Blog do Geraldo José - Espaço do Leitor
Vale do São Francisco - 14 de Outubro de 2019
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Redação: (74) 3613-3479

Espaço do Leitor

publicado em 15 de Julho / 2011 às 07:40

A Cidade (entre outras mil, és tu Juazeiro Bahia Brasil)

* Paulo Carvalho (SPO)

Cidade, palco de muitas coisas,
De muitos causos, de autos,
E atos e palavras atadas,
Vetadas, votadas, devotadas!

A cidade revertida, sentida,
Proibida, pedida e perdida
Em despedida, vindas e idas,
De vidas embebidas!

A cidade carnaval, astral, rural,
Plural, cultural, ambiental,
Legal, conceitual, pessoal,
Magistral, teatral e a tal!

Cidade palco, cidade cor,
De amor, dor, resplendor,
Flor, louvor, fervor, calor
De senhora e senhor!

Ah, cidade de sonho, risonho
De Maria, Pedro, José
João e Antônio, e até do véi Mané
E do roceiro Apolônio!

De palco, palanque, andaime,
Tablado, de latas, madeiras, e pontes;
Cidades dentro de cidade, arames,
Lixos e montes aos montes!

Cidade de povo velho, novo,
De cobranças e esperanças,
Que ajuda e maltrata o ambiente
Não limpa; não ama, e não sente!

Cidade com povo e sem povo,
Que às vezes nem parece gente,
Amontoados no lixo de novo
Clara sem gema fora do ovo!

E isso não parece decente
Pois governo só é governo
Com o povo, com a gente,
Senão vira desgoverno e doente!

E a saúde depende dos dois
É como a mistura de feijão e arroz
A clara e a gema em formação
Num mesmo ovo chamado nação!

A cidade é tudo isso, e mais,
A grande necessidade do homem
A guerra, a paz, o alimento, a fome,
E pro turista somente um cartaz!

A cidade do vento, do tempo,
Do passa-tempo, do pensamento.
Do momento exato, concreto,
Abstrato, tato, contato, reto e ereto!

Ah, cidade, de mulheres belas,
Em aquarelas e janelas, e telas,
Os espelhos, os retratos, sem elas,
Parecem feios, como falsas donzelas!

É minha cidade, gritante, amante,
Cantante e cortante, um diamante.
Infante como um rio imponente,
Presente gigante de gente importante!

Cidade de belas paisagens, viagens,
Passagem de pessoas em trânsito,
Cântico de anjos, falanges e mantos,
Igrejas, pecados, santos e virgens!

Na cidade o homem vence e sofre
Ao mesmo tempo, ao mesmo instante.
É um lutador, um herói constante,
Vida e morte, sua alma é sua sorte!

* jornalista e escritor www.facebook.com/saulooak

publicado em 14 de Julho / 2011 às 23:20

JUAZEIRO! HISTÓRIA E MEMÓRIA

Caro amigo Geraldo,

Mesmo consternado com a situação de múltiplas falências a qual se encontra a cidade de Juazeiro, em verso comemoro os seus 133 anos de uma rica e bela história. O lugar em que eu nasci, cresci e envelheço ainda me inspira versos, que por se só cantam sua memória.

Resplandece juazeiro em teus brindares...

Datas florão!

Nas ruas, nos lares, nos bares, em todos os lugares.

Vivas nuances

De belezas quantas

Riquezas tantas!

Cenário de expressivo folclore

Crenças e carnavais.

Plural és tua cultura

Colossal és tua história

De avivada memória.

Terra de contrastes

Cinza caatinga viva... Verdes pomares.

Rio alimento de tudo

Sede de vida

Por todo o seu sentido

Inspirador e magistral,

O velho Chico és teu postal !

Ao pôr do sol

Às belas ilhas a figurar

Na ponte a travessia

“Enquanto corria a barca”

Cantada em poesia,

“Eu ia lhe chamar!”

Juazeiro !

...Historia E Memória...

Emanoel Ferreira da Silva – “manollo ferreira”

Pedagogo – Professor – Poeta...

Piranga/Juazeiro/Bahia.

PARABÉNSSSSSS JUAZEIROOOOOOOO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Fotos Google
publicado em 14 de Julho / 2011 às 12:40

OS 21 ANOS DO ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE E AS DEFICIÊNCIAS EM JUAZEIRO

Ontem (13), o Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA completou 21 anos. Ele instituiu e estabeleceu o funcionamento dos Conselhos Tutelares, órgãos autônomos que têm o objetivo de garantir que crianças e adolescentes tenham acesso a seus direitos e garantias. Os Conselhos já se encontram em 92% dos municípios brasileiros. Um avanço na garantia do cumprimento dos direitos da criança e do adolescente. Em Juazeiro o Conselho atua com uma série de obstáculos. “Temos apenas três conselheiros atuando e não temos estrutura adequada para atuar em todo o município,”, enfatiza Rosana Maria Oliveira Presidente do Conselho Tutelar de Juazeiro.

A situação em outros municípios baianos não é muito diferente. “Não existe treinamento e capacitação muitos conselheiros não conhecem o estatuto e em muitas locais falta telefone, sede própria” relata Jean Lucas Guidetti membro do CECA, Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente  - CECA. Órgão deliberativo, formulador e controlador das políticas públicas estaduais, voltadas para o atendimento à criança ao adolescente, observar as diretrizes do Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA.

Em Juazeiro o CMDCA – Conselho Municipal dos Direitos da Criança e Adolescente carece de equipe técnica como secretário e motorista. “As atividades são comprometidas pela falta de suporte financeiro e humano”, enfatiza Antonio Marcos Evangelista membro do CMDCA de Juazeiro. È função do órgão  fiscalizar o cumprimento dos pré-requisitos exigidos pelo ECA para admissão dos Conselheiros Tutelares, como a idoneidade moral e residência no município, podendo suspender ou mesmo demitir o conselheiro. O CMDCA també acompanha as politicas públicas municipais voltadas para crianças e adolescentes.

A ONU define o ECA como a melhor legislação brasileira. Contudo o Estatuto que é motivo de elogio em todo o mundo devido as suas inovações e o seu vanguardismo tem muitos dos seus principais artigos descumpridos pela sucessão de barreiras financeiras e organizacionais. Comprometendo a fundamental articulação entre as esferas de poder Municipal, Estadual e Federal para o funcionamento eficiente dos diversos órgãos que atuam em prol das crianças e adolescentes chegando a interferir decisivamente na atividade de base desenvolvida pelos Conselheiros Tutelares, isto é, envolver a família e a escola na defesa dos direitos de seus estudantes e filhos.

Fonte: IDESAB - Instituto de Desenvolvimento Social e Ambiental
publicado em 14 de Julho / 2011 às 10:30

O AMOR POR UMA CIDADE

Aquela em que se nasceu ou em que se criou, o amor pela terra natal é algo muito mais complexo, simples, completo, terno. Na política há aqueles que se elegem para trabalhar por sua cidade, ir em busca de investimentos por não dispor de verbas do município e os que são os inventores dos falsos amores oficiais que imperam comumente impondo uma resposta com o discurso do ódio a qualquer manifestação da administração municipal a seus munícipes, os oposicionistas   que demonstram o falso amor oficial e que não aceitam de hipótese alguma a maneira de como o Prefeito está trabalhando e tentando colocar a cidade nos eixos, sabemos de como é difícil.

Falo de uma cidade, mas poderia falar de um país. Falo de Juazeiro, mas poderia falar de qualquer outra cidade. Acontece que aqui existe uma tendência aos extremos no que se refere a ela, os que a idolatram, e querem a tornar digna e aos que querem a qualquer custo denegrir e ofuscar a imagem do prefeito e os que odeiam com ódio oficial.

