestidade o interessado pode transformar a cara do município e elevar a auto-estima do seu povo.

Esperamos que o interessado não cometa o desatino de celebrar contratos imorais, não pratique nepotismo, “Nem Cruzado”, não entregue o município à própria sorte, não deixe parentes mandar, não entupir o município com funcionários de suas empresas pagando salários exorbitantes, não inventar secretaria para abrigar filho de deputado derrotado e depois substituir por vereador, promovendo aquele jeitinho imoral, não trocar carnaval por vaquejada, não apoiar candidato de fora, não deixar de tapar os buracos das ruas, não prometer como sem falta e faltar com toda certeza, não humilhar o povo, não deixar faltar remédios nos postos de saúde, não deixar de dotar as secretarias de recursos para que o   secretário tenha autonomia, não se juntar com políticos sujos, ter vergonha de passar a vida responsabilizando políticos incompetentes do passado para encobrir suas mazelas e, por fim, que goste mais de gente do que de boi.

Caso o interessado acate essas sugestões e assuma o município, ainda leva, de brinde, alguns funcionários comentaristas que rastejam como vermes e cuja única preocupação é não perder as migalhas que caem de um corpo que apodrece diariamente pela conveniência dos lacaios e do seu patrão. Eles é que vão dizer que município é esse.

Por Lucien Paulo

publicado em 29 de Junho / 2011 às 23:20

Eu penso assim...

Eu penso assim...

Herbet Mouze

ALGO DE BOM ESTÁ CONTECENDO 

Acredito que muita gente que vive em nossa cidade passa despercebido daquilo que acontece de bom no esporte Juazeirense, especialmente no setor amadorístico que com o advento do futebol profissional, absorveu praticamente quase todas as atenções e apoio ao esporte, principalmente no futebol. Como exemplo, o antes sempre emocionante e aplaudidos campeonatos promovidos pela liga desportista Juazeirense – LDJ com as presenças dos Clubes tradicionais como o Olaria, Veneza, Carranca, XV de Novembro, Botafogo, América, Colonial e outros.

Era uma festa aos domingos no Adauto Moraes. Muitos craques, intensas emoções e um amadorismo quase puro. Além do futebol de campo, tínhamos também o animado e empolgante futebol de salão, hoje FUTSAL, que com títulos fora de casa, orgulhava a todos nós, e outras modalidades que nos alegravam muito.

Os que moram em Juazeiro, os mais antigos, lembram de tudo isso, alguém não se liga muito ao passado, mas também não se pluga muito no que acontece agora, neste momento.

Por exemplo, entre 13 e 19 deste mês, foi realizada aqui, que na cidade a 29ª Taça Brasil de Futsal – SUB-20, com a participação de dez estados, Bahia, Rio Grande do Sul, Paraíba, Amazonas, Sergipe, Paraná, Mato Grosso, Piauí e Distrito Federal – O Campeão foi o RIO GRANDE DO SUL, e a BAHIA, representada por JUAZEIRO, ficou em terceiro lugar. Foi realmente um grande e importante acontecimento esportivo amador em nosso município que muita gente não viu. Outro evento também de grande valor e repercussão nacional que Juazeiro vai participar é a COPA DOIS DE JULHO – SUB 17, de futebol de campo, dia dois de julho. Nosso representante é o JUAZEIRO SOCIAL CLUBE e Alagoinhas será a cidade anfitriã. Mais um acontecimento de importância que a nossa cidade vai sediar, é a quinta etapa do CIRCUITO DE MARATONAS AQUÁTICAS, apoiado pela prefeitura local, no sábado, 02 de julho com largada na ilha do Maroto, às 15 horas. O circuito é promovido pela Federação Baiana de Desportos Aquáticos, que seleciona atletas de todo o estado, para a tradicional TRAVESSIA MAR GRANDE SALVADOR. Será mais um fato importante e que nos enche de orgulho.

Acho que nós, que moramos em Juazeiro, temos que nos conectar mais naquilo de bom que aqui acontece. O ruim, a gente crítica e depois manda para as cucuias.

EU PENSO ASSIM, E VOCÊ?

