Blog do Geraldo José - Espaço do Leitor
Vale do São Francisco - 19 de Setembro de 2019
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Espaço do Leitor

publicado em 19 de Julho / 2011 às 10:30

ESPAÇO DO LEITOR: FALTA DE CRITÉRIOS

Caro Geraldo José,

É lamentável o que ocorre em nossa cidade, além do total abandono, principalmente nos bairros periféricos, temos também que engolir a falta de seriedade com o dinheiro público.

É vergonhoso o que o poder público esta fazendo, quero deixar claro que não sou contra aplicação de recursos em obras, mas temos que ponderar quanto a utilidade e benefícios de certos empreendimentos. Não dá para entender o governo gastar milhares de reais para duplicar menos de um quilômetro de estrada, trecho este que vai do mercado do produtor até o contorno antes do abatedouro, que fluxo de carro temos em tal trecho que justifique este investimento. Claro que esta via tem que ser recuperada, como está sendo feito com recursos do estado, melhorando o asfalto e fazendo um acostamento decente até Curaçá.

O que me deixa estarrecido é que ao lado desta “grande” duplicação, temos bairros com esgotos correndo a céu aberto provocando doenças e foco de pernilongos e ruas sem estruturas adequadas.

É uma pena que nossos queridos vereadores, inoperantes como sempre, não questionam certas atitudes do executivo, pensam exclusivamente em seus projetos pessoais.

Volto a dizer, não sou contra obras, mas que sejam feitas dentro da necessidade de nossa população, não obras para gringo vê ou para se alto promover, principalmente agora que começam as movimentações políticas para o pleito de 2012.

Outro fato que me entristece é vê os nomes cogitados para ocupar o Paço Municipal, é de dar até náuseas quando deparo com especulações de pessoas que não tem comprometimento nenhum com a população. A maioria com certeza quer garantir uma aposentadoria tranqüila à custa do dinheiro público, e aqui não cabe aquele discurso pobre de que fulano tem dinheiro e não precisa meter a mão no do povo, esta ladainha é antiga.

 Juazeiro precisa é de gente comprometida, que saiba realmente administrar uma cidade complexa como a nossa, chega de mesmice, chega de velhas raposas políticas que nada trouxeram de bom para nossa população. Alguns querem os holofotes, outros as benesses do poder, e a maioria quer cinicamente ficar rico à custa do dinheiro público.

Júlio Almeida

publicado em 18 de Julho / 2011 às 17:30

JUAZEIRO: 133 ANOS E UMA COMEMORAÇÃO MEDÍOCRE

Na noite do dia 14 de julho, véspera do aniversário da cidade de Juazeiro, enquanto o prefeito Isaac Carvalho estava reunido com a elite na festa de lançamento do JUAZEIRO RODEIO MUSIC na área livre de um posto de combustíveis na Avenida Raul Alves, o seu assessor/secretário Paulo César Carvalho se esforçava para animar as poucas pessoas presentes ao evento organizado pela Prefeitura Municipal em comemoração aos 133 anos de emancipação de Juazeiro. 

Ficou feio para a administração municipal realizar um evento com pouquíssima divulgação, quando em outros tempos a população enchia a Orla Fluvial para comemorar o aniversário da cidade, com um palco atravessado num ponto de maior largura daquela artéria, e uma grande multidão comemorava até a madrugada. 

O cenário que se viu essa semana foi um pequeno palco montado na área onde antigamente ficava o “Vaporzinho”, um som de péssima qualidade e alguns músicos se esforçando para se apresentarem para um público que não passava de dez pessoas. Após 22 horas o sanfoneiro Sérgio do Forró iniciou sua apresentação, com seus músicos se apertando por falta de espaço no palco e dois casais de bailarinos tentando, sem sucesso, desenvolver suas coreografias, demonstrando em seus semblantes grande frustração. 

O sanfoneiro suportou aquela situação até meia noite, quando foi realizada a queima de fogos, que durou dez minutos, com fogos de todos os tipos e cores, quando então Sérgio do Forró tocou mais uma música e se despediu de todos e encerrou o evento, que ficou na história como apenas mais uma tentativa do governo da mudança de enganar o povo. 

Nem os funcionários da prefeitura estavam presentes ao evento. Não havia ninguém dos escalões superiores do prefeito Isaac para dar um apoio moral a Paulo César. O mesmo de vez em quando pegava o microfone e, sem sucesso, tentava animar o público e cantou até o primeiro trecho da música de Luiz Gonzaga, que entoa a palavra Juazeiro, mas no meio da música “desconfiou” e entregou o microfone, dizendo que não iria mais atrapalhar. Pobre Paulinho, colocado para encher lingüiça num medíocre evento, que mostrava claramente a decadência do governo que ora se encontra à frente do município. 

Ao observar o palco, passou perto de mim, pelo asfalto da avenida, um senhor e um rapaz e um dos mesmos fez o seguinte comentário: “Que palhaçada! Era melhor não ter feito nada. 

E para não ser injusto, quero registrar que estava sentado no espaço de um bar particular da orla, o senhor Gaminha, porém, sem levantar em momento algum para se comunicar com Paulo César. Também estava presente, Hélio, assessor do Prefeito, no meio do público, porém sem somar muito com o evento. 

Palco grande e estrutura de som tinha na “Virada Cultural”, na orla nova.   

WAGNER SILAS - ENGENHEIRO, PROFESSOR E JORNALISTA - JUAZEIRO-BA

Foto Ascom PMJ
publicado em 18 de Julho / 2011 às 10:30

MEU CARO FERNANDO VELOSO!

Não logro em evocar o diapasão das Catilinárias, deixando patentes pormenores de vinditas em razão do automatismo, fruto de subordinação empregatícia, oficial. Longe de meu cérebro estão as célebres Verrinas de recheios de ódio do filósofo, político retórico e, sobretudo, orador Marco Túlio Cícero, as quais foram lançadas contra Lúcio Sérgio Catilina.

Observo meu prezado Veloso, que seus impropérios são expressões de força emanada do ofício, faltando-lhe, portanto, o elemento subjetivo do tipo. Sei perfeitamente quanto o poder capitalista selvagem é detentor de um império macabro e bestial que obriga aos esbirros, sob a coação moral ou física, cometerem assacadilhas, imputações aleivosas, aleatórias, mesmo sabendo da inquietação da consciência pelo ato cometido.

Caríssimo Jornalista Veloso! Sou um munícipe radicado há 41 anos nesta querida cidade de Juazeiro, onde constituí família e patrimônio. Honra-me, ademais, pertencer à briosa Polícia Militar da Bahia, à qual me alistei como Cadete, aos 18 anos de idade, prestando exame vestibular. Alcançando posteriormente, graças a Deus, o Oficialato. A reserva de que desfruto é um direito constitucional. Tenho um salário que faço jus, um direito adquirido por meus próprios esforços, o bastante para sobreviver: “Quem come mais do que ganha, sempre come o pão de alguém”.

Detesto injustiça a quem estende a mão em súplica. Felizmente tenho visão de Raios-X, pois não sou cego, míope ou estrábico. A verdade é que sou juazeirense de coração (razões não me faltam) e minha retina não sofre os distúrbios de imagem invertida, e “bate” no desleixo e na incúria administrativa, sem obsessão por não ser estronca do poder municipal. Bato (no bom sentido, é claro) para dizer que Juazeiro não é coisa vã ou perdida, e que merece acima de tudo atenção e respeito. Meu alvedrio não permite citar nome de pessoa física à frente de uma gestoria, mas sim da pessoa jurídica de direito público. Para defender terceiros é preciso que se tenha base concreta, elementos comprobatórios, um conjunto de evidências, porque em muitos casos “a emenda sai pior que o soneto” (frase atribuída ao poeta português, Manoel Maria Barbosa du Bocage).

Não me constrange, em hipótese alguma, quando me contestam aquilo que falo ou escrevo! Aliás, alegra-me o contraditório, pois dele poderão advir a correção e o lume. Em se tratando da coisa pública, melhor ainda porque visamos o bem coletivo, contanto que se conteste com o sumo da verdade real! Uma maldade trevosa, de escuridão absoluta, que cega o espírito tem-se como impotente para se escolher o caminho do bem e da luz!