Os que a odeiam com o ódio oficial, que também a tudo obscurece, tendem a rechaçar e desdenhar aqueles que a idolatram. Os que a amam, a cidade, quando apontam algo mimoso, são rechaçados e desdenhados pelos opositores. Fogo cruzado. Isso é desnecessário. Vamos dar as mãos, e salvar Juazeiro. Ainda é tempo. 

A oposição enfim é a falsa afeição pela terra natal e que, não sabe se justificar de outro modo. A visão oposicionista não aceita a terra natal tal como ela está, em sua limitação e suas impurezas reais, mas exige seu referendo a partir de um ideal passado ou futuro que extirpe dela o que não se ajusta ao plano preconcebido. O oposicionista não vê nem ama o que há, mas calcula o que sobra ou o que falta.

Falo de amor, mas poderia falar de qualquer outro sentimento nobre.

Sandra Regina

Foto Google
publicado em 14 de Julho / 2011 às 09:40

JUAZEIRO: "AINDA ONTEM ERA HOJE" (Maurício Dias)

Em tempo de comemoração dos 133 anos de elevação à categoria de cidade, o cantor e compositor Maurício Dias (Mauriçola), resolveu prestar a seguinte homenagem a Juazeiro.

publicado em 13 de Julho / 2011 às 13:30

ESPAÇO DO LEITOR: "O PREFEITO QUE JUAZEIRO PRECISA"

A disputa para as próximas eleições em Juazeiro está grande, mas precisamos, antes de eleger pessoas que já passaram pela prefeitura e não cumpriram seu papel de prefeito eleito pelo povo e para o povo, parar um pouco e refletir sobre quem seria a pessoa certa, para governar nossa querida cidade.

REFLITA:

O Brasil vive a fase democrática dos direitos afirmados na Constituição de 1988. A combinação da ação dos movimentos sociais com a eleição de lideranças populares para cargos de prefeitos e vereadores tem permitido, em alguns municípios, a formulação de políticas e formas de gestão pública orientadas para a redução das desigualdades sociais, o combate à pobreza e a inclusão de setores sociais marginalizados. É a chamada “política de inversão de prioridades”.

Para a imensa maioria dos prefeitos, este é um mundo desconhecido. E os poucos que conhecem tais avanços nas políticas públicas sabem como implementar estas iniciativas.

Assim, um prefeito será reconhecido como “Bom Prefeito” quando demonstrar:

1)Fidelidade ao Povo, expressa pelo cumprimento do Programa de Governo, obras e ações que prometeu durante a campanha.  O processo eleitoral deve explicitar o Programa de Governo (que deve existir) e não ser fundamentado em recompensas individuais e cabresteamento de votos;

2) Experiência Administrativa,traduzida por conhecimento dos assuntos contemporâneos da cidade, equilíbrio no enfrentamento de conflitos e crises, postura de diálogo aliada à capacidade de decisão no tempo oportuno, paciência e disponibilidade para ouvir a população e os vereadores, tolerância quanto à diversidade de estilo das pessoas com quem trabalha e costume de trabalhar com planejamento e em equipe;

3) Liderança Política,através do entendimento com as organizações comunitárias, buscando seu apoio, consultando-os e ouvindo-os para conhecer suas aspirações e suas necessidades e integrá-los no processo decisório municipal. Abdicar da prática de nomear apaniguados para compor os Conselhos Municipais;

4) Austeridade Político-Administrativa, não refutando as críticas, aceitando-as como saudáveis à democracia, inclusive solicitando auditoria em todos os atos da administração. Não realizar concurso público com “cartas marcadas”, reduzir os cargos comissionados, não ceder a cabos eleitorais mal preparados dando emprego para cupinchas, desrespeitando o funcionalismo municipal. Governar é, sobretudo, dizer não para quem pede dentadura, para quem pede saco de cimento, tijolo, dizer não, enfim, para a demagogia. Excluir o nepotismo que vem a ser o favoritismo ou proteção a parentes ou amigos próximos, o tal do compadrio, o afilhadismo;

5) Preocupação com o Social, constituindo uma excelente Secretaria de Ação Social, sempre atenta as reais necessidades de quem dela precisa, com pessoal concursado, treinado e respeitado. Afinal, um governo deve ser do povo para povo, especialmente para quem tem o desespero como último refúgio;

6)Competência na arrecadação e uso de recursos – Prestação de contas. A prestação de contas da Administração é princípio constitucional (art. 31, §§1o, 2o e 3o da Constituição), cuja violação pode acarretar a intervenção estadual no Município (art. 35, II). Prestar contas na forma estabelecida na Lei Orgânica do Município, na Constituição e na legislação específica em cumprimento dos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência no art. 37 e 165 da Constituição Federal. Realizar licitações sadias, não ser desonesto e achar que ninguém vai ficar sabendo dos trambiques, não fazer acertos em detrimento do Município. Não realizar ou dar seqüência a contratos milionários que são contestados judicialmente, pelo Tribunal de Contas, ou pela população quando esclarecida, a fim de poupar que o patrimônio do Município transferido para particulares. Separação completa entre os recursos públicos e os interesses da família, dos amigos, de empresas e do partido a que pertence. Cumprir e fazer cumprir Leis é dever fundamental de um prefeito.

Ao mesmo tempo deve estar à altura dos novos desafios criados com um ritmo de crescimento prolongado, de geração de empregos, de explosão do consumo com redução da pobreza, adotando, se necessário, políticas emergenciais, mas dando preferência sempre para os Programas de Governo Estruturantes. Na geração de recursos, é de fundamental importância que se elabore um bom Orçamento Municipal, vinculado ao Orçamento Estadual e Federal, buscando-se inclusive o desenvolvimento a nível Regional e livrando-se das emendas parlamentares, que mais prendem do que libertam, pois muitas vezes atrelam a políticos inescrupulosos e simplesmente eleitoreiros.

7) No trato com adversários Políticos,excluir qualquer ato ou atitude que lembre alguma coisa como vingança ou perseguição política. O prefeito que persegue, maltrata, promove patrulhamento político-ideologico àqueles que têm pensamentos divergentes dos seus, não pode ser considerado “BOM”, muito menos “PREFEITO”. A liberdade de expressão há de ser respeitada, até por uma questão de educação (conhecimento utilizado com sabedoria). Esconder os bons Programas de Governos e suas obras, ou mesmo rejeitá-las, apenas por desavença política (certamente infundada), é atitude mesquinha, que não mais cabe no cenário democrático e cidadão em que estão aprendendo a viver os brasileiros. Adversário não é inimigo e o confronte de idéias aliado ao debate sobre as divergências é principio básico da democracia. O prefeito que tiver sua capacidade de articulação política reconhecida, em especial com aqueles que não comungam dos mesmos princípios ideológicos, merecerá, aí sim, ser considerado um “BOM PREFEITO”.

"O texto "O QUE ESPERAR DE UM BOM PREFEITO" foi retirado da publicação mensal do “Le Monde Diplomatique Brasil”, edição nº 11 de junho de 2008"

Desses que já passaram pela prefeitura, você acha que se enquadram nos itens acima? Não!!!

Vamos repetir o erro?

Dos candidatos até agora citados neste blog, somente Dr. Márcio Jandir teria possibilidades de ser um prefeito como Juazeiro merece.

Célia Souza Lima

publicado em 13 de Julho / 2011 às 10:30

A MIOPIA DO ASSESSOR

Amigo Geraldo, 

Muitas vezes gostaria que minha alma fosse menos emocional, todavia nao me contenho, sou Juazeiro.