Herbet Mouze – Radialista – Publicitário – Flamenguista Campeão Invicto – Membro da ABI/BA

publicado em 26 de Junho / 2011 às 18:00

ESSA ALMA QUER FALAR!...

São abundantes as histórias que fazem o cotidiano lírico das cidades, e o tema ora abordado reflete um pouco dessas amenidades, com leve conotação de humor, mas com algum sentido de seriedade de acordo com a oportunidade em que o fato acontece. 

Numa leitura apressada do título acima o leitor mais místico deve estar fazendo suas ilações curiosas sobre coisas do além, almas penadas e outras peripécias. Na verdade, estamos diante de um típico personagem que tanto pode se encontrar sentado ao nosso lado na Pedra do Urubu, em Uauá, nos bares da orla de Juazeiro ou Petrolina, como nos pontos de encontros de qualquer cidade. Geralmente muito atento e concentrado na conversa alheia que não lhe interessa, mas doido para opinar; às vezes o papo do grupo pretende ser reservado, na abordagem de assuntos variados com toda a informalidade possível, seja para alimentar o folclore político da cidade ou às vezes na tentativa de deglutir as fofocas do dia que circulam. Mas tem sempre ao lado uma “alma que quer falar”. É o legítimo “mala”, inoportuno, inconseqüente, indesejável, insolente, que não traz nenhuma contribuição inteligente ao tema em debate, mas que faz questão de participar do papo em andamento, mesmo que somente como ouvinte preocupado em multiplicar mais boatos pela cidade. O leitor, certamente, está se lembrando de alguém com esse perfil. 

Estamos nas proximidades de nova temporada eleitoral (2012), e assim esses encontros ao final do dia ensejam ardentes embates políticos e conduzem os participantes às conjecturas em torno de apoios, adesões ou coligações partidárias. É nesta hora que surge do nada aquele indivíduo curioso, observador silencioso ou que fala pouco, traduzindo apenas nas feições a tendência política que representa. As restrições de caráter partidário ou compromissos de qualquer ordem lhe impedem de explodir alto e bom som o seu desejo. Ao crítico atento fica bem claro e evidente que: “Essa alma quer falar!...”. Eleições se aproximando e os quadros eleitorais e partidários já se desenham muito confusos, visto o universo de candidaturas e suas variáveis de coligações que já se vislumbram. Será que em Uauá e Juazeiro já tem alma querendo falar?... Parece que sim! 

Mas, derivando um pouco das rodas de papo em que a política é a tônica, existe outra forma mais amena, lúdica e envolvente, ocasião em que o papo masculino invariavelmente é mulher. É o momento em que se instala uma sessão de terapia ante stress, uma vez que falar de mulher, sua beleza, sua meiguice, sua feminilidade, seus encantos, cura qualquer enfermidade, mesmo decorrente de uma ressaca política! Circulando em torno dessa roda masculina, quase sempre se identifica um olhar feminino provocativo e insinuante, a despertar a lucidez de alguns estressados, que logo se recuperam do seu estado letárgico e clamam aos ventos: “Essa alma quer falar!...”.

Evidentemente que se configuram dois momentos adversos. Enquanto no primeiro caso há uma rejeição à figura do “mala”, no segundo há o desejo de que essa alma fale logo alguma coisa e que assim enriqueça de alegria e deleite aquele instante de desejável descontração. Essa “mala” é sempre bem-vinda! 

Agenor Santos -Bacharel em Administração de Empresas  -  agenor_santos@ig.com.br

publicado em 24 de Junho / 2011 às 17:00

LEITORA ENALTECE TRABALHO DA PM E COBRA AÇÕES DA PREFEITURA MUNICIPAL

Nota dez ao policiamento nesta quinta-feira (23), durante a missa e a procissão de Corpus Chisti. Que continuem a contribuir para o respeito e a ordem na hora das manifestações religiosas sejam elas católicas, evangélicas, etc. Parabéns aos policiais responsáveis pela educação no tratamento com as pessoas e pelo trabalho.

Nota ZERO para a Prefeitura Municipal, em especial, ao setor responsável pelo cumprimento do Código de Postura. A nossa Catedral está em reforma na parte externa. Há quanto tempo sonhamos com esta obra...