Creio, nesse caso, que minha culpa, a que fora chamada de obsessão, está no clamar simplesmente contra a praga pública, cuja existência todos conhecem, todos sabem, todos lastimam, todos aterram. Poucos, no entanto, falam e procuram sussurrar, temendo os despiques do poder demolidor. Fato recente ocorreu com o irmão de um advogado militante ferrenho do PCdoB que se rebelou contra a hegemonia municipal, por não concordar com tudo isso que aí está. “As próprias obras é que prejudicam os malvados” (Santo Agostinho).

Geraldo Dias de Andrade é Cel. PM/RR, Bacharel em Direito, Cronista, Escritor, Membro da Academia Juazeirense de Letras e Membro da Associação Bahiana de Imprensa-ABI/Seccional Norte

publicado em 17 de Julho / 2011 às 23:00

O mergulho fatal

Vou diversificar um pouco o tema e retornar ao cotidiano, sempre muito rico em histórias que quebram a rigidez das notícias e fatos diários, principalmente quando os últimos noticiários nos remetem a mensurar qual Ministro que sai é mais corrupto que o outro. Este tema merece retorno em outra ocasião.

Assim, resolvi rebuscar os arquivos da mente e eis que retornou à lembrança o sucedido a um caro amigo e que me fez dar boas risadas. Sabe-se que nos bate-papos das rodas de amigos, principalmente naqueles instantes em que as substâncias energéticas da cevada, do delicioso vinho do Vale do São Francisco ou o destilado do malte escocês começam a fazer o efeito estimulador da imaginação dos mais ecléticos contadores de casos, ouvimos histórias verdadeiras e aquelas fruto da pura criatividade, sempre com ênfase nas narrativas com forte dose de humor. Quase sempre o contador dos casos elege alguém como personagem principal do teatro que se desenrola naquele momento, provocando explosão de risos dos integrantes do grupo e motivando ainda mais o consumo etílico.

É nessas ocasiões que nos contam casos absurdos e esdrúxulos, indicando que circunstâncias e situações imprevisíveis pregam verdadeiras peças nas pessoas, às vezes deixando marcas profundas e difíceis de serem apagadas. Foi assim que durante a Exposição de Caprinos e Ovinos de Uauá, em momento de grande descontração e reencontro de pessoas amigas conhecidas em eventos anteriores, ouvi a narrativa que inspirou o tema desta crônica, contada com muito humor por um jornalista visitante, cujo fato envolve um amigo comum.

Luizão Dagoméia (nome fictício), o personagem, participava de uma agradável farra em determinada Expo-FENAGRO da Capital, degustando um bode assado regado a certo líquido que “desce redondo”, quando o dito sentiu aquela vontade incontrolável de esvaziar a pipa e se dirigiu ao banheiro. Como sempre acontece nessas horas de aperto, o inevitável aconteceu. Banheiro lotado e reduzida capacidade de tolerância para esperar. Como o baiano tem sempre a solução imediata para esse tipo de problema, como nenhum outro povo, acostumado que é à mijadinha pública sem qualquer cerimônia – prática hoje condenada como crime por nova lei do município de Salvador - o Dagoméia circundou as instalações mais próximas, à procura de um pouco de penumbra ou mesmo escuridão total, para assim descarregar as inutilidades que havia ingerido.

Enquanto estava fora, o celular e sua pasta de trabalho foram guardados pelos amigos de farra e somente três horas depois os objetos foram lembrados pelo mijão, que tentou localizá-los através de uma chamada desesperada. Questionado pelos amigos do por que do seu desaparecimento, o fujão passou a contar a sua tragédia.

        - Vocês nem imaginam o que me aconteceu! Como o sanitário estava cheio, circulei em volta à procura de um lugar seguro para o descarrego desejado, foi quando vislumbrei uma réstia de luar entre duas paredes indicando que ali adiante havia uma laje de cimento que brilhava, certamente um porto seguro de apoio para o tão esperado alívio.

        - E o que isso tem a ver com o seu desaparecimento por tão longo tempo?

        - Aí é que está o problema! Comecei a descer o éclair da calça com sofreguidão e, ao invés do alívio esperado, de repente me senti como se afogasse num profundo mergulho em águas poluídas, pura fedentina, em meio a dejetos meio sólidos!... Que tragédia!... Que merda!... Acabara de cair de corpo inteiro numa fossa que estava aberta! Submergi até o último fio de cabelo!

- E aí parceiro, como se saiu dessa?

- Literalmente, tive de aprender a nadar na merda! Ao sair, imundo, caminhei em direção ao carro, deixando os rastros no solo por onde passava. Entrei no meu veículo que ficou inutilizado com tamanha imundície e me dirigi a casa. Sem celular, nada pude comunicar à família e assim a escuridão da noite me trouxe a proteção para chegar até o chuveiro situado nos fundos da casa. Que alívio!

O leitor pode imaginar como foi difícil concluir esta crônica, elaborada sob risos intensos, imaginando a figura do Luizão Dagoméia lutando para se ver livre de tão indesejáveis excrementos.

Agenor Santos - Bacharel em Administração de Empresas – agenor_santos@ig.com.br

publicado em 17 de Julho / 2011 às 17:00

Curaçá e sua Câmara

Com o título "Curaçá e sua Câmara", o jornalista e colunista do jornal Correio da Bahia Emmerson José divulgou a seguinte matéria neste sábado (16) com o seguinte teor: O ex-presidente da Câmara Municipal de Curaçá, no Norte da Bahia, está na mira do Ministério Público Estadual e do Tribunal de Contas dos Municípios, segundo vereadores da cidade. Os parlamentares curaçaenses formaram uma comissão, liderada pelo novo presidente, Valberto Matos (PSDB), e acusam o ex-presidente, Reginaldo Monteiro (PTC), de descontar a contribuição previdenciária nos salários dos servidores da Câmara e não repassar os valores recolhidos nos meses de junho a dezembro do ano passado ao INSS.

A acusação levada ao MP é de apropriação indébita. “A cidade é muito pobre e isso não pode ficar assim. O rombo pode chegar a R$ 146 mil”, reclama um dos parlamentares, afirmando que também não houve uma série de pagamentos de outras contas na gestão de Reginaldo, a exemplo de luz, Correios e telefone. Com a palavra, o ex-presidente. (Correio)

publicado em 17 de Julho / 2011 às 15:00

133 ANOS DE JUAZEIRO

O meu nome é Lucien Paulo, sou de uma cidade, às margens direita do rio São Francisco, no interior da Bahia, chamada Juazeiro. Eu já estava cansado de ouvir falar que a melhor coisa de minha cidade era a vista de outra com seus prédios altos. Não suportava mais ouvir nos veículos de comunicação o quanto a vizinha pernambucana era perfeita, suas avenidas largas, seu shopping majestoso, seus políticos dedicados.

Cansei de ouvir: O River é o shopping, o Águas Center é o Junior. Olhava para o rosto do povo do outro lado e via neles tanto ou mais progresso do que na face de nós juazeirenses. Centro de Convenções, suntuosos viadutos, biblioteca futurística, belíssima orla, avenidas lindas, enormes projetos de irrigação, aeroporto internacional, universidade de medicina, além de outras, e para completar um são joão monumental.

Juazeirense visceral, resolvi passar uns dias nessa quase metrópole para ver de perto essa desigualdade que tanto nos incomoda. Pensei até em me mudar para o torrão pernambucano. Peguei a barquinha e fiz a minha travessia quase turística, desembarquei na casa de um amigo, na Avenida Souza Filho. Era uma segunda-feira e passei o dia caminhando pelas ruas cheias de gente que eu não conhecia, me senti um anônimo veneziano.

 Durante a semana visitei a maioria das suntuosas obras que tanto enaltece a grande cidade, percebi que a noite era uma tortura, depois das 22 horas, era um deserto. Onde estaria o povo que faz dessa cidade uma das mais populosas do Pernambuco?

Na sexta-feira cheguei à orla quase as cinco da tarde e percebi que o por do sol era diferente, olhei para Juazeiro e o meu coração ficou aos pulos, não conseguia entender que angústia me tomava e comecei a enxergar uma Juazeiro que poucas pessoas conhecem, mas que involuntariamente mora na minha alma senti arrepios.