Li e admirei o conteúdo das reflexões exibidas a tinta e papel pelo ilustre Coronel Geraldo, aliás o mesmo Coronel que com a experiência de um militar, a astúcia de um jornalista e a visão de um bacharel em direito, enxergou em 2008 que Juazeiro precisava embarcar no conto da mudança, mesmo que fosse uma mudança enfeitada pelos marqueteiros de plantão, que estranhamente, são tomados por uma miopia de conveniência e perniciosa para juazeiro.

Agora exausto de esperar na plataforma da estação pelo trem do progresso que insiste em não chegar, desabafou e chorou seu pranto junto com outros 200 mil Juazeirenses que não suportam mais tanto desprezo e desencanto.

A presidente Dilma vem a Juazeiro inaugurar 2.500 casas populares do programa federal "Minha Casa Minha Vida. Ponto.

Parabéns ao programa do governo federal que tem implantado em todas as cidades do país programas habitacionais deste padrão.

Lamentável que em uma cidade que completa 133 anos, tenhamos que conviver com comércios tradicionais da cidade fechando por conta da ausência de infrainstrutura, famílias sendo tragadas pela multidão de muriçocas, lama, escuridão,perseguição, morte das festas populares, assassinato da cultura, contas rejeitadas e a miopia dos prepostos da prefeitura que teimam em ver uma cidade que não existe, aliás existe na imaginação deles e do prefeito.

Parabens Cel. Geraldo por ser mais um do exército de indignados que povoa as ruas desta cidade e que enxerga mais e melhor que muitos dos que aplaudem, por obrigação, o caos que a mudança transformou esta cidade.

Parabéns a nossa cidade por mais um ano de resistência e esperança por dias melhores, parabéns ao povo de Juazeiro, pela visão aguçada e inteligente do que serve e do que não serve para nossa cidade, e que esta visão e a inteligência do nosso povo sejam os escudos contra a perversidade dos maus que assaltaram a confiança do povo e mataram suas esperanças.

Parabéns Juazeiro e até 2012. 

MARLA CONCEIÇAO - CASTELO BRANCO

publicado em 12 de Julho / 2011 às 22:40

O JOÃO PAULO II TAMBÉM É CULTURA

Prezado Geraldo,

Aqui nesta mini cidade chamada João Paulo II, temos uma Banda de Pop Rock que começa a cair no gosto popular conhecida como a “Sonora”. Segue um pouco da história dessa excelente banda e gostaria que se possível fosse postada no seu blog.

Em breve estarei te encaminhado um CD.

Murilo Ricardo

Historia da Sonora

A Sonora é uma banda de Pop Rock inspirada nas bandas dos anos 80 e 90, que trabalha também com composições próprias. A banda é nascida no bairro João Paulo II Juazeiro - BA, composta por cinco integrantes: Gilvan Dias (Guitarra e Back Vocal), Nildo Souza (Violão e Vocal), Leo silva (Bateria) e Gildásio Ferreira (Teclado) e Contra Baixo. A banda começou a se formar em 2006 passando por muitas mudanças de músicos, até chegar a atual formação.

Também já mudou de nome algumas vezes, tocou algum tempo no Armazém Café, fez a abertura do Festival Edésio Santos em 2009, e se apresentou em várias festas particulares. No inicio de 2010 gravou um CD com músicas couver e em dezembro do mesmo ano gravou seu primeiro álbum "O início" com canções autorais (composições próprias) que está sendo divulgado agora.

O Show da Sonora é composto por 80% de músicas de outros artistas e 20% de músicas próprias. Entre as bandas de sucesso executadas pela Sonora, estão: Jota Quest, Paralamas do Sucesso, Lsjack, legião Urbana, RPM, e uma pequena doze de musicas em Inglês. O objetivo da banda é sair do anonimato e ganhar espaço no mercado musical de Juazeiro, Petrolina e cidades vizinhas. 

Contatos: 74-8817-3964 - Site:  http://bandsonora.blogspot.com

publicado em 12 de Julho / 2011 às 20:30

ESPAÇO DO LEITOR: "CUIDADO COM A VIDA‏!"

Geraldo,

Vou falar de dois assuntos distintos acontecidos nos últimos dias, porém tem um fio em comum: "O cuidado com a vida".

Achei muito legal uma reportagem que assisti pela TV São Francisco há algumas semanas em que o entrevistado falava de uma preocupação da equipe da SAMU de preparar pessoas comuns para dar primeiros socorros para a população, enquanto o resgate chega ao local, principalmente em casos que precisem desobstruir vias aéreas, respiração boca a boca massagem cardíaca etc. Muito legal e louvável a iniciativa da Secretaria da Saúde e SAMU.

O que eu lamento é que neste mesmo período, uma semana antes dessa reportagem, eu e um grupo de pessoas nos deslocávamos da Tapera (distrito de Petrolina) vindo de um acampamento de Jovens, (Acamp Chico) durante o São João, no sábado, dia 25, ás 19 horas, nos deparamos com três moças que haviam atropelado um cachorro e caído da moto.

Por sorte, um micro ônibus passava no exato momento da queda, parou para iluminar e evitar acidente maior. Como o meu carro era o primeiro da fila do comboio que vinha, paramos para socorrer, e ao ligar para o SAMU, fui atendida por alguém que simplesmente respondeu do outro lado: "Aqui é o SAMU de Juazeiro, procure um fixo e ligue para Petrolina e desligou o telefone. Não me deixou explicar qual era a estrada, entre dois povoados, Tapera e Caatinguinha, muito escuro, não tem telefone fixo no mato. Tive que rapidamente buscar em mente o nome de alguém que morasse em Petrolina para eu que precisava subir em um morro de areia para obter área telefônica, me comunicar e só assim receber comunicação do Corpo de Bombeiros de Petrolina que retornou para o meu celular para poder encaminhar as providências.

Eu acredito que se há compromisso com o cuidar da vida, a moça que me atendeu em Juazeiro, poderia muito bem se comunicar com Petrolina, seria mais fácil, mais rápido, pois para salvar pessoas não DEVEM EXISTIR FRONTEIRAS GEOGRÁFICAS. (Obs: Em Caatinguinha e Tapera a operadora Oi funciona com o código de área 74 pela proximidade com as torres de Sobradinho). 

O outro assunto, são os quebra-molas que agora foram feitos em frente ao Atacadão. Mais ou menos um mês com as placas de quebra-molas antes de serem efetivadas as lombadas. Nós até ríamos ao passar por ali e esperar quebra-molas que denominamos de virtuais.

Só que neste final de semana resolveram torná-los reais, sem aviso, depois de um tempão. E a bagaceira não foi pequena. Quero saber quantos acidentados de motos entraram na SOTE no sábado à noite?

Sabemos que os motoqueiros são imprudentes mais não se pode contribuir para que seja pior o sofrimento que as pessoas já passam a cada final de semana, com mortes de motoqueiros, jovens e pais de família. Para completar até ontem à noite não havia pintura em cima destes quebra-molas. Cadê o cuidado com a vida. Alguém deve ser responsável por isso. 

Marilene Rangel

publicado em 12 de Julho / 2011 às 16:40

"Antes de que se afogue, vamos salvar o Saldanha Marinho"

A primeira embarcação a navegar no Rio São Francisco, no norte da Bahia, está abandonada e sendo destruída por vândalos e pela falta de manutenção. O vapor Saldanha Marinho, mais conhecido como Vaporzinho, transportava cargas e fez parte do progresso das cidades ribeirinhas da região.

