Blog do Geraldo José - ARTIGO - MARTINHA REDIVIVA
Vale do São Francisco - 23 de Maio de 2018
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publicado em 15 de Maio / 2018 às 23:00

ARTIGO - MARTINHA REDIVIVA

Será lançado, em breve, o romance histórico “Martinha (a bonfinense que gostava de tomar banho nas ruas)”, de autoria do músico e escritor Paulo Fialho.

Mesclando ficção e realidade, a história tem como cenário a glomourosa Senhor do Bonfim dos anos cinquenta, com seus serviços de alto-falante, filarmônicas, teatros e chafarizes. A mesma Senhor do Bonfim que despertava para os primeiros acordes da Bossa Nova, de João Gilberto, enquanto imergia nas luzes do chamado “progresso civilizatório” que aí chegava, graças ao trem de ferro que serpenteava por entre os grotões sertanejos, levando a moda, os costumes e os vícios das grandescidades.

A protagonista é Marta Maria Silva de Jesus, a popular Martinha, que, ainda jovem, é arrebatada por uma paixão não correspondida, vindo por isso a perder o juízo. Morena clara,ela adora banhar-se nos chafarizes da cidade, sem se importar com os curiosos, que, maliciosamente, contemplam sua nudez inocente.

O autor, Paulo Fialho,vem da fina flor da cultura bonfinense. Após profundas incursões pela música, o desenho e o jornalismo, ei-lo agora a lançar-se ao mundo da criação literária, oferecendo-nos uma obra da mais elevadasofisticação.

Espírito irrequieto, Paulotransitou incansável entre as cidades de Recife, Salvador, Rio de Janeiro e Paranaguá, em todas elas deixando a marca da sua criatividade.No Rio, atuou ao lado de grandes nomes da MPB, a exemplo de Zé Ketti, Cauby Peixoto, Nelson Sargento, Arlindo MarqueseDona Zilda do Zé (esta última, intérprete da famosa marchinha carnavalesca “Cachaça Não é Água Não”).

Martinha é uma personagem digna dos melhores romances, e Paulo, quesempre nutriu por ela grande fascínio –tendo-a presentequerna música, querna poesia – agora atornapara sempreimortal, levando-a para as páginas vibrantes do seu livro primogênito.

 “O livro – diz o autor – é o retrato vivo de uma época marcada por mutações diversas”, mutações estas das quais ele, Paulo, também foi protagonista. “Ao mesmo tempo em que questiona a vida e os descaminhos da personagem, o romance oferece ao leitor a liberdade de opinar acerca das atitudes e comportamentos presentes no enredo”, arremata o autor.

José Gonçalves do Nascimento

jotagonçalves_66@yahoo.com.br

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1 comentário
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publicado em 16 de Maio / 2018 às 06:25
Laura

As marchinhas falava de amor e liberdade e política. Hoje não temos nada. A liberdade e amor acabou

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