Como vou viver sem meus amigos? Sem as pessoas que me cumprimentam? Sem as lembranças de Gustavinho e as tiradas de João Doido? Sem o acarajé de Neidinha, sem os freqüentadores de plantão do Bar de Manelão, sem a efervescência da orla, sem os acordes de Xibiu e seu 5.0. Como viver sem a alegria do Armazém Café, e o por do sol no Buraco de Calú? Como viver sem as brigas políticas e o Hino de Nossa Senhora das Grotas? Sem a Ilha do Rodeadoro e as peripécias de Seu Né e Zé Nilton? Como iria viver sem os comentários maliciosos de desafetos no Blog do Geraldo José? Sem as matérias do Jornal de Paganini, do Ação Popular e da Folha do São Francisco? Não poderia viver sem o povo mais bonito e mais alegre do País? Em Juazeiro as ruas são feitas de gente e não de concreto, em Juazeiro a terra produziu filhos em outros lugares, em três décadas a minha terra mandou três grandes desportistas para o mundo (Luiz Pereira, Nunes e Daniel Alves), e aqui continuam brilhando em todas as constelações as estrelas de Dozinho, Artur Lima, Caboclinho, Feijão, Damião, Baé, Carlitão e o maestro da bola, Bengalinha que deram vida ao nosso estádio AdautoMorais.

Foi saindo de Juazeiro que Ivete deu acordes de magia à música do mundo, e João criou a bossa, como vou viver sem ouvir Mauriçola em parceria com Assunção cantar que É Imperativo Amar, mesmo a Preta Pretinha de Luiz Galvão. Sem O forró de Sérgio, Raimundinho, Tinho, Wanderlei e Flávio Baião.

Onde vou encontrar a inteligência de tantos jovens que derramam saber? Como suportarei a ausência de um carnaval que iguala todos os homens na crítica e na alegria? Ainda sinto o vibrar dos tambores e repiques da Cacumbú, Voz do São Francisco, Piratas Rei do Samba, Pirados do Alto e Imperatriz Juazeirense, nos intervalos desfile dos blocos, Os Inofensivos, Pacíficos da Vila, Tombantes, Turma do Bêco da Porrada e Se Cair Fica.

Revolvo as cinzas e encontro a irreverência de Mato Grosso, Nêgo Dedê, Hilton Bolão e seu Sax, além dos carros alegóricos que faziam de Juazeiro o quinto carnaval do Brasil.

Como viver sem os questionamentos com Negão do Edson, Adalberto Mariano, Geraldo José e Cida, Wilson Duarte (O Brocoió) na orla sob o olhar distante do  Nêgo D’agua, edificado pelo artista juazeirense Lêdo Ivo?

Não é possível, viver sem os acordes de Targino, a poesia de Manuca, o Grupo Juá multicultural, o teatro de Hertz Felix e Devilles! Nem pensar. Não agüentaria deixar de discutir com meus pares a lembrança de Orlando Pontes meu quase pai, Ermi Ferrari, Edilberto Trigueiros, Edson Ribeiro, Jorge Duarte, Zé Custódio, Gilberto Bandeira, Ultanor Biquiba Guarani, Raimundo Medrado Primo, Saul Rosa, Pedro Raimundo, Chico Romão, Agostinho Muniz, Edésio Santos sinônimo de Amor e Canção, José Mauricio (Diadorim) e saber que eles e outros continuam vivos nas nossas discussões.

Esses poetas, escritores, professores e compositores orgulharam e orgulham a história de todos os juazeirenses. Viver sem a lembrança dos festivais da AUJ não é viver. Sem as Carrancas, os congos, o Reis de Boi, O Auto da Liberdade a Paixão de Cristo, Penitentes, o Samba de Veio, os Ternos da Professora Dinorá, as apresentações no Centro de Cultura João Gilberto, a genialidade de Neto e Mundinho e o cantar de João Sereno entre tantas outras manifestações que fizeram e fazem de Juazeiro um manancial inesgotável de crenças e cultura.

Não poderia viver sem estar perto do meu Colégio Rui Barbosa onde tanto aprendi com Eusébio Medrado, Edilson Monteiro, Valni, Professora Perpetinha e Wanda Guerra, Alberto Mariano entre tantos mestres do saber, sem passar quase todos os dias pelas calçadas do Colégio Dr. Edson Ribeiro e também reverenciar o Paulo VI e a sua fanfarra magistral, como viveria sem a presença de Antonilio e Antogildo, principalmente de Bebela filha e mãe da educação e cultura da minha terra?

Viver sem a proteção das Carrancas e a visão do Vaporzinho, não é viver. Então senti que vivo no melhor pedaço do Brasil.

A FLOR QUANDO CAI DO GALHO, MORRE DE SAUDADE DA RAIZ. 

Entendi o porquê da minha angustia e enxugando lágrimas de alegria, entrei na barquinha e voltei para Juazeiro, o grande amor da minha vida. Comemorarei todos os dias o seu aniversário até o último dos meus dias.

Lucien Paulo

publicado em 16 de Julho / 2011 às 23:00

ARTIGO: BRASILEIROS ENDIVIDADOS

Mais de 40% das famílias brasileiras declararam não ter condições de quitar as suas contas atrasadas. Estão endividadas e sem confiança. O encarecimento do crédito e a inflação alta provocando aumento dos juros pelo Banco Central estão deixando muitos brasileiros cada vez mais pessimistas com relação ao atual cenário sócio econômico do país e à capacidade de pagar suas dívidas.

As taxas de inadimplências registraram alta pelo quinto mês consecutivo, ultrapassando o mesmo período de 2010, em quase 10%. Segundo o SPC/Brasil, a inadimplência em 2011 já acumula alta de quase 4%, fatos que inibem a economia de curto prazo, refletida principalmente nas compras de itens de supermercado. A insegurança com relação ao emprego também colabora com a mudança de humor dos domicílios, muita gente perdeu o emprego depois da posse da Presidente Dilma Rousseff que suspendeu a liberação de recursos para muitas obras importantes, a exemplo da Transposição do Rio São Francisco, da Ferrovia Transnordestina e, ainda, recursos do Orçamento Geral da União, referentes a emendas parlamentares.

Apesar desses sinais negativos, as autoridades do governo animam o comércio com informações de que neste segundo semestre que começou agora, vai ter dinheiro do Tesouro para reiniciar todas as obras do Programa de Aceleração do Crescimento, bem como dos restos a pagar, até o mês de setembro.

Deputado Federal Gonzaga Patriota (PSB-PE)

publicado em 16 de Julho / 2011 às 21:00

JUAZEIRO CIDADE QUERIDA!



Tú completas 133 anos!
Terra de muitos talentos,
Do por-do-sol mais lindo do mundo,
E da lua enamorando sempre o " velho chico",

Terra do sol, do samba e do futebol,
rodeadouro, ilha do fogo, dos congos e carnaval,
penitentes, Nêgo D'agua, do nosso Rio São Francisco,
minha vida, minha terra cultural!

Tantas histórias, 
Tantos amores...
Juazeiro, meu amor por ti é eterno,
Minha amada cidade, meu berço natal,
Como este amor flui a cada dia,
Amo cada viela, cada beco, cada rua, cada esquina,
Adoro o rio de barbas brancas anunciando um novo dia,
Terra de Nossa Senhora das Grotas, 
Que teu povo tanto te exalta,
Abençoa teus filhos amados,
Choro de emoção quando a lua te beija,
Energizando o coração dos poetas,
Que a cada dia se apaixonam por este berço fenomenal.
Minha cidade, minha fada, meu amor, minha sina e meu caixão,
minha terra, meu refúgio, meu canto, meu eterno lar!

JUAZEIRO! TERRA AMADA, LUTAREI POR TEU PROGRESSO.

Valterlino Pimentel (Pinguim) - Assessor Parlamentar

publicado em 15 de Julho / 2011 às 23:20

DE JOAZEIRO A JUAZEIRO

Nesta data tão importante para nossa cidade, quero homenageá-la com este vídeo, contendo fotografias obtidas na internet, bem como algumas de minha autoria com fundo musical de Dilermando Reis – “Abismo de Rosas”.