Na década de 70, o vapor parou de navegar e ficou ancorado definitivamente, mas não na água, e sim em terra firme. A embarcação se transformou em monumento instalado em uma praça no centro de Juazeiro e em 2007 mudou de lugar. Foi construído o memorial do “velho chico” e, desde então, o vaporzinho está na orla nova de Juazeiro. Mas a situação atual do ponto turístico não é boa.

A embarcação centenária foi construída nos Estados Unidos e durante décadas navegou pelo Rio São Francisco, entre Pirapora, em Minas Gerais, e Juazeiro. Agora, o “vaporzinho” está completamente abandonado. As lâmpadas estão quebradas e a fiação elétrica exposta. As paredes estão pichadas e a ferrugem está corroendo a estrutura metálica. Uma parte do assoalho de metal não existe mais, colocando em risco as pessoas que visitam o vaporzinho. Quem conheceu o monumento bem conservado, se surpreende com o abandono do mais conhecido ponto turístico.

 

É com esse lema que o artista plástico Ruy Carvalho convoca a população para que no da 15 de julho, sexta-feira (feriado do aniversário de Juazeiro), todos possam comparecer munidos de balde, vassouras, panos de chão para que se restaure e higienize o Vapor Saldanha Marinho (o Vaporzinho). O símbolo da cidade está sendo mal cuidado e segundo Ruy, se todos tiverem sensibilidade e disposição, poderemos mudar o rumo da história.

publicado em 12 de Julho / 2011 às 14:40

“Boas Práticas e “Servidor Cidadão” têm inscrições prorrogadas

A pedido dos servidores, as inscrições para os prêmios “Boas Práticas” e “Servidor Cidadão” foram prorrogadas até o dia 31 de julho. As premiações variam entre R$ 1.000,00 e R$ 10.000,00, totalizando R$ 74 mil a serem entregues aos vencedores. Podem participar os servidores dos poderes Executivo, Legislativo, Judiciário, Ministério Público e Defensoria Pública.

Para disputar o prêmio “Boas Práticas”, os candidatos devem desenvolver ações que promovam ambientes de trabalho decentes, estimulem a criatividade, a produtividade, a eficiência, a economicidade e a melhoria da qualidade do serviço público. Já o Prêmio “Servidor Cidadão” é dirigido às iniciativas pessoais de interesse social e comunitário de caráter voluntário, de utilidade pública e sem fins lucrativos, no âmbito do estado da Bahia.

Os interessados podem conferir no Portal do Servidor (http://www.portaldoservidor.ba.gov.br/) orientações sobre como proceder, e acessar, ainda, as fichas de inscrição on linee os respectivos regulamentos.

publicado em 12 de Julho / 2011 às 14:00

COMUNIDADE DO TANCREDO NEVES DENUNCIA ESTACIONAMENTO PÚBLICO OCUPADO POR CASA DE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO

Caro Geraldo,

Vi recentemente na TV São Francisco entrevista do Gerente do Código de Postura do Município falando da retirada de um bar no Alto do Cruzeiro porque pegava uma parte da calçada, nós aqui no Bairro Tancredo Neves temos é um estacionamento com aproximadamente 1.600 m2 tomado por uma casa de materiais de construção e nada fazem. Porque não tomam providências? Temem o que?

Fizemos um abaixo assinado e encaminhamos ao Ministério Público no dia 07 de Fevereiro 2011 e até hoje nenhuma providencia foi tomada. Será que vamos ver sempre a justiça funcionando apenas para os pobres que lutam pela sobrevivência e os que têm condições vão sempre deitar e rolar?  Prefeito Isaac e Ministério Publico tomem providencias, andem na cidade.

Roberval Amorim

publicado em 12 de Julho / 2011 às 10:30

LEITOR EMITE PONTO DE VISTA SOBRE AS FILAS NOS CARTÓRIOS DE JUAZEIRO

O blog recebeu email de um leitor sobre matéria veiculada em uma emissora de TV abordando as longas filas nos cartórios de Juazeiro. Confira:                                   

Com relação a mais um capítulo das filas nos cartórios em reportagem de uma TV local exibida recentemente, gostaria de fazer a seguinte reflexão: A maioria sabe que o problema é estrutural, ou seja, falta de pessoal e estrutura física que contribuem para as longas filas.

Apenas quero lamentar que na reportagem, a TV omitiu ou não teve a coragem de informar que um dos fatores que mais contribui para essa situação é o fato dos serviços prestados em Petrolina (privatizados) custarem muito mais caros e por este motivo, muitas pessoas vem da vizinha cidade usar os serviços dos cartórios aqui em Juazeiro.

Para que as pessoas tenham uma idéia do que ocorre; muitos que tem filhos em Petrolina deixam passar os 15 dias e pagam uma multa no sentido de registrar em Juazeiro, pois quando for precisar tirar uma segunda via não terá que pagar o valor de R$ 35,00 reais que um cartório particular cobra pelo serviço, mas sim um valor de menos de 5 reais em nossa cidade.

Outra coisa que sobrecarrega os trabalhos nos cartórios e que ninguém tem a coragem de falar, é que apesar de Petrolina ser elogiada pelos serviços prestados em todos os setores, o fato é que muitas pessoas da vizinha cidade vem tirar a sua carteira de motorista aqui em Juazeiro, e para isso a pessoa precisa arrumar uma declaração de que reside aqui, esta declaração tem que ter firma reconhecida o que acarreta ainda mais pessoas nos cartórios para fazer o reconhecimento do citado documento.

Quando as construtoras (de Petrolina) que participam de licitações, todos os documentos têm que ser autenticados. Então eu pergunto, qual o cartório que as empresas vão procurar para autenticar 500 folhas? O de Petrolina cuja autenticação custa R$ 2,90 ou o de Juazeiro que custa R$ 1,30?

Outra coisa que é preciso ser dita e que é uma falácia é afirmar que a maioria das pessoas fica mais de 3 horas para autenticar um só documento. Pelo contrário, são poucas, na verdade mais de 80% dos usuários passa uma hora, duas horas, mas com vários documentos para ser feito o serviço. Quantas pessoas no intuito de passar na frente de outras pessoas alegam que estão operadas, outras que vão perder o avião, e outras que alegam que estão doentes e não podem esperar.

 Neste mês estamos no processo de transição do manual para informatização o que de fato, neste período de adaptação, causa transtorno no atendimento pelo o fato de que além dos serviços rotineiros as pessoas têm que se cadastrar no sistema informatizado, mas as pessoas não entendem e começam com as críticas que já conhecemos. No mais, digo, os cartórios podem informatizar, colocar mais pessoal, mas enquanto continuarem as disparidades das taxas entre as duas cidades, não vejo solução em curto prazo. Aproveitando a oportunidade gostaria de relatar um fato que aconteceu comigo com relação à demora nas filas: Pago um plano de saúde para minha filha. Marquei uma consulta e o médico indicou uma ultrassonografia com a recomendação da funcionária de que teria que chegar bem cedo. Pois bem, ao chegar ao hospital particular bem cedo, (6 horas) já se encontravam várias pessoas na frente e ela foi atendida às 11 e 30 hs para fazer um simples ultrassonografia que foi prometida logo após, mas que só recebi no outro dia. Em nenhum momento eu vi as pessoas falando e criticando o atendimento, pelo contrário, todos quietinhos e aguardando a sua vez.

Para encerrar e analisando as reportagens da TV, dá a impressão que o único setor público que tem longas filas em Juazeiro é nos cartórios. Banco do Brasil, Caixa Econômica, DETRAN, INSS e outros tantos mais, (todos informatizados), os usuários são atendidos num passe de mágica?

