ESPAÇO DO LEITOR: EU VOU ASSISTIR O FILME MARIGHELLA

A história desse filme encontra-se entre 1964 a 1969. A produção de 155 minutos custou dez milhões de reais e a previsão de estreia no Brasil não foi divulgada ainda. O filme Marighella é baseado no livro do jornalista Mário Magalhães de título, "Marighella – O Guerrilheiro que Incendiou o Mundo".  O argumento esfarrapado do diretor Wagner Moura é que o filme retrata um grupo clandestino liderado por Carlos Marighella cujo objetivo é "estimular a resistência informando ao público sobre atos de tortura e assassinatos perpetrados por um governo que usava o controle da mídia para manter seus crimes em segredo," afirmou o estreante diretor baiano. Alguns amigos já perguntaram: "Erry, você vai assistir o filme?" E eu disse: "certamente que sim, pois não sou contra a cultura ou a obras de ficção."

Nós sabemos que no mundo atual, existem forças poderosas que movem o foro íntimo das pessoas, e, uma delas é a culpa. Digo isso porque se sabendo do posicionamento político do ator e agora diretor Wagner Moura, este com certeza deve viver um estado de culpa permanente por ter dado vida ao personagem Capitão Nascimento nos filmes Tropa de Elite 1 e 2, cujas narrativas destroem por completo a falsa ideia de que o bandido é uma pobre vítima da sociedade. Ou seja, acaba mostrando a figura (mais do que justa) do policial herói, capaz de dar sua própria vida para proteger a população no combate ao crime. Acredito que esse filme "Marighella" seja particularmente uma forma do diretor mostrar para o público, e, em especial para seus fãs e admiradores aquilo que ele realmente é e pensa. É uma disputa de narrativas onde o diretor se esmera em apresentar ao público um terrorista na imagem de um "herói!"

O mais irônico desse meu comparativo é que ainda falando do Capitão Nascimento, vemos que este "preparou o terreno" para a atuação de um "segundo Capitão Nascimento." O primeiro era um fictício policial. O segundo já é Capitão verdadeiro, é do exército e atualmente é o nosso Presidente da República. Um dizia o mote: "Missão dada é missão cumprida!" O atual diz: "Soldado que vai à guerra e tem medo de morrer é um covarde!" Perceberam as entrelinhas das narrativas?

Voltando então a falar do filme "Marighella", vejo que a esquerda agora contra-ataca utilizando o que ele tem de "melhor" ao seu favor, a saber: as práticas Gramscinianas! Ou seja, se contra fatos não há argumentos a narrativa da esquerda sempre dará proeminência ao sentimentalismo e ao vitimismo. Nisso eu já de antemão sei que o filme está recheado. Romantizar tragédias ou vilões é uma arma do Comunismo em ludibriar pessoas desavisadas e coloca-las contra o sistema. A obra de Wagner Moura é para mim uma obra iconólatra, onde "latros" (latim) significa adorar imagem e "icons" – símbolos. Essa é a finalidade do diretor, levar o público a pensar que o terrorista não era um cara tão mal como se dizia.

Infelizmente a realidade dos fatos é que Carlos Marighella era um monstro moral, foi fundador da ALN (Aliança Libertadora Nacional), também capaz de escrever um livro cujo título é "Mini Manual do Guerrilheiro Urbano" onde ensina a fazer uma bomba caseira, a torturar e matar seus inimigos e por aí vai... Ele levava o maquiavelismo a níveis patológicos, ou seja, o cara era uma máquina de matar porque seus fins revolucionários justificavam seus meios sanguinários. Ele nunca lutou por uma democracia, mas sim por outra ditadura que é o comunismo. A meu ver o maior problema desse filme é a mentira, desde a narrativa dos fatos até o tom da pele do protagonista porque Carlos Marighella era mulato, mas no filme ele é retratado como um negro protagonizado pelo ator Seu Jorge.. E o pior, para fazer esse filme foi usado DINHEIRO PÚBLICO, ou seja, o meu e o seu que pagaram os impostos durante a gestão Dilma Rousseff. O mais irônico disso tudo foi que na entrevista coletiva em Berlim, o diretor abriu seus trabalhos com essa afirmação: "Esse filme é maior do que Jair Bolsonaro!"

Eu parei para pensar e dei a minha mão à palmatória! Realmente o Wagner Moura está corretíssimo! Se formos comparar o dinheiro que foi gasto nesse filme veremos que o valor foi maior do que o candidato Bolsonaro gastou em sua campanha! (risos) Realmente custou bem mais caro aos cofres públicos do que a verba de campanha do "Segundo Capitão Nascimento!" Sigam o Fluxo Gente Amiga e bora assistir ao filme!

ERRY JUSTO Radialista e Jornalista