O vídeo mostra o Juazeiro de ontem e o de hoje. Aqui meu pai nasceu, Euvaldo Almeida, o Protético, bem como todos os seus filhos. Fomos privilegiados por nascermos e permanecermos moradores da beira do Rio, o Velho Chico.

São mais de 100 anos, a família Almeida morando no mesmo lugar. Tivemos como vizinhos, Dona Patú, mãe de João Gilberto, Dr. Humberto Pereira, o médico e Sr. Piroca - Hoje não mais presentes, mas que deixaram suas marcas. Juazeiro tem muita historia para ser contada. É uma terra bela que produziu grandes talentos na poesia, na musica, no teatro e no futebol. É principalmente, a terra das Marias e dos Joãos, daqueles desconhecidos que fazem a cidade crescer e se destacar nacionalmente.

PARABÉNS JUAZEIRO, PELOS SEUS 133 ANOS.

Suely Almeida

publicado em 15 de Julho / 2011 às 19:10

Se eu hoje falasse pessoalmente com Deus

 

Agradeceria pessoalmente pela preciosa cidade que temos, e que amamos!

Em minhas orações falo com Deus e agradeço por tudo, principalmente por Juazeiro e pelo seu povo, sua cultura, crenças, religião, esporte etc.

Juazeiro de cantos e encantos de sonho e realizações!

Há Juazeiro! Do descanso do tropeiro e de tantos que se afagam em seu seio...

Se eu pudesse faria de vós esplêndido canto da sereia e junto da rainha das águas entoava em voz alta para todos ouvirem da minha alma o amor que tenho por ti.

Juazeiro de grandes artistas e grandes políticos que fizeram de vós cidade de respeito e alto conhecimento artístico e desenvolvimento sustentável.

Juazeiro de prefeitos que desenvolveram papel importante em sua historia, que hoje felicitam no céu por seres linda e maravilhosa  como Durval Barbosa, Américo Tanuri, Arnaldo Vieira e tantos outras que festejam sua importante data; Es também dos que ainda anda sobre vos de olhos árduos de encantamentos, como Jorge khoury, Misael Aguilar, Professor Rivas, Joseph Bandeira e Isaac Carvalho que juntos hoje comemoram sua existência e sua vitoria.

Juazeiro da mãe rainha a mãe das grotas que com seus anjos e santos te abençoam todos os dias.

Juazeiro do rio são Francisco que com suas águas lhes dá mais beleza e força para seu povo deste sertão viver.

Juazeiro!  Juazeiro de minha historia e infância do meu passado e do meu futuro poderia aqui falar muito de ti! E comentar fatos e casos que marcaram e marcam sua historia, mas me silêncio em meu coração e com ele falo com Deus que te proteja e cure tuas feridas daqueles  que te fazem mal e que lutam contra ti.

E do meu coração e do coração de todos os seus filhos explodem alegrias de lhes ter sempre em nós.

Tão sublime cidade, te adoramos, te amamos e te desejamos felicidades pala passagem de mais um ano de existência.

Feliz aniversario Juazeiro terra amada.

Carmonilton Leopoldo do Carmo

publicado em 15 de Julho / 2011 às 14:40

ADOLFO VIANA PARABENIZA JUAZEIRO

O Deputado Estadual Adolfo Viana (PSDB) enviou email ao blog parabenizando a cidade de Juazeiro e seus habitantes pelos 133 anos de elevação à categoria de cidade, desenvolvimento econômico e conquistas do seu povo.

Ascom Deputado Estadual Adolfo Viana
publicado em 15 de Julho / 2011 às 14:00

CANTO POR JUAZEIRO. O MEU SONHO É AQUI!

Nasci em Juazeiro – Bahia, no dia 29 de maio de 1981, são trinta anos de histórias!!! Estudei no CSU e no Instituto Imaculada Conceição – lembro como se fosse hoje – da sala que nasceu o tão falado João Gilberto, irmão da minha Diretora “Vivinha” e das aulas de educação física na Praça da Bandeira. Muitas recordações.

Edson Ribeiro, orgulho dos professores e do mestre Antonílio da França Cardoso, ao qual, dedico parte da minha educação. Pude construir belas fábulas, de amizade, de companheirismo, de amores. A gincana com suas equipes verde vida e satisfashion, quem não lembra? Escuto o som do Hino Nacional e do Hino de Juazeiro, todos em fileira na quadra do colégio.

Desde aquela época já ouvíamos falar sobre as “lavadeiras do Angary”, de “João doido”, e do “pé de Juazeiro” onde nasceu a nossa cidade, lá depois do São Geraldo. Realizamos muitas apresentações sobre a história de Juazeiro, suas crenças, religiões, políticas. Conhecemos os penitentes, o carnaval e até a festa do melão. Quanta riqueza nossa terra tem. Ilha do Rodeadouro, Ilha do fogo, cada uma com seu brilho especial.

Quem nunca parou pra ver o por do sol na beira do cais? Eu já namorei muito lá (rsrsrs). Certamente todos construíram suas histórias. Todos com seus destinos, rompidos pelos objetivos de cada um. Belas histórias teremos para contar aos nossos filhos, pois a vida é aqui, com o nosso Rio, levando as belas águas correntes, vendo o por do sol e deixando pra traz o que um dia fez mal. Estejamos certo que somos felizes com a nossa terra, rica em agricultura, rica em gente.

O tempo passa a cada instante e estamos aqui hoje parabenizando a nossa cidade por mais um ano de vida. Recorro a Juazeiro e peço calor humano, paz e harmonia entre as pessoas. Respeito ao próximo, aos mais velhos, aos mais carentes, aos especiais. Peço esperança aos olhos que lacrimejam e com fé acredito que o dia de amanhã sempre será melhor do que o que já passou, pois se estamos vivos, podemos continuar lutando por dias melhores.

Juazeiro precisa de gente que goste de cuidar de gente. De classes sociais, de “gays”, de “mulheres da rua”, “mendigos” e “trombadinhas”. Juazeiro precisa de PAZ! Abracem Juazeiro e vamos agradecer por termos chegado até aqui hoje com nossas belas histórias, certos de que faremos de nossa cidade um mundo melhor para se viver.

PARABÉNS JUAZEIRO!!!!!! TERRA QUE TEM GENTE!!!!!!

Lorena Pesqueira – Pedagoga e Acadêmica do curso de Psicologia (UNIVASF)

publicado em 15 de Julho / 2011 às 11:40

Juazeiro pode muito mais

Bruno Reis*

Existem datas que são referências para comemorações especiais: o nascimento de um filho, o casamento, o aniversário de alguém muito querido ou o dia da formatura, por exemplo.Os 133 anos de emancipação política de Juazeiro, comemorados nesta sexta-feira (15), são uma grande oportunidade para pensarmos e discutirmos a cidade que queremos viver e deixar de legado para os nossos filhos e netos.

            Quem circula pelas ruas e avenidas de Juazeiro, uma das mais importantes cidades da Bahia e do Nordeste, quem frequenta o comércio e os círculos sociais ou apenas caminha para admirar a beleza do rio São Francisco percebe que a autoestima dos juazeirenses precisa melhorar. E muito. E isto somente vai acontecer quando projetos que foram iniciados ou prometidos saírem do papel, quando os governos federal, estadual e municipal realizarem obras de infraestrutura na cidade que acompanhem o seu ritmo de crescimento e desenvolvimento e, principalmente, quando houver mais planejamento.

            É de conhecimento público que muitas obras no Brasil começam e não terminam por corrupção, falta de verbas ou até mesmo porque os projetos simplesmente são ignorados por políticos que chegam ao poder e são adversários dos que ocupavam os mesmos cargos anteriormente. Em Juazeiro não é diferente. Obras importantes, que poderiam impulsionar o desenvolvimento deste belo município, simplesmente estão paradas ou caminham em ritmo muito lento.

            Os exemplos estão à vista de todos. O Projeto Salitre, quando foi lançado, em 1996, parecia a redenção para todos os colonos, uma revolução para a agricultura daquela localidade. Passados 15 anos, praticamente nada saiu do papel. A promessa de entregar 32 mil hectares completamente agriculturáveis para os colonos e empresários simplesmente não aconteceu. Em maio do ano passado, o presidente Lula e a ex-ministra e então candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, estiveram em Juazeiro e anunciaram a conclusão de 5.000 hectares do projeto.