Atenciosamente,

Feliciano do Santos - Rua princesa Izabel 458 - bairro Santo Antonio - Juazeiro- Bahia

Fotos de aqruivo do blog
publicado em 11 de Julho / 2011 às 10:30

TERREMOTO NO “PSEUDO GOVERNO DA MUDANÇA”

Já se iniciou o abalo sísmico, lúrido e tenebroso nas hostes municipais. A erupção é horrível e o epicentro, o maior na escala Richter, chama-se Dr. Márcio Jandir Silva Soares, tendo sido ele o eixo central e principal articulador do “Governo da Mudança”, candidato pelo PC do B.

Sua consciência de liberdade rompeu a muralha egoísta do Poder Municipal, noticiando aos quatro ventos sua pretensão em se candidatar a Prefeito de Juazeiro. A rebelião democrática tem computado apoio interno e externo. Porém, acredita-se para evitar maior impacto que o prefeiturável irá agasalhar-se em outra sigla partidária menos desgastada.

O irmão do dissidente, que era funcionário da Prefeitura, foi penalizado com a dispensa do cargo, o que pode gerar complicações, caso haja algum impropério contra o mesmo. Não acredito que se atrevam a tal ponto, visto que Dr. Márcio poderá abrir a caixa de segredos e a implosão causará vexames desastrosos, por não serem de uma boa fragrância.

Sabe-se que o prefeiturável, Dr. Márcio, não concorda com certos descasos ocorridos nesse governo, que se afasta do povo. Inerte, sem ação que não cansa de lamentar as gestões anteriores. Diz o bom adágio, “aquilo que não presta, se descarta e se pretende a permanecer conviver com o inservível é diabólico!”

Talvez o dissidente queira redimir-se do “mea maxima culpa”, mostrando que não concorda com o costumeiro contrassenso, descalabros, ruínas e desditas que deslustram a cidade de Juazeiro. Governo visionário, onírico, sem um rumo merecedor de crédito e que zomba do sentimento da comuna!

A verdade do caos está na rua! Será que se tem de recorrer ao filósofo grego, escritor, Diógenes Laércio, para acender uma vela em pleno dia à procura da verdade e, por metáfora, a gestoria.

Será que padecemos de estrabismo? Será que temos os olhos desviados em relação à posição normal? Será que estamos abobalhados nos truques, ilusionismo? Creio que sim! Porque trazer a Presidenta da República, justamente no dia do aniversário da cidade, para inaugurar o vazio é realmente uma alucinação. Inaugurar uma ponte batizada de “Picolé” é de fato deleitar-se no sadismo! Como a nossa Presidenta é gaúcha, mulher guerreira, talvez lhe esteja reservada uma surpresa para assistir a um rodeio e montar a cavalo especial, alazão de uma pelagem verde e amarelo.

Geraldo Dias de Andrade é Cel. PM/RR – Bel. em Direito – Membro da Academia Juazeirense de Letras – Escritor – Cronista – Membro da ABI/Seccional Norte

publicado em 11 de Julho / 2011 às 08:10

LEITOR DIZ QUE SOBRADINHO TEM UMA DAS PIORES CÂMARAS DE VEREADORES DA BAHIA

Qual é o verdadeiro papel de um vereador? Cabe ao vereador, mostrar os problemas da comunidade e buscar providências junto aos órgãos competentes. Mas não é só isso. Cabe-lhe também a função de fiscalizar as contas do Poder Executivo Municipal e do próprio Legislativo.

Um dos pré-requisitos básicos da democracia é a existência de um Poder Legislativo forte e realmente independente. Sem isso, a democracia é deficiente, capenga. No Brasil, apesar das leis falarem claramente em “poderes independentes e harmônicos entre si”, ainda falta muito para que isso vire realidade, em Sobradinho nem se fala.

Lamentavelmente, as contradições começam quando temos parlamentares, em sua maioria, subservientes e fiéis aos interesses políticos e econômicos do Executivo. Em especial nas Câmaras Municipais, é vergonhoso. 

Prefeitos detêm a maioria dos vereadores os quais mantêm com um “empreguinho” para a esposa, irmãos, cunhados, um benefício aqui, outro ali... e assim, o edil fica cada vez mais distante do verdadeiro papel do vereador, passando a ser apenas mais um encabrestado, boneco de marionete, esquecendo assim o município e o povo que o elegeu.

Cabe ao vereador expor os problemas da comunidade e buscar providências junto aos órgãos competentes. Mas não é só isso. Cabe-lhe também a função de FISCALIZAR AS CONTAS DO PODER EXECUTIVO MUNICIPAL, os ATOS DO PREFEITO, denunciando o que estiver ilegal ou imoral à população e aos ÓRGÃOS COMPETENTES, Ministério Publico, TCM, etc... Portanto, o vereador é o fiscal do dinheiro público.

E aqui fica a pergunta: será que o vereador que presta apoio político incondicional ao Prefeito em troca de “benefícios” pessoais, exercerá livremente a função de fiscalizá-lo? Não. E é isso que acontece em Sobradinho. Isso precisa ser mudado. Vereador deve ser independente, atuante, polêmico, e deve sempre ter a coragem de concordar com o que considerar certo e discordar do que considerar que esteja errado. Deve agir com conhecimento e desarmado de ódios ou rancores.

Nós eleitores, somos vítima maior desses Vereadores, por falta de educação política e sem o conhecimento de seu verdadeiro papel, obrigam-se ao cabresto do Prefeito. 
Precisamos de vereadores atuantes, dispostos a romperem com os costumes persistentes de subserviência e vício. O vereador deve agir sem apego a benefícios pecuniários. Ele deve usar, com disposição, a prerrogativa de denunciar possíveis fraudes envolvendo dinheiro público.

Sobradinho tem uma das piores Câmaras por que não usam seu Poder para fiscalizar o prefeito, motivos para exercerem seu papel não os faltam, vejam: As contas da EMSAE (Empresa Municipal de Água e Esgoto) foram rejeitadas pelo o TCM, o que os Vereadores fizeram? 

O prefeito reajustou a tarifa de água e esgoto do município por duas vezes sem que fosse votado na Câmara e o que foi feito? 

A prefeitura tem uma receita de mais de R$ 2,3 milhões de reais mensais e nada foi construído na cidade com recursos próprios, veadores para onde estão indo estes recursos? São perguntas que os vereadores não respondem por que os laços com o Poder Executivo os impedem de falar e agir.

Vereadores seus salários são pagos pelo o povo, portanto, nós somos seus patrões e saibam que os lucros individuais que supostamente vocês obtêm durante os quatro anos, nós eleitores é quem iremos decidir se vão continuar ou não na próxima legislatura, lembre-se disso. 

Saudação especial ao vereador: Júnior Araújo Tolentino. 

Alexandro Nunes Lima - Eleitor

publicado em 11 de Julho / 2011 às 07:40

LEITOR COMEMORA INÍCIO DAS OBRAS DO JUÁ SHOPPING

Apaixonado por Juazeiro e por esta razão fiel torcedor pelo seu desenvolvimento e crescimento, o leitor Harisson Feeling está sempre atento aos fatos que engrandecem a cidade. Em email ao blog ele comemora a movimentação inicial que sinaliza a construção do Juá Shopping em Juazeiro. Confira o email:

Caro Geraldo,

É com imensa satisfação que lhe envio as fotos iniciais da construção do maior empreendimento comercial do Sertão brasileiro. Já estão sendo colocados os tapumes no terreno do Juá Shopping. Tal fato comprova que de fato o centro comercial é uma realidade e vai ser erguido em nossa querida e progressista cidade. Cabe agora esperar os detalhes da obra que serão disponibilizados ainda este mês. Parabéns a todos os juazeirenses por conquistarem essa grande e bela aquisição que já se traduz como um divisor de águas da história local e trará mais construções imobiliárias e comerciais para nossa Zona Sul de Juazeiro.