Nesta quinta, ao ir para a missa, me deparei com um quadro triste: os consertos nas paredes externas, do lado da Endogastro, terão que dar uma "parada" e continuar depois da barraca do Sr. Adelson. O prédio da Catedral é tombado pelo Patrimônio Histórico e não pode ter barraca "colada" na parede externa. Aqui faço uma observação: o Sr. Adelson é um homem digno, trabalhador, amigo de todos (foi um grande amigo do meu falecido pai) e precisa de sua barraca, para seu sustento. Cadê o Sr. Prefeito Municipal, o Secretário de Obras? Barraca em cima da calçada é proibido, conforme reza o Código de Postura. Em consideração à pessoa do Sr.Adelson, por que não conseguir outro local para ele?

Barraca dentro da Praça também é proibido, mas tem duas na Praça da Bandeira. Que se faça cumprir a lei, mas que busquem soluções para estas pessoas que precisam de seu comercio para o sustento de suas famílias.

Será que um dia teremos ordem nesta nossa querida Juazeiro?

Leitora do Blog Célia

publicado em 23 de Junho / 2011 às 16:40

LEITOR IRONIZA FALTA DE PROGRAMAÇÃO JUNINA NO JOÃO PAULO II

Leitor do João Paulo II usa a criatividade para ironizar a falta de programação junina e criticar as obras paralisadas na comunidade. Confira:  

Segue abaixo programação do São João do Bairro João Paulo II. 

Dia 23/06/2011

Atrações: 

Avenidas esburacadas

Saneamento paralisado 

Dia 24/06/2011

Atrações: 

Prédios públicos depredados

Praças abandonadas 

Dia 25/06/2011

Atrações: 

Ruas às escuras

Obra da quadra poli-esportiva paralisada

Esgoto a céu aberto 

Este evento tem o exclusivo apoio da Prefeitura Municipal de Juazeiro “No Rumo da Mudança”.

 Murilo Ricardo - twitter:@murillojua08

publicado em 20 de Junho / 2011 às 21:00

EM MEMÓRIA DE JAYME BADECA – JOSÉ CARLOS VIANA TANURI

Nós, que temos em comum o orgulho de ter nascido em Juazeiro;

Nós, que no exercício de mandatos, cargos ou profissões, nos dispomos a servir e nos mantemos atentos para as dificuldades e carências da gente do campo e encampamos as lutas e os anseios do povo mais humilde desta cidade;

Nós, a quem a angústia de conhecer a derrota não arranca do peito a esperança e a certeza dos dias de reencontrar os caminhos onde o respeito, a confiança e a solidariedade sejam tônica entre os juazeirenses de nascimento ou opção;

Nós, que não somos ilhas, distantes e isolados e entendemos que a cooperação, o aprender e o ensinar, ainda são o melhor caminho para corrigir erros, voltar aos acertos e reencontrar a paz, iremos nos recostar nos travesseiros esta noite um pouco mais solitários e sós.

Jayme Badeca, como era de seu feitio, resistiu e foi derrotado esta manhã pelo tempo e pela vida. Juazeiro, ainda que isto pareça lugar comum, anoitece um pouco mais pobre, um pouco menos resistente, menor e mais indefesa.

A ele e aos seus familiares os profundos respeitos de nossa família.

José Carlos Tanuri, Alex e Edson Américo

publicado em 20 de Junho / 2011 às 19:40

ESPAÇO DO LEITOR: CHEGA DE MUDANÇA

Juazeiro, nossa cidade, é hoje o reflexo vivo do sentimento de indignação que povoa os corações de seus filhos, o abismo perverso que desune o sonho bom de outrora, da realidade, é o principal algoz deste cenário desencantador de nossa cidade. A esperada mudança que não aconteceu.