Mas, infelizmente, tudo não passou de mais um estelionato eleitoral, já que aproximadamente apenas 100 hectares, de fato, foram entregues. Técnicos da Codevasf  alegam que os agricultores têm dificuldades para trabalhar com tecnologia avançada, mas a realidade é bem diferente. O que os agricultores sentem falta é de uma assistência mais efetiva, de projetos e programas que lhes proporcionem melhores condições de vida.

            Outro fato que derrubou a autoestima dos juazeirenses e causou enormes prejuízos à cidade e, principalmente, aos comerciantes, foi a demora na conclusão das obras de um dos principais cartões postais da cidade, a ponte sobre o rio São Francisco, que liga o município à cidade de Petrolina, que já se estende por quase uma década. Durante quase dois anos, atravessar os 142 metros do lado baiano da ponte tem sido um verdadeiro martírio. Todos os dias uma parte da pista estava sendo interditada para ampliação, causando irritação nos motoristas e perda de divisas para a cidade. Em meio ao impasse quanto à definição do acesso, o DNIT aproveitou as verbas colocadas no Orçamento da União e realizou obras de infraestrutura no lado pernambucano da Ponte, para desespero da população de Juazeiro.

            Como principal eixo de ligação entre o Norte/Nordeste e o Sul/Sudeste do país, além do crescimento da cidade e o aumento espantoso do número de veículos que circulam pela Ponte, é consenso que este problema somente será resolvido com a construção do anel viário, projeto orçado em R$ 100 milhões, dos quais R$ 26 milhões foram alocados num esforço suprapartidário à disposição da obra, através de emendas de bancadas. Mesmo que este valor tenha sido contingenciado em razão do corte de gastos pelo governo federal, é preciso que os responsáveis pela administração municipal, os vereadores, a sociedade e todos os deputados estaduais e federais da Bahia trabalhem em conjunto para que esta importante obra possa ser realizada.

            Finalmente, ainda dentro das ações de infraestrutura, defendo a conclusão das obras e instalação dos equipamentos do Porto de Juazeiro. Engana-se quem acha que a construção da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL), ainda embrionária, vai “matar” o nosso Porto porque as principais exportações baianas sairiam por Ilhéus. Quem pensa o futuro de uma grande cidade como Juazeiro precisa sempre encontrar alternativas para os seus problemas. E uma das formas para dar viabilidade ao porto é colocar a hidrovia em operação.

Dentro de minha concepção, essa hidrovia, além da utilização que vem tendo, podemos oferecer também outras destinações, como, por exemplo, viabilizar a instalação de um parque agroindustrial no Núcleo Oeste do Distrito do São Francisco para beneficiamento de grãos e frutas ou servir ainda para escoar a produção de veículos fabricados no Sudeste e no Centro-Oeste, transformando Juazeiro numa verdadeira plataforma logística de distribuição destes produtos, já que estamos em localização privilegiada em relação aos grandes centros consumidores do Nordeste.

A localização estratégica de Juazeiro, certamente atrai novos investimentos, desde que as obras de infraestrutura sejam realizadas e os seus administradores pensem a cidade do futuro. Apesar de todos os problemas, Juazeiro é uma cidade encantadora, hospitaleira e linda. Quem teve o privilégio de nascer na cidade ou de conhecê-la sabe o que estou dizendo, sabe da inspiração provocada pelo rio São Francisco ou pelo passeio na orla, sabe da força e da coragem do seu povo, sabe dos encantos de fazer uma travessia em uma balsa e, mais do que nunca, sabe que Juazeiro merece sempre muito mais do que nós podemos oferecer. Parabéns à minha Juazeiro pelos seus 133 anos... 

*Bruno Reis, deputado estadual - Sempre à serviço de Juazeiro

publicado em 15 de Julho / 2011 às 09:40

Juazeiro, Juazeiro

Juazeiro, a gente vê só de pedacinho. Não adianta querer comer tão somente um acarajé ao lado dos antigos correios. Há que beber também toda uma paisagem de ponte, pernas e rios, que sensualmente passam pra lá e pra cá quando é de tardezinha. Juazeiro, a gente nunca ouve de pouquinho. Em qualquer silêncio, sobrevive um grito de esperança. O cais cheira à música antiga e o poeta, às mulheres que tiveram com ele. A vida assim, tecida em prosa, agulha, verso, linhas, retalhos e rendas. Em fios de luz, 133 anos trespassados. Juazeiro, a gente nunca sabe com que roupa. Irreverente e indomável, a cidade não sai da moda; despida de frescura e arrodeios.

Quando ainda menino imberbe, Juazeiro já via longe, muito mais além da copa, muitos mais adiante da “passagem”. Quando ainda menina, pois Juazeiro é menino e menina, homens e mulheres acordaram de um sonho barrento e saíram pelos campos a semear melões, uvas, melancias, cebolas e mangas. Irrigantes telúricos fecundaram o chão a apontaram o caminho de um novo tempo de perseverança e chances para todos.  De promissão, desde Itamotinga até o salitre, feito projeto. Juazeiro, a gente nunca sente todo. Mesmo o artista mais cuidadoso atenta para que as pinceladas últimas sejam invariavelmente as primeiras de um imutável painel sem fim. 

E, pode crer, o quanto  se pinta pela manhã nas ilhas, nem sempre é o que se viu ao amanhecer no Rodeadouro. Porque, ao entardecer, Juazeiro, em sua geometria caprichosa, é puro som e surpresas. Há quem jure ter visto um luar prateado da cor de Ivete no fundo da bacia das lavadeiras do Angari. E não é de hoje esse negócio de visão. Pela esquina e encruzilhadas do Quidé, saltitam, à luz do dia, acordes dissonante de um Edilberto  Triqueiros em Edésio Santos. Ou vice-versa. Nos becos e arruados todos desta terra joãogilbertiana é certo que repousem suavemente, entre os quatros cantos e outros tantos, pontos, virgulas, e as aspas do poeta Pedro Raymundo. Aquele do pássaro que criou raízes. Gal-vão, Be-be-la, Mau-ri-ço-la, Co-e-lhão, Ma-nu-ca, Lu-ci-en, Si-be-le, Tar-gi-no. Juazeiro, a gente nunca pronuncia de uma vez só. É um canto, espaço e lugar que traz em si todos os nomes, tempos, temperos e emoções.

E quando é Carnaval então, Juazeiro também dança num mágico jogo de fantasia e alegria pós-tudo. Na quaresma, penitência ao repicar das matracas, fé e tradição, ao pé do madeiro. Cadeiras na calçada e novena no mês de maio. Miudezas de um tempo onde a rua Sete de Setembro se chamava da Alegria e a Francisco Martins Duarte era tão somente das Flores. Tempero de um povo meio terra, meio água que vive sob a proteção de Nossa Senhora Rainha das Grotas e as bênçãos de São Surubim. Gente que acredita em Nego D’água e em Carrancas que gemem três vezes nas curvas do rio inesperado. Contam as mesmas lendas da Mãe D’água que um certo barqueiro Ermi tinha certeza que havia nascido no dia em que viu o rio. O mesmo afluente interno onde os homens banham-se de dia para de noite, adormecerem sob o manto da mulher amada. Juazeiro, a gente ama por inteiro. 

Carlos Laerte

PS: A crônica Juazeiro, Juazeiro foi publicada originalmente no livro Rio que Passa (2008), e corrigida apenas a data do aniversário para 133 anos. Para quem acha que Carlos Laerte é de Petrolina, um lembrete: Ele nasceu em Juazeiro, na Pró-matre e foi registrado como juazeirense. Seus dois filhos: Lara nasceu em Petrolina e Pedro, em Juazeiro, registrado baiano como o pai. Uma forma de demonstrar o sentimento de amor às duas cidades.

Foto: Priscila V. Borges
publicado em 15 de Julho / 2011 às 07:40

A Cidade (entre outras mil, és tu Juazeiro Bahia Brasil)

* Paulo Carvalho (SPO)

Cidade, palco de muitas coisas,
De muitos causos, de autos,
E atos e palavras atadas,
Vetadas, votadas, devotadas!

A cidade revertida, sentida,
Proibida, pedida e perdida
Em despedida, vindas e idas,
De vidas embebidas!