Harisson Feeling

publicado em 09 de Julho / 2011 às 23:00

Quem prestará contas ao meu coração?

Vivo em momento de tormentos, vivo um tempo de crimes, vivo entre as feras que devoram a honra dos homens.

Não pedirei licença a orda dos meus algozes para soltar o grito preso na minha garganta, pela esperança, pelos sonhos, pelo futuro; pela caminhada do meu povo contra as muralhas do poder.

Como a planta que rasga a terra, levanto o meu grito forjado pela honra de Durval Barbosa; corpo ferido pela mentira vil sangrando nas ruas de Juazeiro.

Solto o meu brado de águia da verve de Agostinho Muniz e pela lucidez de Alberto Mariano, chama que continua acesa na memória do meu povo.

E canto pela boca do poeta Utanor Biquiba Guarany, tantos anos depois do silêncio, pela garganta emudecida de Saul Rosa, eterna força presente, pela honra do professor Raimundo Medrado Primo; saber jorrando na história, pelos presos de 64, coragem infinda.

Amor e coração, pelo peito destroçado da minha juventude que tem o futuro da terra em suas mãos, pelo amor e dedicação de Maria Isabel Figueiredo cultura viva, culto e devoção!

Pelo meu povo de Juazeiro, meus irmãos.

E me faço voz de todas as vozes caladas, grito de todos os gritos, amordaçados, sonho de todos os sonhos não realizados contra poder hipócrita dos verdugos do meu povo.

O poder e a impunibilidade ficam à sombra dos muros, da subserviência velada dos incompetentes…E desdenha.

E a esperança aflita, vagueia cega e surda em promessas infinitas.

Quem responderá pelo futuro dos meus filhos?

Pelo desespero dos excluídos até a morte?

Estão assassinando a esperança da minha terra!…

E quem prestará contas ao meu coração?

Pelos sonhos perdidos e pelos crimes contra a vida.

E esses canalhas se absolvem dos seus crimes e os nossos corações sangram impotentes.

Das águas do rio! Do meio do povo! Da terra sofrida! Das ruas feridas! Surgirão seus julgadores.

Lucien Paulo

publicado em 07 de Julho / 2011 às 23:20

Vasos quebrados para o Ministro da Integração (Dez anos do Comitê de Bacia do São Francisco)

Roberto Malvezzi (Gogó)

Quando um grupo de mulheres atravessou a plenária com vasos de água e flores, postou-se diante da mesa da plenária do Comitê de Bacia do São Francisco, diante dos olhos interrogantes da mesa e do ministro Fernando Coelho, toda a platéia acompanhava a bela cena com olhos atentos.

Quando jogaram os vasos no chão, derramando lama sobre os tapetes do auditório do SENAI em Petrolina, nessa manhã do dia sete de Julho, a mesa ficou perplexa.

Então, tomando o microfone, a representante das comunidades do rio Salitre, um afluente do São Francisco em agonia, em outras palavras disse: “estamos aqui, nesses dez anos de Comitê da Bacia, para dizer que estamos passando sede e estamos com falta de energia. Por várias vezes tivemos que derrubar os postes para cancelar o acesso das bombas à água. Agora derrubamos mais cinco. Acabaram com nosso rio, fizeram o projeto de irrigação, mas não temos acesso à água. Sem energia não temos eletrodomésticos, nossas escolas não funcionam, as vacinas do posto de saúde se estragaram, nossas casas estão às escuras. Essa é a realidade triste do Salitre, um rio acabado. Queremos água, queremos que nossos direitos sejam respeitados”.

O grupo voltou a sair em ordem, sob o olhar patético da mesa. Houve um longo silêncio, o clima de triunfalismo dos dez anos não tinha mais concerto. Depois de uns dez minutos em silêncio, então a cerimônia foi retomada.

O discurso do presidente do Comitê foi honesto. Há um futuro pela frente, com metas de pôr água para todos em dez anos, de sanear todo o rio em vinte anos. Falou na revitalização hidroambiental do rio, para isso é necessário um bilhão de reais por ano, por vinte anos.

O antigo presidente do Comitê, José Carvalho, retomou o protesto dos salitreiros, disse que sabe haver muitos desafios, mas que é preciso avançar. Disse que obras como a Transposição, a história julgará.

O Comitê não é o que diz de si mesmo, mas tem contribuído nesse debate do rio, dos rios, posicionou-se contra a Transposição e, publicamente, posicionou-se contra a energia nuclear no São Francisco.

A história nos julgará, embora contada pelos vencedores, sempre haverá um grupo de mulheres ou os cocares dos Truká para dizer que a história verdadeira tem rostos que história oficial teima em não enxergar.

publicado em 06 de Julho / 2011 às 23:20

O AMOR DE JOAQUIM

Oi Geraldo José,

Envio ao prestigiado Blog esse texto um pouco ao largo dos anteriores. Nem por isso menos intrigante, sério, anárquico, analítico, só que do ponto de vista acima do político e cientifico: a filosofia do amor, do viver, da fé e da morte.

Este conto inédito faz parte do meu livro ENQUANTO A NOITE MORDIA O DIA... A ser lançado no mega evento DELÍCIA DE ABACAXI, o que acontecerá em breve.

Se vale tudo por amor, o suicídio por amor, é, então, sublime. Joaquim teve razão?

Calma, leitor, não se suicide. Amigo das letras espero que continue a me ler e ao blog. Você me é importante tanto quanto o Joaquim, a Tereza, o amor.

E quem é Joaquim? Conto no conto...

                            O AMOR DE JOAQUIM

Joaquim era o grande amor de Tereza, até o dia em que a chamou de Teca...

Joaquim teimava em não existir. Bastava-o Tereza existir. Se existir é respirar, ele existia. Respirava dia e noite Tereza. Alegrar entristecer, suar, gritar, pensar, Terezar era verbo intransitivo no imperativo. E o amar. Assim, Joaquim existia. E, por assim existir, orgulhava-se muito feliz. Mais ninguém. Afinal, quem tinha Tereza?

Filosofia, não explica. Religião, não suplica. A metafísica, não justifica. Só a natureza do apreço, apego, afeição, estímulos e ingredientes a todo instante alimentavam de fé, coragem, confiança, esperança, as bases desse amor. Joaquim tinha o dom de amar e isso o obrigava ao dever de usá-lo... Desde que com Tereza.

E Tereza ouvia murmúrios sensíveis. E deliciava-se de dedos carinhosos. E voava nas ondas daquela voz em suores de paixão. Joaquim e Tereza podiam, faziam, sorriam, grunhiam, eram amores.

Tudo simples, nas calmarias que os simplórios sensos dos felizes criam. Filhos, hum, daqui a pouco. Sabe, nada que pudesse dividir todos os encantos encarnados que aureolavam os seus mundos, sonhos e fantasias.

Até sair da espreita alguma coisa.

Misterioso, sombrio, algo taciturnamente foi avizinhando-se de Tereza. E, avolumando-se, foi surgindo um mundo diferente. O mundo de Tereza virara outro.

O mundo da mesmice dos dias e dos dias. Do marasmo reinante nas horas e nas horas. Do cotidiano repetitivo, incolor, insosso, silencioso, inodoro. Da perseverança angustiante de não mais acontecerem atos inovadores inesperados. Do novo sempre por vir e não vindo, das relações obrigatórias em climas cinzas, dos semblantes tênues das palavras sussurros. O amor de Tereza escorrendo baixo a abaixo.