Com quarenta anos de existência, aprendi a ler o olhar do juazeirense, ver seu coração e acompanhar o pulsar de suas veias no compasso mágico da perfeição divina, vejo o quanto regredimos, percebo o quanto estamos estagnados, revoltados, na insignificância de um projeto de mudança que teima, agora, em marquetizar porções do seu insucesso, impregnando, virtualmente, na sociedade a hedionda impressão de que, nós, os filhos deste seio, somos responsáveis pela decadente vertente administrativa que se instalou de fora pra dentro desta cidade, aliás, podem ate ter razão, porque acreditamos, daltonicamente, no projeto da mudança enfeitada nas ruas e na imprensa. A mudança fabricada, pintada e dourada pelo marqueting político.

Querem novamente nos reger por fórmulas, querem tratar os graves e dantescos problemas da cidade nos mesmos métodos adotados pela Alemanha no passado e que dizimou o sonho de incontáveis gerações, querem no impingir compreensões, de que nós, somos responsáveis por estas situações novas, problemas novos e que não podemos nem devemos criticar, que os buracos infinitos, escuridão, a falta de zelo com a cultura, as perseguições, o lixo, as contas rejeitadas, a morte das festas populares, as mentiras, a mordaça à imprensa, a esculhambação da ponte, tudo isto é fruto da nossa fértil imaginação.

Para compreender e segurar a cidade para não ser soterrada pela inoperância administrativa, nossa razão precisa fazer uso de suas faculdades criticas, precisa da liberdade de que somos potencialmente dotados e que requer todas as condições para manifestar-se. A razão humana não é silente, impermeável, é bastante sensível a tudo que quer ameaçá-la ou matá-la. Quanto maior a imposição do medo, da mentira, quanto maior a pressão exercida pelas formulas prontas e fabricas de maquetes de políticos, maior a flexibilidade do espírito e a sua capacidade para encontrar o caminho novo e a redenção, é na escuridão que procuramos incansavelmente a luz, e é assim que estamos nos libertando.

A opressão, mesmo que velada, não pode e nem deve abortar a nossa capacidade crítica e criadora, assim estaremos retroagindo a pré-civilização onde é lei a impregnação da força e da violência institucionalmente organizadas. Juazeiro é, inegavelmente, universal pela sua cultura, por Joãos, Maurícios, Ivetes, Targinos,  Galvões, Euvaldos, a poesia lírica de Bandeira, as metáforas de Manuca, a força de João Doido, o violão de Edésio , as historias de Pedro China, as narrativas de coronel Geraldo e a coragem de seu povo.

O triunfo da liberdade, a supremacia da expressão, a inteligência de um povo, um legislativo independente, a independência da imprensa, são os escudos contra qualquer tipo de desvarios ditatoriais de tentativa de subestimação do povo, de tentar achar que somos bestas. Juazeiro foi é e sempre será, muito maior do que os bandos de aves que assim como chegaram aqui, vão embora, levando, isto é fato, parte do que conquistamos de bom ao longo do tempo.

Vamos lutando, vamos sobreviver. A nossa gente hoje anda falando de lado e olhando pro chão; o bem  é imortal, a felicidade voltará a reinar efetivamente em nossa cidade, um dia depois do fim desta mudança que tem dia, mês e ano para acabar.

Chega de maldade com Juazeiro, chega desta mudança.

Marla Conceição - Castelo Branco

publicado em 20 de Junho / 2011 às 18:00

MORADORA RECLAMA DA FALTA DE ÁGUA NO SALITRE

Dezenas de famílias do povoado Capim de Raiz, região do Salitre, estão há cerca de três meses sofrendo com a falta de água. Hoje (20), Rejane Barbalho da Cunha não suportou e procurou os veículos de comunicação de Juazeiro para colocar publicamente o sofrimento da população.

“Nós temos água nem para consumo humano. A gente chega da roça e fica penando, pedindo a um e a outro um pouco de água. Enquanto isso, a prefeitura empurra a responsabilidade para o Exército que devolve esta responsabilidade para o prefeito Isaac”, reclamou Rejane.

“Nós não temos condições de mensalmente pagar R$ 60,00 a R$ 80,00 por um carro-pipa. Nós sobrevivemos da roça e do Bolsa Família, que destinamos para comprar alimento e roupa. Tá na hora das autoridades acordarem para esta situação que enfrentamos no Salitre”, implorou a moradora de Capim de Raiz.

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