A cidade carnaval, astral, rural,
Plural, cultural, ambiental,
Legal, conceitual, pessoal,
Magistral, teatral e a tal!

Cidade palco, cidade cor,
De amor, dor, resplendor,
Flor, louvor, fervor, calor
De senhora e senhor!

Ah, cidade de sonho, risonho
De Maria, Pedro, José
João e Antônio, e até do véi Mané
E do roceiro Apolônio!

De palco, palanque, andaime,
Tablado, de latas, madeiras, e pontes;
Cidades dentro de cidade, arames,
Lixos e montes aos montes!

Cidade de povo velho, novo,
De cobranças e esperanças,
Que ajuda e maltrata o ambiente
Não limpa; não ama, e não sente!

Cidade com povo e sem povo,
Que às vezes nem parece gente,
Amontoados no lixo de novo
Clara sem gema fora do ovo!

E isso não parece decente
Pois governo só é governo
Com o povo, com a gente,
Senão vira desgoverno e doente!

E a saúde depende dos dois
É como a mistura de feijão e arroz
A clara e a gema em formação
Num mesmo ovo chamado nação!

A cidade é tudo isso, e mais,
A grande necessidade do homem
A guerra, a paz, o alimento, a fome,
E pro turista somente um cartaz!

A cidade do vento, do tempo,
Do passa-tempo, do pensamento.
Do momento exato, concreto,
Abstrato, tato, contato, reto e ereto!

Ah, cidade, de mulheres belas,
Em aquarelas e janelas, e telas,
Os espelhos, os retratos, sem elas,
Parecem feios, como falsas donzelas!

É minha cidade, gritante, amante,
Cantante e cortante, um diamante.
Infante como um rio imponente,
Presente gigante de gente importante!

Cidade de belas paisagens, viagens,
Passagem de pessoas em trânsito,
Cântico de anjos, falanges e mantos,
Igrejas, pecados, santos e virgens!

Na cidade o homem vence e sofre
Ao mesmo tempo, ao mesmo instante.
É um lutador, um herói constante,
Vida e morte, sua alma é sua sorte!

* jornalista e escritor www.facebook.com/saulooak

publicado em 14 de Julho / 2011 às 23:20

JUAZEIRO! HISTÓRIA E MEMÓRIA

Caro amigo Geraldo,

Mesmo consternado com a situação de múltiplas falências a qual se encontra a cidade de Juazeiro, em verso comemoro os seus 133 anos de uma rica e bela história. O lugar em que eu nasci, cresci e envelheço ainda me inspira versos, que por se só cantam sua memória.

Resplandece juazeiro em teus brindares...

Datas florão!

Nas ruas, nos lares, nos bares, em todos os lugares.

Vivas nuances

De belezas quantas

Riquezas tantas!

Cenário de expressivo folclore

Crenças e carnavais.

Plural és tua cultura

Colossal és tua história

De avivada memória.

Terra de contrastes

Cinza caatinga viva... Verdes pomares.

Rio alimento de tudo

Sede de vida

Por todo o seu sentido

Inspirador e magistral,

O velho Chico és teu postal !

Ao pôr do sol

Às belas ilhas a figurar

Na ponte a travessia

“Enquanto corria a barca”

Cantada em poesia,

“Eu ia lhe chamar!”

Juazeiro !

...Historia E Memória...

Emanoel Ferreira da Silva – “manollo ferreira”

Pedagogo – Professor – Poeta...

Piranga/Juazeiro/Bahia.

PARABÉNSSSSSS JUAZEIROOOOOOOO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Fotos Google
publicado em 14 de Julho / 2011 às 12:40

OS 21 ANOS DO ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE E AS DEFICIÊNCIAS EM JUAZEIRO

Ontem (13), o Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA completou 21 anos. Ele instituiu e estabeleceu o funcionamento dos Conselhos Tutelares, órgãos autônomos que têm o objetivo de garantir que crianças e adolescentes tenham acesso a seus direitos e garantias. Os Conselhos já se encontram em 92% dos municípios brasileiros. Um avanço na garantia do cumprimento dos direitos da criança e do adolescente. Em Juazeiro o Conselho atua com uma série de obstáculos. “Temos apenas três conselheiros atuando e não temos estrutura adequada para atuar em todo o município,”, enfatiza Rosana Maria Oliveira Presidente do Conselho Tutelar de Juazeiro.

A situação em outros municípios baianos não é muito diferente. “Não existe treinamento e capacitação muitos conselheiros não conhecem o estatuto e em muitas locais falta telefone, sede própria” relata Jean Lucas Guidetti membro do CECA, Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente  - CECA. Órgão deliberativo, formulador e controlador das políticas públicas estaduais, voltadas para o atendimento à criança ao adolescente, observar as diretrizes do Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA.

Em Juazeiro o CMDCA – Conselho Municipal dos Direitos da Criança e Adolescente carece de equipe técnica como secretário e motorista. “As atividades são comprometidas pela falta de suporte financeiro e humano”, enfatiza Antonio Marcos Evangelista membro do CMDCA de Juazeiro. È função do órgão  fiscalizar o cumprimento dos pré-requisitos exigidos pelo ECA para admissão dos Conselheiros Tutelares, como a idoneidade moral e residência no município, podendo suspender ou mesmo demitir o conselheiro. O CMDCA també acompanha as politicas públicas municipais voltadas para crianças e adolescentes.

A ONU define o ECA como a melhor legislação brasileira. Contudo o Estatuto que é motivo de elogio em todo o mundo devido as suas inovações e o seu vanguardismo tem muitos dos seus principais artigos descumpridos pela sucessão de barreiras financeiras e organizacionais. Comprometendo a fundamental articulação entre as esferas de poder Municipal, Estadual e Federal para o funcionamento eficiente dos diversos órgãos que atuam em prol das crianças e adolescentes chegando a interferir decisivamente na atividade de base desenvolvida pelos Conselheiros Tutelares, isto é, envolver a família e a escola na defesa dos direitos de seus estudantes e filhos.

Fonte: IDESAB - Instituto de Desenvolvimento Social e Ambiental
publicado em 14 de Julho / 2011 às 10:30

O AMOR POR UMA CIDADE

Aquela em que se nasceu ou em que se criou, o amor pela terra natal é algo muito mais complexo, simples, completo, terno. Na política há aqueles que se elegem para trabalhar por sua cidade, ir em busca de investimentos por não dispor de verbas do município e os que são os inventores dos falsos amores oficiais que imperam comumente impondo uma resposta com o discurso do ódio a qualquer manifestação da administração municipal a seus munícipes, os oposicionistas   que demonstram o falso amor oficial e que não aceitam de hipótese alguma a maneira de como o Prefeito está trabalhando e tentando colocar a cidade nos eixos, sabemos de como é difícil.

Falo de uma cidade, mas poderia falar de um país. Falo de Juazeiro, mas poderia falar de qualquer outra cidade. Acontece que aqui existe uma tendência aos extremos no que se refere a ela, os que a idolatram, e querem a tornar digna e aos que querem a qualquer custo denegrir e ofuscar a imagem do prefeito e os que odeiam com ódio oficial.

Os que a odeiam com o ódio oficial, que também a tudo obscurece, tendem a rechaçar e desdenhar aqueles que a idolatram. Os que a amam, a cidade, quando apontam algo mimoso, são rechaçados e desdenhados pelos opositores. Fogo cruzado. Isso é desnecessário. Vamos dar as mãos, e salvar Juazeiro. Ainda é tempo. 

A oposição enfim é a falsa afeição pela terra natal e que, não sabe se justificar de outro modo. A visão oposicionista não aceita a terra natal tal como ela está, em sua limitação e suas impurezas reais, mas exige seu referendo a partir de um ideal passado ou futuro que extirpe dela o que não se ajusta ao plano preconcebido. O oposicionista não vê nem ama o que há, mas calcula o que sobra ou o que falta.

Falo de amor, mas poderia falar de qualquer outro sentimento nobre.