Joaquim chorava, resmungava, soluçava, gemia, sofria por todos os líquidos, sólidos, gases, plasmas, pensamentos, emoções, razões, que havia em si.

Joaquim sentenciou: o amor é efêmero!

O difícil de entender: logo o de Tereza? Tão infinito, inacabável, tão tão.

E Joaquim escreveu-se poeta, leu e fez poemas, Viu-se artista, criou e fez obras. Ouviu-se músico, cantou e fez melodias. Um motivo, um, que raciocinasse a razão de Tereza. Buscara, buscara, buscara.

Joaquim concluiu: Tereza deixou de amá-lo no dia em que a chamou de Teca!

E, aliviado, suicidou-se.

Otoniel Gondim – Professor, escritor e compositor

publicado em 06 de Julho / 2011 às 09:10

APÓS MUTIRÃO, MORADOR DIZ QUE O CASTELO BRANCO "ESTÁ MAIS ELEGANTE"

O leitor João Gilberto Amorim dos Santos em email ao blog fez questão de reconhecer ação da Prefeitura de Juazeiro que deixou o bairro Castelo Branco, limpo e mais agradável de viver. Confira:

Aleluia, aleluia e aleluia. Graças a Deus, Geraldo, o mutirão de limpeza, capina e pintura de meio-fio deu um toque mais elegante ao bairro. Quero agradecer ao nosso presidente José Carlos (Cacai dos Correios) pela sua luta e perseverança na peregrinação de todos os dias está lá nas secretarias tentando viabilizar toda essa obra.

Ainda falta muita coisa, a exemplo poda de árvores e alguns tapa-buraco, mas valeu a iniciativa do poder público. O Castelo Branco agradece.

 João Gilberto Amorim dos Santos, morador do bairro Castelo Branco

Fotos Ilustrativas
publicado em 05 de Julho / 2011 às 23:20

EU PENSO ASSIM...REFORMA DO ESTÁDIO

EU PENSO ASSIM...

Herbet Mouze                                                                                    

REFORMA DO ESTÁDIO 

Conversei ontem com a titular da Secretaria de Desenvolvimento Urbano – SEDUR, Célia Regina, a respeito do projeto de que visa obras no estádio Adauto Moraes. Aliás, desde o dia 21/06 que já tinha mantido contato com aquela senhora que nos adiantava naquele momento, que existiam dois projetos de reforma do estádio, uma da SUDESB e outro do Ministério dos Esportes e que ela e os engenheiros de sua pasta iriam adequar, juntar os dois e para começar a obra, precisa somente que os órgãos que tinham alocado as verbas, mais de R$ 1 milhão de reais, informassem quando estaria esse dinheiro à disposição do município.

Quanto à verba federal, não há nenhum empecilho, porém a estadual, estava dependendo de acertar uma pequena pendência burocrática.

Célia, conversou com o presidente  da Sociedade Desportiva Juazeirense, deputado Roberto Carlos, autor de uma das emendas, para interceder junto às hostes e esferas estudais para desentravar o problema, o que ela acredita que aconteça já. Da mesma forma, o deputado federal José Carlos Araújo que fez a outra emenda na esfera federal, também prometeu empenho.

No momento em que eu conversava com a secretária, ela solicitou a um engenheiro, que trouxesse o cálculo da área do piso do gramado com custos para sua total remoção.

Disse que a depender da desburocratização do processo que envolve os recursos já destinados ao serviço, no máximo até o dia 15 de novembro próximo o estádio seja entregue aos ávidos torcedores que desejam ver o JUAZEIRO e a JUAZEIRENSE jogarem em sua casa, disputando o campeonato baiano de 2012, que começa em janeiro.

Depois dessa conversa com a titular da SEDUR, junto-me a ela, para fazer um apelo aos homens de prestígio na política local, para doarem esforços no sentido de que as verbas que estão aí por perto, cheguem logo, para que não atrasem mais a tão desejada reforma do nosso estádio Adauto Moraes.

EU PENSO ASSIM, E VOCÊ?

Herbet Mouze- Radialista – Publicitário – Flamenguista – Membro Efetivo da ABI/BA.

publicado em 05 de Julho / 2011 às 20:30

PONTE NA CHINA X PONTE EM JUAZEIRO

Caro Geraldo, 

Vendo a foto postada em seu blog referente à construção de uma ponte na China, vieram a mim alguns pensamentos.

Não é preciso ir ao outro lado do mundo para constatar que os camaradas do Partido Comunista Chines, mesmo com toda sua falta de liberdade e truculência, tratam a coisa pública bem melhor que nossos amigos do Partido Comunista local.

Envio algumas fotos da Rodovia que esta sendo construída entre nossa  vizinha cidade de Uauá e Bendegó, que com certeza vai ficar pronta muito antes desta palhaçada que virou as obras da ponte em Juazeiro.

Isto demonstra a total falta de interesse de nossos políticos em cuidar do bem estar de nossa população, como também a total falta de prestígio tanto no Governo Estadual, como no Federal. Não dá para entender como uma cidade da importância que é Juazeiro no cenário estadual e até mesmo nacional chega a este ponto, mas olhando bem, dá sim para entender, são anos e anos de péssimas administrações públicas, anos e anos sem políticos que pensem a cidade e anos e anos o povo se deixando enganar por pão e circo.

Queira ou não a população tem sua parcela de culpa, e vai continuar a sofrer se não tomar as rédeas da situação, não podemos mais retroagir, temos que continuar a buscar novas soluções para nossa cidade, novos nomes e novas atitudes.

A população não pode se deixar enganar por alguns discursos de políticos retrógados, que querem voltar agora ao poder dizendo que não adiantou voltar no novo. Adiantou sim, o povo exerceu seu papel democrático e mostrou as velhas raposas que temos o poder de colocar e tirar da vida pública aqueles que não estão comprometidos com os ideais e sonhos da comunidade e com certeza nas próximas eleições o povo vai mandar mais uma vez seu recado.

Com certeza em nossa cidade existem cidadãosque são do bem, e querem junto com a população mudar a História de Juazeiro e fazer o povo de nossa querida terra voltar a ter orgulho da sua cidade, não precisamos de salvadores da pátria, não precisamos de mágicos que resolvam os problemas com uma varinha de condão, precisamos sim é de gente igual a gente que queira uma cidade organizada, limpa, com segurança, com educação a altura de nossos  filhos, assistência a saúde digna e acima de tudo respeito ao bem público que não roube nem deixe roubar.

Não estou falando em utopia, estou falando aqui no básico e no que realmente deveria ser, mas infelizmente nossos políticos só lembram destas diretrizes básicas em seus discursos eleitoreiros e quando eleitos esquecem tudo.

Tenho certeza absoluta que este meu sentimento faz parte do imaginário de boa parte de nossa população, gostaria que muito de vocês se unissem em prol de nossa Juazeiro e comecem a tornar este desejo em realidade, dialogando com seus familiares, amigos, colegas de trabalho e com certeza podemos fazer a coisa acontecer.

Abraços,

Julio Almeida

publicado em 04 de Julho / 2011 às 17:30

FESTA DO VAQUEIRO E A IMPRESSÃO DE UM TURISTA

Bom dia Geraldo,

Fui pela primeira vez conhecer a Festa do Vaqueiro em Curaçá, e fiquei com muitas impressões positivas e algumas negativas. Achei muito interessante a força da cultura local. A cidade se transforma, muita gente na rua, muita comida e bebida na maioria das casas, que vale salientar, estavam sempre de portas abertas, e os vaqueiros, uma atração à parte.

