ARTIGO - COITEIROS NOS MORROS CARIOCAS!

O Rio de Janeiro atravessa um estádio de convulsão social, com maior intensidade, nos chamados morros cariocas. Sendo que o restabelecimento da ordem tem que ser de imediato, por estar ferindo os princípios democráticos até a soberania nacional, cuja vergonha passa dos umbrais das fronteiras!

Para o coroamento da intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro, é de bom alvitre o instrumento jurídico Mandado Coletivo de Busca e Apreensão, medida cautelar, emergencial e necessária, a bem da tranquilidade de modo geral, visto que nos morros, notadamente, há cidadãos que merecem ter a proteção estatal.

A Força Tarefa composta de organismos policiais sob o comando único do General Braga Neto, não tem os poderes mediúnicos da mais famosa cartomante Madame Beatriz, imortalizada por Jorge Amado – Metafísica – para a prática de adivinhação oracular, a fim de saber em um labirinto de guerra onde reside o cidadão pacato e o infrator das leis sociais e jurídicas.

O tráfico manipula bilhões de reais, existindo organização financeira e filantropia, como também, atitudes de ajuda ao próximo em troca de atos ilícitos aproveitando a falta da presença do Estado, formando-se assim escola do crime; logo, contando com a juventude bem remunerada que se engrandece, exibindo suas armas potentes – por certo drogados – em pleno desafio às forças de segurança. Uma verdadeira preparação psicológica é feita na cabeça dos adolescentes que se tornam marginais no mundo do crime e dele não querem sair, porque há dinheiro fácil, sonhos oníricos e sensação de poder eterno e de impunidade.

O Mandado Coletivo, a meu ver é a melhor estratégia para se usar o provérbio: separar o joio do trigo! Separar, portanto, o “joio ou ervas daninhas, que são os filhos do maligno, demônio, sanguinários,” dos cidadãos que a tudo obedecem, há muito tempo, porém, vários, não por assimilação, sim, por acomodação, visto que esta é a razão que encontram para sobreviverem em uma seara de perturbação social sem esperança governamental.

O mandado jurídico dá os elementos salutares à missão para vascular o território suspeito, que, com certeza, nele serão descobertos os coiteiros – termo usado durante o cangaço de Lampião - protetores dos verdugos, algozes, malditos e conservadores de atos satânicos na cidade de “encantos mil.” Que o “Verde Oliva” não tenha missão somente administrativa, como apreensão de cargas e de veículos roubados. A sociedade brasileira espera uma ação de apoio aos organismos policiais, bem como, se necessário, reação direta, pois, a situação no Rio de Janeiro é um Teatro de Operações de Guerra. Nosso Glorioso Exército tem a devida competência para mostrar à nação que a paz que queremos com fervor será feita para servir de exemplo a outros estados federativos que querem também se assanhar, devendo-se cortar tempestivamente as asas, impedindo-os de voar.

A providencial intervenção – bandido não pode decretar leis e fechar comércio, arvorando ser o Estado (Rei Sol) – todos nós brasileiros – tupiniquins deste torrão de Pedro Álvares Cabral - estamos confiantes no “Exército Patriótico” sob o comando do General Braga Neto, carregando na alma o orgulho, o brilho e a bravura do “Verde Oliva” de Duque de Caxias, nos dando uma resposta Vibrante e Altaneira, içando com ardor no coração da pátria e dos cariocas, a bandeira da paz e o restabelecimento da ordem pública, esta devendo ser mantida acima de tudo!

Geraldo Dias de Andrade é Cel. PM\RR – Cronista – Bel. em Direito – Membro da ABI\Seccional Norte – Escritor – Membro da Academia Juazeirense de Letras.