Sandra Regina

Foto Google
publicado em 14 de Julho / 2011 às 09:40

JUAZEIRO: "AINDA ONTEM ERA HOJE" (Maurício Dias)

Em tempo de comemoração dos 133 anos de elevação à categoria de cidade, o cantor e compositor Maurício Dias (Mauriçola), resolveu prestar a seguinte homenagem a Juazeiro.

publicado em 13 de Julho / 2011 às 13:30

ESPAÇO DO LEITOR: "O PREFEITO QUE JUAZEIRO PRECISA"

A disputa para as próximas eleições em Juazeiro está grande, mas precisamos, antes de eleger pessoas que já passaram pela prefeitura e não cumpriram seu papel de prefeito eleito pelo povo e para o povo, parar um pouco e refletir sobre quem seria a pessoa certa, para governar nossa querida cidade.

REFLITA:

O Brasil vive a fase democrática dos direitos afirmados na Constituição de 1988. A combinação da ação dos movimentos sociais com a eleição de lideranças populares para cargos de prefeitos e vereadores tem permitido, em alguns municípios, a formulação de políticas e formas de gestão pública orientadas para a redução das desigualdades sociais, o combate à pobreza e a inclusão de setores sociais marginalizados. É a chamada “política de inversão de prioridades”.

Para a imensa maioria dos prefeitos, este é um mundo desconhecido. E os poucos que conhecem tais avanços nas políticas públicas sabem como implementar estas iniciativas.

Assim, um prefeito será reconhecido como “Bom Prefeito” quando demonstrar:

1)Fidelidade ao Povo, expressa pelo cumprimento do Programa de Governo, obras e ações que prometeu durante a campanha.  O processo eleitoral deve explicitar o Programa de Governo (que deve existir) e não ser fundamentado em recompensas individuais e cabresteamento de votos;

2) Experiência Administrativa,traduzida por conhecimento dos assuntos contemporâneos da cidade, equilíbrio no enfrentamento de conflitos e crises, postura de diálogo aliada à capacidade de decisão no tempo oportuno, paciência e disponibilidade para ouvir a população e os vereadores, tolerância quanto à diversidade de estilo das pessoas com quem trabalha e costume de trabalhar com planejamento e em equipe;

3) Liderança Política,através do entendimento com as organizações comunitárias, buscando seu apoio, consultando-os e ouvindo-os para conhecer suas aspirações e suas necessidades e integrá-los no processo decisório municipal. Abdicar da prática de nomear apaniguados para compor os Conselhos Municipais;

4) Austeridade Político-Administrativa, não refutando as críticas, aceitando-as como saudáveis à democracia, inclusive solicitando auditoria em todos os atos da administração. Não realizar concurso público com “cartas marcadas”, reduzir os cargos comissionados, não ceder a cabos eleitorais mal preparados dando emprego para cupinchas, desrespeitando o funcionalismo municipal. Governar é, sobretudo, dizer não para quem pede dentadura, para quem pede saco de cimento, tijolo, dizer não, enfim, para a demagogia. Excluir o nepotismo que vem a ser o favoritismo ou proteção a parentes ou amigos próximos, o tal do compadrio, o afilhadismo;

5) Preocupação com o Social, constituindo uma excelente Secretaria de Ação Social, sempre atenta as reais necessidades de quem dela precisa, com pessoal concursado, treinado e respeitado. Afinal, um governo deve ser do povo para povo, especialmente para quem tem o desespero como último refúgio;

6)Competência na arrecadação e uso de recursos – Prestação de contas. A prestação de contas da Administração é princípio constitucional (art. 31, §§1o, 2o e 3o da Constituição), cuja violação pode acarretar a intervenção estadual no Município (art. 35, II). Prestar contas na forma estabelecida na Lei Orgânica do Município, na Constituição e na legislação específica em cumprimento dos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência no art. 37 e 165 da Constituição Federal. Realizar licitações sadias, não ser desonesto e achar que ninguém vai ficar sabendo dos trambiques, não fazer acertos em detrimento do Município. Não realizar ou dar seqüência a contratos milionários que são contestados judicialmente, pelo Tribunal de Contas, ou pela população quando esclarecida, a fim de poupar que o patrimônio do Município transferido para particulares. Separação completa entre os recursos públicos e os interesses da família, dos amigos, de empresas e do partido a que pertence. Cumprir e fazer cumprir Leis é dever fundamental de um prefeito.

Ao mesmo tempo deve estar à altura dos novos desafios criados com um ritmo de crescimento prolongado, de geração de empregos, de explosão do consumo com redução da pobreza, adotando, se necessário, políticas emergenciais, mas dando preferência sempre para os Programas de Governo Estruturantes. Na geração de recursos, é de fundamental importância que se elabore um bom Orçamento Municipal, vinculado ao Orçamento Estadual e Federal, buscando-se inclusive o desenvolvimento a nível Regional e livrando-se das emendas parlamentares, que mais prendem do que libertam, pois muitas vezes atrelam a políticos inescrupulosos e simplesmente eleitoreiros.

7) No trato com adversários Políticos,excluir qualquer ato ou atitude que lembre alguma coisa como vingança ou perseguição política. O prefeito que persegue, maltrata, promove patrulhamento político-ideologico àqueles que têm pensamentos divergentes dos seus, não pode ser considerado “BOM”, muito menos “PREFEITO”. A liberdade de expressão há de ser respeitada, até por uma questão de educação (conhecimento utilizado com sabedoria). Esconder os bons Programas de Governos e suas obras, ou mesmo rejeitá-las, apenas por desavença política (certamente infundada), é atitude mesquinha, que não mais cabe no cenário democrático e cidadão em que estão aprendendo a viver os brasileiros. Adversário não é inimigo e o confronte de idéias aliado ao debate sobre as divergências é principio básico da democracia. O prefeito que tiver sua capacidade de articulação política reconhecida, em especial com aqueles que não comungam dos mesmos princípios ideológicos, merecerá, aí sim, ser considerado um “BOM PREFEITO”.

"O texto "O QUE ESPERAR DE UM BOM PREFEITO" foi retirado da publicação mensal do “Le Monde Diplomatique Brasil”, edição nº 11 de junho de 2008"

Desses que já passaram pela prefeitura, você acha que se enquadram nos itens acima? Não!!!

Vamos repetir o erro?

Dos candidatos até agora citados neste blog, somente Dr. Márcio Jandir teria possibilidades de ser um prefeito como Juazeiro merece.

Célia Souza Lima

publicado em 13 de Julho / 2011 às 10:30

A MIOPIA DO ASSESSOR

Amigo Geraldo, 

Muitas vezes gostaria que minha alma fosse menos emocional, todavia nao me contenho, sou Juazeiro.

Li e admirei o conteúdo das reflexões exibidas a tinta e papel pelo ilustre Coronel Geraldo, aliás o mesmo Coronel que com a experiência de um militar, a astúcia de um jornalista e a visão de um bacharel em direito, enxergou em 2008 que Juazeiro precisava embarcar no conto da mudança, mesmo que fosse uma mudança enfeitada pelos marqueteiros de plantão, que estranhamente, são tomados por uma miopia de conveniência e perniciosa para juazeiro.

Agora exausto de esperar na plataforma da estação pelo trem do progresso que insiste em não chegar, desabafou e chorou seu pranto junto com outros 200 mil Juazeirenses que não suportam mais tanto desprezo e desencanto.

A presidente Dilma vem a Juazeiro inaugurar 2.500 casas populares do programa federal "Minha Casa Minha Vida. Ponto.

Parabéns ao programa do governo federal que tem implantado em todas as cidades do país programas habitacionais deste padrão.

Lamentável que em uma cidade que completa 133 anos, tenhamos que conviver com comércios tradicionais da cidade fechando por conta da ausência de infrainstrutura, famílias sendo tragadas pela multidão de muriçocas, lama, escuridão,perseguição, morte das festas populares, assassinato da cultura, contas rejeitadas e a miopia dos prepostos da prefeitura que teimam em ver uma cidade que não existe, aliás existe na imaginação deles e do prefeito.

Parabens Cel. Geraldo por ser mais um do exército de indignados que povoa as ruas desta cidade e que enxerga mais e melhor que muitos dos que aplaudem, por obrigação, o caos que a mudança transformou esta cidade.

Parabéns a nossa cidade por mais um ano de resistência e esperança por dias melhores, parabéns ao povo de Juazeiro, pela visão aguçada e inteligente do que serve e do que não serve para nossa cidade, e que esta visão e a inteligência do nosso povo sejam os escudos contra a perversidade dos maus que assaltaram a confiança do povo e mataram suas esperanças.