A Missa do Vaqueiro também impressiona aqueles que nunca viram a aglomeração de vaqueiros e populares em torno de um Altar. Enfim, a festa é muito bela, o curaçaense é um povo muito receptivo, mas também enxerguei algumas coisas que não vi com bons olhos.

De início, a festa que é paga, cobrava valores muito altos na minha opinião, principalmente em relação ao porte da cidade. Acho demasiado R$ 25,00 a R$ 30,00 num evento promovido pela Prefeitura, num contexto onde reina o povo humilde e de menor renda. Sem contar que dentro da festa, você ainda tem que pagar R$ 10,00 para ter direito a uma mesa, independente de sua consumação. Como se já não bastasse, cerveja cara, refrigerantes e afins caros e por conta disso, consumo reduzido (pelo menos foi o que percebi das pessoas que conheço).

Soube que o barraqueiro tinha que pagar à organização do evento, R$ 1.000,00 para garantir seu espaço na festa, e o resto vem por tabela. Já no domingo, dando uma volta na cidade, enquanto acontecia a Missa na Igreja, ao mesmo tempo acontecia uma outra aglomeração de vaqueiros, no que me disseram ser a Associação dos Vaqueiros. Nesse local, os mesmos eram ouvidos por POLÍTICOS. Então me perguntei: Por quê não, todos reunidos na MISSA para dar ainda mais força ao já tradicional movimento. Qual o motivo da divisão? Política? E a tradição?

Quanto à exploração da festa, acho que ela deve acontecer sim, mas com organização e limites. A Prefeitura local deve gerir melhor essas situação, porque do contrário, uma festa tão bonita, repleta de significados culturais, pode perder força por conta de ingerências ou intromissões políticas.

Parabéns ao curaçaense pela festa, e quanto ás autoridades responsáveis, vamos ficar mais atentos a esses detalhes, para que a festa fique mais bonita e atrativa a cada ano.

Júnior Silveira

publicado em 04 de Julho / 2011 às 11:00

JUAZEIRO: TÁ NA HORA DE MUDAR ALGUÉM SE HABILITA?

Caro Geraldo,

Cada dia que acesso as redes sociais e seu blog, sempre tem alguém ou algumas pessoas reclamando da política.

Será que querem mesmo mudar o que está aí? Ou é só "arranque". Ficar falando da boca para fora que se importa com os outros ou é só porque ainda não se deu bem em algum cargo político?

Eu já pensei e ainda penso em me candidatar a vereador para ver se consigo unir forças com a minha comunidade e ver como podemos começar a mudar as coisas nesta nossa cidade. Mas só em mencionar a frase "pretendo me candidatar" sempre terá alguém que falará: Política é uma...  Sai dessa, ou melhor, Walker você vai se candidatar, kkkkkk Você acha que terá voto? kkkkkkkkkkkk.

Você quer é se dar bem e por vai. Ninguém leva a sério, mas no dia da eleição, tá lá, votando em alguém. Porque não eu ou outra pessoa nova, com idéias bacanas. Por que só os mesmos e os quais novamente receberão críticas futuras.

Logo percebo que ninguém quer mudar nada. É tudo da boca para fora e é por isso que a política nunca mudará. As pessoas não mudam e será sempre desse jeito. Político prometendo e não cumprindo e o povo reclamando e votando do mesmo jeito.

Agora renovo a minha pergunta, alguém quer realmente mudar algo? Querem ver uma política diferente? Pretendo me candidatar ou até apoiar outra pessoa (com novas idéias) para renovar a câmara (para começar) alguém me apóia? Será que tem alguém com coragem de verdade ou vamos ficar no de sempre, reclamando de longe, praticando nada e só tecendo críticas nos atuais e antigos gestores e vereadores.

Alguém tem alguma solução para mudar a política atual? Tem alguma idéia renovadora e com fundamento? Se tiver manda sua idéia, tá na hora de acordarmos. Vamos praticar de verdade. Alguém se habilita?

Walker F. Fonseca de Sá

publicado em 02 de Julho / 2011 às 23:00

OS BONS TEMPOS DO “FIO DO BIGODE”

Ainda bem que a memória não permite que histórias tão pitorescas e que realçam as características de firmeza, caráter, dignidade e honra de um povo, sejam levadas como pó pelos ventos do esquecimento e depositadas sob a penumbra inexorável do passado, como “arquivo morto” do tempo. Elas precisam ser contadas para multiplicação do exemplo às novas gerações.

O registro que faço nesta crônica, extraído dos extraordinários relatos orais do meu amigo Francisco Nunes Dourado, o “Senhor Tico” – recentemente falecido - da Fazenda Sabino, município de João Dourado, região de Irecê, traz a lição da grandeza que marcava as atitudes e comportamentos do homem de então. Os tempos do “fio do bigode”. Para os mais jovens a expressão não diz muita coisa, mas se impõe uma definição simples, mas contundente:

“Que saudade da época do fio do bigode! ...Que precedeu o lacre, a rubrica ou assinatura. ...Época em que a palavra de um homem era sinônimo de honra, de honestidade e de integridade ética de conduta!” (Linhaça, Jorge, Recanto das Letras). Voltemos à nossa história. Os “Dourados” que ficaram em Macaúbas passaram a visitar aqueles que vieram residir nas novas terras da América Dourada e os encontros periódicos geraram uma das histórias mais interessantes de que já tive conhecimento. 

Os “Dourados” que lá ficaram, conforme a narrativa, “de vez em quando vinham visitar os daqui; ao voltarem, eram acompanhados até meio dia de viagem pelos que moravam em América Dourada, até uma árvore conhecida como Umburana, na Fazenda Lagoa Nova, do Coronel João Dourado”. O evento se caracterizava como um piquenique ou como se diria hoje uma saideira, visto que “levavam cadeiras, tamboretes e comida; paravam, descansavam, tomavam café e depois chegava a hora da despedida ou bota-fora”. Era um momento de alegrias e manifestações de saudades mútuas. Essa umburana adquiriu tal importância que o sogro do Sr. Tico pediu-lhe: “É para ser conservada, pois é uma árvore que faz parte da história da família”.

Certa feita um “Dourado” que partia, ao terminar o bota-fora, gerou esse interessante e exemplar diálogo:
- Ô compadre, eu vou com um pesar!...
- De que compadre?
- Por que não pescamos no xaréu!
- Compadre foi uma falta mesmo!
- Vamos combinar: de hoje a um ano, ao meio dia, nos encontraremos aqui para fazermos esta pescaria no xaréu, certo?
- Certo, compadre. Então até de hoje a um ano.

Na véspera de completar um ano do acordo, o compadre mandou preparar comida e bebida, e no dia seguinte pela manhã viajou até o local da Umburana do Bota-Fora acompanhado de um escravo. Chegando a hora combinada, disse:

- Ponha água para ferver prá quando o compadre chegar o café não demorar.
O negro disse baixinho:
- Ô coisa que eu não tenho fé!
O “senhor” ouviu o sussurro do escravo e retrucou: 
- O que você falou? Você acha que o compadre não tem palavra? Você quer ver?
Caminhou um pouco e gritou:
- Ôôô... compadre!
Já na curva da estrada, o compadre respondeu:
- Tô chegando, compadre!

Enfim os compadres puderam realizar o desejo da pescaria do xaréu combinada há um ano e tiveram a oportunidade de reafirmar os valores do homem de palavra, hoje uma raridade como componente do caráter e da integridade! Como seria tão melhor se as gerações seguintes tivessem assimilado o valor do “Fio do Bigode”!

Agenor Santos - Bacharel em Administração de Empresas - agenor_santos@ig.com.br

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