Blog do Geraldo José - Se vivo fosse nesta terça (12) Dominguinhos completaria 78 anos de idade
Vale do São Francisco - 22 de Abril de 2019
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publicado em 12 de Fevereiro / 2019 às 07:30

Se vivo fosse nesta terça (12) Dominguinhos completaria 78 anos de idade

Esta terça-feira (12) marca os 78 anos do nascimento de Dominguinhos, compositor, instrumentista e cantor pernambucano.  José Domingos de Morais, nascido em Garanhuns em 1941, morreu no dia 23 de julho de 2013, em decorrência de um tratamento de câncer de pulmão que já durava seis anos. Dominguinhos iniciou a carreira musical ainda na infância, filho do mestre Chicão, tocador e afinador de fole de oito baixos. Inicialmente, o menino formou um trio com mais dois irmãos e passou a se apresentar em feiras livres, botequins e hotéis. 

Foi tocando na porta de um hotel em Garanhuns em 1948, que Dominguinhos foi ouvido por Luiz Gonzaga, que se impressionou com os meninos e lhes deu um endereço no Rio de Janeiro. Gonzaga virou padrinho de Dominguinhos, presenteando-o com uma sanfona.

Aos 16 anos Dominguinhos já acompanhava Luiz Gonzaga em shows e gravações. Um pouco depois, ele conseguiu um emprego na Rádio Nacional, onde tocou com nomes como Jackson do Pandeiro, Marinês, Genival Lacerda, Trino Nordestino, Jorge Veiga, Ciro Monteiro e outros. Em 1960, o menino do forró e do baião entraria fundo na MPB, e um pouco mais tarde, em 1965, conheceu Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa e Chico Buarque.

"Em 1972, compus com Anastácia “Eu só quero um xodó”. Gilberto Gil ficou maluco pela música. Então, fui tocar na banda da Gal e do Gil, ele aprendeu o “Xodó” e tudo floriu", contou Dominguinhos sobre o maior sucesso de sua carreira, composto com a parceira e mulher na época.

No mesmo ano, o empresário dos baianos, Guilherme Araújo, o convidou para fazer parte das apresentações de Gal e Gil no Festival de Midem, em Cannes, na França. "O povo todo endoidou com o nosso ritmo e nossa espontaneidade". O impacto do espetáculo em sua carreira foi imenso e ficou registrado em crítica de Sérgio Cabral, publicada no GLOBO em 25 de junho de 1976. 

Em 2002, Dominguinhos venceu o Grammy Latino de melhor álbum local, com o CD “Chegando de mansinho”. Em 2007, ganhou o Prêmio TIM na categoria de melhor cantor regional. No ano seguinte, esse mesmo prêmio o homenageou, numa cerimônia que teve convidados como Nana Caymmi, Elba Ramalho, Gilberto Gil, Zezé di Carmago & Luciano, Ivete Sangalo e Vanessa da Mata. Em 2010, Dominguinhos ganhou o Prêmio Shell de Música pelo conjunto da carreira.

A letra da música De Volta pro Aconhego, parceria de Nando Cordel e Dominguinhos ficou conhecida também na voz de Elba Ramalho (“De volta pro aconchego”). "Ele é um dos maiores músicos do mundo, e não sou eu que digo isso, é Gil, Lenine, Chico, toda a música brasileira acha isso", apontou Elba.

Ao longo de toda sua carreira, Dominguinhos gravou 42 discos com vários sucessos, entre eles “Eu só quero um xodó”, “Isso aqui tá bom demais”, “De volta pro aconchego”, "Lamento Sertanejo" e “Gostoso Demais”.

Redação Blog Foto: Acervo Ney Vital
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1 comentário
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publicado em 12 de Fevereiro / 2019 às 07:35
Maria Soledade

Meste da sanfona e da humildade. Este sim um heroi venceu a fome.

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