Parabéns Juazeiro e até 2012. 

MARLA CONCEIÇAO - CASTELO BRANCO

publicado em 12 de Julho / 2011 às 22:40

O JOÃO PAULO II TAMBÉM É CULTURA

Prezado Geraldo,

Aqui nesta mini cidade chamada João Paulo II, temos uma Banda de Pop Rock que começa a cair no gosto popular conhecida como a “Sonora”. Segue um pouco da história dessa excelente banda e gostaria que se possível fosse postada no seu blog.

Em breve estarei te encaminhado um CD.

Murilo Ricardo

Historia da Sonora

A Sonora é uma banda de Pop Rock inspirada nas bandas dos anos 80 e 90, que trabalha também com composições próprias. A banda é nascida no bairro João Paulo II Juazeiro - BA, composta por cinco integrantes: Gilvan Dias (Guitarra e Back Vocal), Nildo Souza (Violão e Vocal), Leo silva (Bateria) e Gildásio Ferreira (Teclado) e Contra Baixo. A banda começou a se formar em 2006 passando por muitas mudanças de músicos, até chegar a atual formação.

Também já mudou de nome algumas vezes, tocou algum tempo no Armazém Café, fez a abertura do Festival Edésio Santos em 2009, e se apresentou em várias festas particulares. No inicio de 2010 gravou um CD com músicas couver e em dezembro do mesmo ano gravou seu primeiro álbum "O início" com canções autorais (composições próprias) que está sendo divulgado agora.

O Show da Sonora é composto por 80% de músicas de outros artistas e 20% de músicas próprias. Entre as bandas de sucesso executadas pela Sonora, estão: Jota Quest, Paralamas do Sucesso, Lsjack, legião Urbana, RPM, e uma pequena doze de musicas em Inglês. O objetivo da banda é sair do anonimato e ganhar espaço no mercado musical de Juazeiro, Petrolina e cidades vizinhas. 

Contatos: 74-8817-3964 - Site:  http://bandsonora.blogspot.com

publicado em 12 de Julho / 2011 às 20:30

ESPAÇO DO LEITOR: "CUIDADO COM A VIDA‏!"

Geraldo,

Vou falar de dois assuntos distintos acontecidos nos últimos dias, porém tem um fio em comum: "O cuidado com a vida".

Achei muito legal uma reportagem que assisti pela TV São Francisco há algumas semanas em que o entrevistado falava de uma preocupação da equipe da SAMU de preparar pessoas comuns para dar primeiros socorros para a população, enquanto o resgate chega ao local, principalmente em casos que precisem desobstruir vias aéreas, respiração boca a boca massagem cardíaca etc. Muito legal e louvável a iniciativa da Secretaria da Saúde e SAMU.

O que eu lamento é que neste mesmo período, uma semana antes dessa reportagem, eu e um grupo de pessoas nos deslocávamos da Tapera (distrito de Petrolina) vindo de um acampamento de Jovens, (Acamp Chico) durante o São João, no sábado, dia 25, ás 19 horas, nos deparamos com três moças que haviam atropelado um cachorro e caído da moto.

Por sorte, um micro ônibus passava no exato momento da queda, parou para iluminar e evitar acidente maior. Como o meu carro era o primeiro da fila do comboio que vinha, paramos para socorrer, e ao ligar para o SAMU, fui atendida por alguém que simplesmente respondeu do outro lado: "Aqui é o SAMU de Juazeiro, procure um fixo e ligue para Petrolina e desligou o telefone. Não me deixou explicar qual era a estrada, entre dois povoados, Tapera e Caatinguinha, muito escuro, não tem telefone fixo no mato. Tive que rapidamente buscar em mente o nome de alguém que morasse em Petrolina para eu que precisava subir em um morro de areia para obter área telefônica, me comunicar e só assim receber comunicação do Corpo de Bombeiros de Petrolina que retornou para o meu celular para poder encaminhar as providências.

Eu acredito que se há compromisso com o cuidar da vida, a moça que me atendeu em Juazeiro, poderia muito bem se comunicar com Petrolina, seria mais fácil, mais rápido, pois para salvar pessoas não DEVEM EXISTIR FRONTEIRAS GEOGRÁFICAS. (Obs: Em Caatinguinha e Tapera a operadora Oi funciona com o código de área 74 pela proximidade com as torres de Sobradinho). 

O outro assunto, são os quebra-molas que agora foram feitos em frente ao Atacadão. Mais ou menos um mês com as placas de quebra-molas antes de serem efetivadas as lombadas. Nós até ríamos ao passar por ali e esperar quebra-molas que denominamos de virtuais.

Só que neste final de semana resolveram torná-los reais, sem aviso, depois de um tempão. E a bagaceira não foi pequena. Quero saber quantos acidentados de motos entraram na SOTE no sábado à noite?

Sabemos que os motoqueiros são imprudentes mais não se pode contribuir para que seja pior o sofrimento que as pessoas já passam a cada final de semana, com mortes de motoqueiros, jovens e pais de família. Para completar até ontem à noite não havia pintura em cima destes quebra-molas. Cadê o cuidado com a vida. Alguém deve ser responsável por isso. 

Marilene Rangel

publicado em 12 de Julho / 2011 às 16:40

"Antes de que se afogue, vamos salvar o Saldanha Marinho"

A primeira embarcação a navegar no Rio São Francisco, no norte da Bahia, está abandonada e sendo destruída por vândalos e pela falta de manutenção. O vapor Saldanha Marinho, mais conhecido como Vaporzinho, transportava cargas e fez parte do progresso das cidades ribeirinhas da região.

Na década de 70, o vapor parou de navegar e ficou ancorado definitivamente, mas não na água, e sim em terra firme. A embarcação se transformou em monumento instalado em uma praça no centro de Juazeiro e em 2007 mudou de lugar. Foi construído o memorial do “velho chico” e, desde então, o vaporzinho está na orla nova de Juazeiro. Mas a situação atual do ponto turístico não é boa.

A embarcação centenária foi construída nos Estados Unidos e durante décadas navegou pelo Rio São Francisco, entre Pirapora, em Minas Gerais, e Juazeiro. Agora, o “vaporzinho” está completamente abandonado. As lâmpadas estão quebradas e a fiação elétrica exposta. As paredes estão pichadas e a ferrugem está corroendo a estrutura metálica. Uma parte do assoalho de metal não existe mais, colocando em risco as pessoas que visitam o vaporzinho. Quem conheceu o monumento bem conservado, se surpreende com o abandono do mais conhecido ponto turístico.

 

É com esse lema que o artista plástico Ruy Carvalho convoca a população para que no da 15 de julho, sexta-feira (feriado do aniversário de Juazeiro), todos possam comparecer munidos de balde, vassouras, panos de chão para que se restaure e higienize o Vapor Saldanha Marinho (o Vaporzinho). O símbolo da cidade está sendo mal cuidado e segundo Ruy, se todos tiverem sensibilidade e disposição, poderemos mudar o rumo da história.

publicado em 12 de Julho / 2011 às 14:40

“Boas Práticas e “Servidor Cidadão” têm inscrições prorrogadas

A pedido dos servidores, as inscrições para os prêmios “Boas Práticas” e “Servidor Cidadão” foram prorrogadas até o dia 31 de julho. As premiações variam entre R$ 1.000,00 e R$ 10.000,00, totalizando R$ 74 mil a serem entregues aos vencedores. Podem participar os servidores dos poderes Executivo, Legislativo, Judiciário, Ministério Público e Defensoria Pública.

Para disputar o prêmio “Boas Práticas”, os candidatos devem desenvolver ações que promovam ambientes de trabalho decentes, estimulem a criatividade, a produtividade, a eficiência, a economicidade e a melhoria da qualidade do serviço público. Já o Prêmio “Servidor Cidadão” é dirigido às iniciativas pessoais de interesse social e comunitário de caráter voluntário, de utilidade pública e sem fins lucrativos, no âmbito do estado da Bahia.

Os interessados podem conferir no Portal do Servidor (http://www.portaldoservidor.ba.gov.br/) orientações sobre como proceder, e acessar, ainda, as fichas de inscrição on linee os respectivos regulamentos.

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